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Confira as exclusividades aos associados SOBRAF no 9º Congresso Internacional em Ciências da Longevidade Humana   Em 2022, celebramos 10 anos de SOBRAF! Nos preocupamos em trazer aos nossos associados os melhores benefícios e conteúdos científicos atualizados através de uma curadoria minuciosa. Dessa forma, lançamos o App SOBRAF para que os associados consigam ter mais comodidade ao acessar e-books, artigos científicos, sessões clínicas e as demais vantagens que a Sociedade oferece. Também estivemos presentes em diversos eventos neste ano, como em pós-graduação e cursos do Grupo Longevidade Saudável com o objetivo de dar assistência ao associado em momentos presenciais. Então, sem dúvidas, foi no 9º Congresso Internacional em Ciências da Longevidade Humana que tivemos maior destaque! O Evento teve a presença de mais de 1000 participantes e mais de 500 associados SOBRAF. Durante os três dias de evento tivemos um estande de exposição de artigos científicos com as apresentações diárias dos melhores artigos. Aproveitamos o momento de união de associados para promover exclusividades e realizar o coquetel de celebração aos 10 anos de fundação da Sociedade. Além disso, o evento foi introduzido pela menção honrosa às doutoras ganhadoras que participaram da exposição e receberam a premiação do presidente da Sociedade Dr. Italo Rachid. A SOBRAF,  premiou o primeiro lugar com  a quantia de R$ 5.000,00, 2º lugar com R$ 3.000,00 e 3º lugar com R$ 2.000,00.   FORAM AGRACIADAS COM A PREMIAÇÃO: Dra. Mara Coeli – 1º Lugar “Melatonina e sua aplicação em obstetrícia clínica: revisão integrativa da literatura.”   Dra. Eliza Mesquita Cangussu – 2º Lugar “Benefícios da n-acetilcisteína no tratamento da síndrome dos ovários policísticos: uma revisão dos fatores hormonais, metabólicos e suplementares”   Dra. Kellen Freitas Corrêa, 3º Lugar “Benefícios da vitamina d na gestação: uma revisão integrativa da literatura”.   No Congresso também realizamos nossa reunião anual, Assembléia Geral Ordinária, para prestação de contas aos associados, aprovação da previsão orçamentária e assuntos de interesse dos associados.   Encerramos nossos eventos com a palestra Painel Pós-Covid no congresso, restrita aos associados com um tema muito esperado, além disso, aos associados que não estavam presentes foi possível assistir à palestra ao vivo. Palestrantes Dra. Maryna Landim Dr. Guili Pech Dra. Andreia Antoniolli Dr. Italo Rachid Dra. Cybelle Augusta Dr. Wilson Ribas Com temas sobre: Imunidade Pós-Covid; Covid Crônica e exames complementares; Tratamento das Síndromes Pós-Covid Para saber mais sobre o congresso e toda a programação acesse: https://congresso.longevidadesaudavel.com.br/

Seria o intestino o nosso segundo cérebro?  A forma como o intestino e o cérebro se comunicam fascina a comunidade médica há séculos. Hoje, sabe-se que é estreita a relação entre esses dois órgãos, que ocupam papéis essenciais na fisiologia humana. As mudanças na flora intestinal podem repercutir diretamente no funcionamento do órgão responsável pelo raciocínio, a inteligência e a emoção e, recentemente, novas pesquisas têm encontrado informações valiosas sobre o eixo intestino-cérebro. Siga a leitura e saiba mais.  O intestino pode ser considerado o segundo cérebro? Como funciona a conexão entre cérebro-intestino? Localizadas no intestino delgado, as células enteroendócrinas funcionam como um sensor intestinal.  Elas se comunicam por meio de hormônios e, além disso, realizam sinapse com os nervos – incluindo o nervo vago, estrutura que conecta o aparelho digestivo ao cérebro. A comunicação entre os órgãos também ocorre através das células de defesa do organismo e da corrente sanguínea. Dessa forma, o nosso “segundo cérebro” consiste em invólucros de neurônios embutidos nas paredes do longo tubo do nosso intestino, que mede cerca de nove (9) metros – entre o esôfago e o ânus.  No local, estão presentes aproximadamente 100 milhões de neurônios, mais do que na medula espinhal ou no sistema nervoso periférico.  Assim, equipado com seus próprios reflexos e sentidos, o segundo cérebro pode controlar o comportamento intestinal independentemente do cérebro.  Como afirma Emeran Mayer, professor de fisiologia, psiquiatria e ciências biocomportamentais na David Geffen School of Medicine da University of California, o segundo cérebro também é capaz de influenciar em nossas emoções.  Em entrevista à revista Scientific American®, o pesquisador diz que “uma grande parte de nossas emoções é provavelmente influenciada pelos nervos em nosso intestino”. Assim, existem indícios de que  o bem-estar emocional diário pode depender das mensagens transmitidas do intestino para o cérebro.  Como as fibras consumidas e processadas no intestino afetam o funcionamento das funções cerebrais Como é sabido, as fibras fazem parte de uma dieta equilibrada, pois possuem inúmeros benefícios. É cientificamente comprovado que o seu consumo contribui para o menor risco de desenvolvimento de doença coronariana, hipertensão, obesidade, diabetes e câncer de cólon, por exemplo. Além disso, o aumento na ingestão de fibras reduz os níveis séricos de colesterol, melhora a glicemia em pacientes com diabetes, reduz o peso corporal e está associado com menores níveis séricos de proteína C reativa ultrassensível.   Agora, uma nova pesquisa descobriu que o consumo de fibras pode estar relacionado com um risco reduzido de depressão, especialmente em mulheres na pré-menopausa.  O estudo, conduzido com 5.800 mulheres de diversas idades, verificou que a ligação entre o consumo de fibra alimentar e depressão pode ser parcialmente explicada por interações intestino-cérebro, considerando que as mudanças na composição da microbiota intestinal podem afetar a neurotransmissão. Dessa forma, a fibra melhora a riqueza e a diversidade da microbiota intestinal. A diretora médica da North American Menopause Society Stephanie Faubion afirma que, através do estudo citado, é possível perceber que a frase “você é o que você come” nunca fez tanto sentido, visto que aquilo que ingerimos tem um efeito profundo na microbiota intestinal, que parece desempenhar um papel fundamental na saúde e na doença.   Eixo intestino-cérebro: qual a relação entre o intestino e a imunidade cerebral? Sabe-se que o cérebro é protegido de maneira única contra bactérias e vírus invasores. Ao mesmo tempo, o seu mecanismo de defesa permanece um mistério na comunidade científica. No entanto, um estudo em camundongos e confirmado em amostras humanas mostrou que o cérebro tem um surpreendente aliado em sua proteção: o intestino! As meninges são o lar de células imunológicas conhecidas como células plasmáticas, que secretam anticorpos. Essas células são especificamente posicionadas próximas a grandes vasos sanguíneos que correm dentro das meninges, permitindo-lhes secretar seus anticorpos ‘protetores’ para defender o perímetro do cérebro. Quando os pesquisadores observaram o tipo específico de anticorpo produzido por essas células, surpreenderam-se ao descobrir que ele é normalmente o tipo encontrado no intestino. Em resumo, a pesquisa publicada pela Nature descobriu que uma importante linha de defesa do cérebro começa no intestino. As células que terminam nas meninges são aquelas que se expandiram seletivamente no intestino, onde reconheceram determinados patógenos. Considerações finais sobre o eixo intestino-cérebro O eixo cérebro-intestino pode desencadear grandes mudanças emocionais, principalmente em pessoas que sofrem com a Síndrome do Intestino Irritável e problemas funcionais do intestino, como prisão de ventre, diarréia, inchaços e dores estomacais.  De acordo com Jay Pasricha, diretor do Centro Johns Hopkins de Neurogastroenterologia, durante décadas a ciência acreditou que a ansiedade e a depressão contribuíam para problemas intestinais. No entanto, novas pesquisas mostram que também pode ocorrer o contrário. Através dos dados demonstrados até aqui, fica explícita a necessidade de aprofundar os esforços científicos sobre a conexão entre o cérebro e o intestino, em busca de novos conhecimentos relacionados à fisiologia humana.Para saber mais sobre assuntos relacionados à fisiologia humana, acompanhe as nossas redes sociais.

Câncer de próstata: prevenção se constrói no presente O mês de novembro é marcado pela campanha de conscientização e prevenção do câncer de próstata, a segunda causa de óbitos por câncer em homens, sendo superado apenas pelo de pulmão. Neste artigo, trazemos esclarecimentos sobre estudos científicos que mostram medidas de prevenção da doença. Para saber mais, siga a leitura. Prevenção do câncer de próstata é alvo de estudos ao redor do mundo A próstata é a glândula responsável por produzir e armazenar fluido que relaciona-se à produção do sêmen e está envolvida na regulação do controle da bexiga. O câncer de próstata, por sua vez, é caracterizado pelo crescimento descontrolado de células malignas na próstata.  Com o avanço da medicina e a detecção precoce do tumor (antes de apresentar sintomas) o tratamento oferece mais de 95% de chances de cura. No entanto, como sempre ressaltamos em nossos conteúdos, precisamos estimular práticas que atuem de forma preventiva na saúde da população.  Afinal, como sabemos, promover a saúde sempre será a melhor opção. Atualmente, diversos estudos científicos apontam caminhos para uma vida saudável, que  estimulam a prevenção da doença através da adoção de hábitos simples, que devem ser adotados diariamente . Falaremos sobre eles a seguir. Alimentação está diretamente relacionada ao câncer de próstata, afirmam estudos recentes Os dados de um estudo conduzido em Montreal entre 2005 e 2012 serviram para uma pesquisa liderada pela Professora Marie-Élise Parent do Institut National de La Recherche Scientifique (INRS), a qual demonstrou uma ligação direta entre alimentação e câncer de próstata. A análise baseou-se em três perfis dietéticos principais:  Dieta saudável: participantes que mantinham uma alimentação rica em frutas, vegetais e proteínas vegetais como tofu e nozes. Dieta ocidental com excesso de sódio e ingestão de álcool: nestes participantes, há um aumento no consumo de carne e bebidas como cerveja e vinho. Dieta ocidental rica em açúcar: alimentação rica em massas, pizzas, sobremesas e refrigerantes açucarados. O estudo levou em consideração idade, etnia, educação, história familiar e data do último exame de câncer de próstata. Os pesquisadores encontraram uma ligação entre a dieta saudável e a menor incidência de câncer de próstata. Por outro lado, uma dieta ocidental com doces e bebidas foi associada a um risco mais alto e parecia ser um fator para o desenvolvimento de formas mais agressivas de câncer.  “Por muito tempo, suspeitamos que a dieta pudesse desempenhar um papel no desenvolvimento do câncer de próstata, mas era muito difícil apontar os fatores específicos”, disse o professor Parent. “Este estudo é significativo porque examina os hábitos alimentares como um todo. Nós descobrimos evidências que, esperamos, possam ser usadas para desenvolver estratégias de prevenção do câncer de próstata”.  Exercícios físicos e saúde: qual a relação com o câncer de próstata? Pesquisadores da Suécia descobriram uma provável explicação sobre como os exercícios ajudam a desacelerar o crescimento do câncer em camundongos: a atividade física altera o metabolismo das células T do sistema imunológico e melhora sua capacidade de atacar as células cancerosas.  “A biologia por trás dos efeitos positivos do exercício pode fornecer novos insights sobre como o corpo mantém a saúde, bem como nos ajudar a projetar e melhorar os tratamentos contra o câncer”, disse Randall Johnson, professor do Departamento de Biologia Celular e Molecular, Karolinska Institutet, e o autor correspondente do estudo. O horário da prática de atividades físicas pode influenciar na prevenção do câncer de próstata  De acordo com um estudo recente publicado no International Journal of Cancer, aqueles que praticam exercícios regularmente pela manhã (entre às 8h e 10h) apresentam menor risco de desenvolver câncer, principalmente de mama e de próstata. O motivo? De acordo com a pesquisa, a prática de exercícios noturnos pode interferir no ritmo circadiano do seu corpo. Como aponta a literatura científica, interrompê-lo regularmente pode aumentar o risco de certos problemas de saúde, como câncer. Os exercícios matinais, entretanto, podem ajudar a acertar o relógio biológico e, como resultado, reduzir os riscos à saúde (como o câncer). Câncer de próstata e maior incidência em homens negros: vigilância ativa pode prevenir a progressão da doença. Homens negros apresentam risco de duas a três vezes maior que o restante da população masculina, bem como o dobro da probabilidade de morrer por conta do câncer de próstata. Além disso, a ocorrência desse tipo de câncer nos homens brancos acontece em geral a partir dos 50 anos, ao passo que em negros se dá entre cinco e dez anos mais cedo. O câncer de próstata geralmente apresenta crescimento lento. A doença de baixo risco pode não precisar ser tratada imediatamente – ou, em alguns casos, não exige intervenção. Em vez disso, um médico pode recomendar vigilância ativa – monitorando de perto a progressão da doença com exames de sangue do antígeno específico da próstata (PSA), exames de próstata retal digital e biópsias – para evitar o tratamento excessivo e os efeitos colaterais associados causados ​​por cirurgia, quimioterapia e outros tratamentos. A vigilância ativa é a opção de tratamento preferida para muitos homens com câncer de próstata de baixo risco, a fim de evitar ou retardar os efeitos colaterais dos tratamentos definitivos. O que a recente pesquisa aponta é que homens afro-americanos não devem ser excluídos dos protocolos de vigilância ativa. Sempre consulte o seu médico para obter mais informações a respeito de assuntos relacionados à sua saúde. 

Imagine acordar, todos os dias, com uma dor persistente e prolongada, que prejudica a sua qualidade de vida e traz impactos em sua saúde física e emocional.  No Brasil, essa é a realidade de aproximadamente 60 milhões de pessoas*.  Esse número gigantesco representa mais de ⅓ da população brasileira que sofre com dores crônicas, ou seja, desconfortos que persistem por mais de três meses. Muitos manuais de saúde recomendam a utilização de analgésicos para que os pacientes possam conviver com o problema de forma “confortável”. No entanto, será que é essa a “solução” que uma pessoa? É cada vez mais notável o aumento de pesquisas científicas que relacionam a saúde mental com a melhora das dores crônicas.  Recentemente, um estudo** publicado no Science Daily®️ e no Journal of the American Osteopathic Association trouxe dados que comprovam que a técnica de meditação mindfulness beneficia pacientes com dor crônica e depressão, melhorando significativamente as percepções dos participantes de dor, humor e capacidade funcional.  Os participantes receberam práticas de mindfulness e hatha ioga durante oito (8) semanas. A maioria dos participantes do estudo (89%) relatou que o programa os ajudou a encontrar maneiras de lidar melhor com a dor, enquanto 11% permaneceram neutros. Além disso, o estudo descobriu que a prática de mindfulness e ioga levaram a melhorias significativas nas percepções dos pacientes sobre a dor e a depressão. Após o curso, as pontuações do Patient Health Questionnaire (PHQ-9), uma medida padrão de depressão, caíram 3,7 pontos em uma escala de 27 pontos. Além disso, alguns pacientes experimentam uma queda que se assemelha ao uso de antidepressivos. A ciência traz cada vez mais novos horizontes sobre procedimentos alternativos aos fármacos para a prevenção e tratamento de doenças. Cabe a nós, profissionais da saúde, o acompanhamento das mudanças para promover a saúde física e mental dos nossos pacientes.  Fonte* { Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (Sbed) – Disponível em: https://bit.ly/3jLwwDQ } Fonte** ( Science Daily®️ – Disponível em: https://bit.ly/2I54a9s }

Como diversos estudos apontam, o nosso organismo precisa de regras e horários definidos para funcionar de forma plena e saudável ao longo dos anos.  De certa forma, podemos compará-lo a uma organização: inicia as suas operações pela manhã, realiza intervalos durante o dia e encerra as demandas na parte da noite. É mais ou menos dessa forma que opera o nosso ritmo circadiano, que tem como principal função sincronizar os sistemas neuro-endócrino-reprodutivo-imunológicos. Siga a leitura e saiba mais sobre estudos recentes que relacionam o desrespeito ao ciclo circadiano com problemas de saúde.  A importância do respeito ao ciclo circadiano para o corpo humano  Em resumo, o ritmo circadiano designa o período de 24 horas sobre o qual nosso ciclo biológico se baseia, influenciado pela variação da luz solar. Dessa forma, nosso corpo executa diferentes ciclos biológicos e comportamentais ao longo de 24 horas. O nosso organismo entende os diferentes momentos dentro de um ritmo circadiano e necessita da divisão correta entre dia e noite para obter o pleno funcionamento de suas atividades.  Os ritmos circadianos surgem das células, tecidos e órgãos, para auxiliar o organismo a funcionar com maior eficiência. As suas funções incluem o controle de vários processos biológicos, como: ciclo do sono, temperatura corporal, secreção hormonal, função intestinal, homeostase da glicose e função imunológica. Quando o funcionamento do relógio circadiano é afetado, o corpo reage com o desenvolvimento de uma variedade de doenças inflamatórias ou metabólicas, pois o ritmo natural (ou biológico) está desalinhado. O ritmo biológico do corpo humano é regulado pelo núcleo supraquiasmático (NSQ), que fica localizado no cérebro, mais especificamente no hipotálamo. Seu estímulo ocorre através das células ganglionares da retina, ou seja, é através delas que o NSQ reconhece os aspectos de claro e escuro.  Os ritmos circadianos estão em praticamente todas as células do corpo humano e, consequentemente, regulam a vida. Como funciona a produção de melatonina? A melatonina é produzida durante o nosso sono. Ela é um metoxiindol sintetizado e secretado pela glândula pineal à noite. Sendo assim, o claro e o escuro afetam diretamente a sua produção. Entre as suas inúmeras funções, a melatonina é responsável por manter em equilíbrio os sistemas neuro-endócrino-reprodutivo-imunológicos. É ela que transmite informações sobre o ciclo diário de luz e escuridão às estruturas do corpo.  Mesmo que as funções do hormônio estejam baseadas em observações clínicas, existem evidências de que a melatonina estabiliza e fortalece a ritmicidade circadiana. Ou seja, com a sua produção, o corpo oferece maior imunidade, defesas antioxidantes, hemostasia e regulação da glicose. Melatonina em pauta: efeitos do desrespeito ao ritmo circadiano em adolescentes Um estudo recente publicado pelo ERJ Open Research demonstrou que os adolescentes  que possuem o hábito de ficar acordados até tarde – e consequentemente acordam mais tarde – estão mais propensos a sofrer de asma e alergias em comparação com aqueles que dormem e acordam mais cedo. Como já se sabe através da literatura científica, os sintomas da asma são conhecidos por estarem fortemente ligados ao relógio interno do corpo.  No entanto, o estudo citado é o primeiro que observa como o comportamento individual de sono pode influenciar o risco de asma em adolescentes.  O estudo envolveu 1.684 adolescentes residentes em West Bengal, Índia, com idade entre 13 ou 14 anos, que participaram do estudo de Prevalência e Fatores de Risco de Asma e Doenças Relacionadas a Alergias entre Adolescentes (PERFORMANCE). Os pesquisadores compararam os sintomas dos adolescentes com suas preferências de sono, levando em consideração outros fatores que afetam a asma e as alergias, como por exemplo o local de residência dos participantes e se seus familiares fumam. Eles descobriram que a chance de ter asma era cerca de três vezes maior em adolescentes que preferem dormir mais tarde em comparação com aqueles que preferem dormir mais cedo. Eles também descobriram que o risco de sofrer rinite alérgica era duas vezes maior em pessoas que dormiam tarde em comparação com aquelas que dormiam cedo. Os estudos sugerem que pessoas que dormem tarde têm como consequência a dessincronia da melatonina e, consequentemente, respostas alérgicas podem ser ocasionadas, originando doenças e prejudicando a qualidade de vida.  Para saber mais sobre assuntos relacionados à fisiologia humana, continue acompanhando os nossos conteúdos! 

Atualmente, o câncer de mama é a doença mais incidente em mulheres no mundo, representando 24,2% do total de casos em 2018. Somente no Brasil, estimam-se 66.280 casos novos de câncer de mama para cada ano do triênio 2020-2022. (Estimativa | 2020 Incidência de Câncer no Brasil).  A partir desses dados, fica o questionamento: enquanto médicos (a), estamos implementando todas as medidas necessárias para a prevenção da doença? Prevenção do câncer de mama pode reduzir em até 28% o desenvolvimento da doença   A literatura aponta que o risco de desenvolver câncer de mama pode variar entre as mulheres, englobando questões como histórico familiar, alterações nos níveis hormonais,  alto consumo de álcool, tabagismo, sedentarismo e ganho de peso na idade adulta. De acordo com o Governo Federal, a adoção de hábitos saudáveis por meio da alimentação, nutrição e atividade física possibilita a redução em até 28% do risco do desenvolvimento de câncer de mama feminino. Controlar o peso corporal e evitar a obesidade, por meio da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos e evitar o consumo de bebidas alcoólicas são recomendações básicas para prevenir o câncer de mama. A amamentação também é considerada um fator protetor. – Governo Federal Dessa forma, uma parcela significativa dos índices de mortes por câncer poderiam ser evitadas através de hábitos saudáveis. Em junho de 2020, a American Cancer Society atualizou suas diretrizes sobre dieta e atividade física para a prevenção do câncer. Além da prática de atividades físicas, a Sociedade traz recomendações como: Passar menos tempo sentado ou deitado. Isso inclui o tempo olhando para seu telefone, tablet, computador ou TV. Evitar ou limitar o consumo de carnes vermelhas. Evitar ou limitar bebidas adoçadas com açúcar, alimentos altamente processados ​​e produtos de grãos refinados. Evitar ao máximo o consumo de bebidas alcoólicas.  A SOBRAF entende que é papel dos profissionais da saúde a conscientização da população sobre a adoção de condutas saudáveis para um envelhecimento digno. Mais do que estimular o seu diagnóstico precoce, precisamos nos munir de conhecimento e atitudes para a prevenção do câncer de mama. Pensando nisso, separamos em resumo diversos estudos científicos que abordam determinadas práticas que trazem apontamentos sobre a diminuição da incidência da doença em mulheres. Dieta saudável e controle de peso são formas de prevenção Praticar exercícios regularmente e consumir alimentos saudáveis são as práticas mais recomendadas para a prevenção de qualquer doença e não apenas o câncer. Um estudo publicado em 2015, por exemplo, associou dietas ricas em ácidos graxos ômega 3 a um menor risco de câncer de mama.  De acordo com os pesquisadores, mulheres com evidências de altas taxas de ingestão de ácidos graxos ômega-3 marinhos eicosapentaenóico (EPA) e ácido docosahexaenóico (DHA) em relação ao ácido araquidônico ômega-6 apresentam risco reduzido de câncer de mama em comparação com aquelas com baixas proporções. Por mais que o estudo não seja conclusivo, oferece horizontes para que novas pesquisas sejam implementadas na área com o objetivo de estimular a prevenção da doença.  Em relação a alimentação, o relatório WCRF/AICR de 2017  concluiu que existem evidências de que a ingestão de vegetais sem amido pode diminuir o risco de câncer de mama.  O relatório também afirmou que existem evidências sugestivas de que o consumo de frutas e vegetais contendo carotenóides diminui o risco de câncer de mama.  Como demonstra outra pesquisa que analisa o consumo de determinados alimentos e o consumo de álcool na incidência de câncer de mama, dadas as inconsistências na literatura sobre o papel da ingestão de frutas e vegetais na prevenção da doença, nenhuma conclusão sólida pode ser obtida no momento a respeito da alimentação – com exceção do álcool, que possui comprovação sobre o impacto negativo no surgimento do câncer de mama.  No entanto, frutas e vegetais contêm vários nutrientes, assim como fibras, que podem proteger coletivamente contra o câncer, ao invés de conferir um efeito protetor isolado. Reposição hormonal durante o declínio gonadal feminino  O Declínio Gonadal Feminino é um declínio hormonal que se caracteriza pelo período onde as ovulações e as menstruações são interrompidas nas mulheres.  Atualmente, estudos sugerem que a terapia hormonal transdérmica promove mudanças favoráveis e significativas nos sintomas do Declínio Gonadal Feminino, bem como nos biomarcadores cardiovasculares, fatores inflamatórios, fatores de sinalização imunológica e demais resultados de saúde. De acordo com as diretrizes da SOBRAF, realizadas a partir de ampla revisão na literatura científica, conclui-se haver chegado o momento de reconsiderar os conceitos atualmente vigentes sobre a reposição hormonal no Declínio Gonadal Feminino.  Dessa forma,  recomenda-se o uso de hormônios em mulheres com Declínio Gonadal Feminino pelo tempo que for necessário, desde que seja comprovado o quadro em análise laboratorial. Além disso,  a reposição hormonal não pode causar danos à saúde da mulher. Inclusive, pode ser considerada benéfica para um estilo de vida saudável para o ser feminino. Vale ressaltar, é claro, que diversas evidências de sociedades médicas ao redor do mundo não recomendam a utilização de hormônios não-homólogos humanos na reposição hormonal no Declínio Gonadal Feminino. Para evitar riscos à saúde dos pacientes, é essencial o atendimento individualizado as suas necessidades e a compreensão sobre os novos estudos que colocam a fisiologia humana em pauta. Para saber mais, acesse a área do associado e confira nossas diretrizes na íntegra.

Dia 19 de outubro celebraremos os 8 anos da SOBRAF. Uma data muito especial para todos os membros que compõem esta Sociedade. Em virtude desta data, transmitiremos com exclusividade uma Live com o Presidente da Sobraf, Dr. Ítalo Rachid, que divulgará as novidades da SOBRAF e ao final, apresentará um caso clínico em seu canal do YouTube as 20h através de um link exclusivo a ser enviado no dia do evento para os associados. Contamos com a presença de todos vocês para tornar esse momento ainda mais especial. Obs.: Você que perdeu, assista agora a reprise.

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