Câncer de mama: como o estilo de vida pode influenciar no desenvolvimento da doença

Câncer de mama: como o estilo de vida pode influenciar no desenvolvimento da doença

Dados do Instituto Nacional de Câncer apontam que, entre os casos em mulheres brasileiras, 29,7% se manifestam através do câncer de mama. 

Segundo a Organização Mundial de Saúde, 30% a 50% dos casos de câncer podem ser prevenidos, através da implementação de estratégias focadas na detecção precoce, além da possibilidade de um maior controle do avanço da doença ao abordar essa metodologia.

Alguns tipos de câncer possuem altas chances de cura quando detectados em estágios iniciais e tratados de maneira adequada.

Nesse sentido, procurar modificar e prevenir fatores de risco para o desenvolvimento da doença, através do estilo de vida do indivíduo, acarreta significativamente na redução do fardo do câncer.

Hábitos saudáveis como a prática de exercícios, alimentação balanceada, gerenciamento de peso e a restrição de práticas nocivas à saúde, como o consumo de álcool e tabagismo, agem em prol da prevenção do desenvolvimento de câncer.

Entenda mais ao longo deste artigo.

Câncer de mama e estilo de vida

Um estudo realizado pela Harvard University em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), em 2019, concluiu que:

  • Fatores de risco no estilo de vida são responsáveis por 27% dos casos de câncer e um terço das mortes por câncer no Brasil.
  • A adoção de hábitos saudáveis pode reduzir a incidência de morte por alguns tipos de câncer pela metade.
  • O tabagismo é a principal causa de câncer no Brasil, seguido pelo sobrepeso e consumo de álcool.

A pesquisa foi realizada com base na informação de que fatores de risco de estilo de vida, como tabagismo, consumo de álcool, sobrepeso/obesidade, má qualidade da alimentação e falta de atividade física estão associados ao aumento do risco de cerca de 20 tipos de câncer.

Nesse sentido, óbitos e casos de câncer podem ser evitados através de hábitos saudáveis, estimulando a redução de marcadores inflamatórios no organismo. 

Dados como este comprovam a necessidade de orientação a respeito de práticas saudáveis e a sua importância no combate à inúmeras patologias.

De acordo com uma revisão científica de artigos relacionados ao câncer de mama, mesmo que 90% das pacientes com a condição recebam o diagnóstico em um estágio inicial, cerca de 25% dos casos direciona para a morte de metástase à distância*.

Os pesquisadores encontraram evidências de que mudanças específicas no estilo de vida, conforme veremos a seguir, devem ser realizadas como um complemento efetivo para o tratamento padrão do câncer de mama.

Os resultados apontaram a inclusão de atividade física na rotina da paciente como a prática com efeito mais promissor na redução do risco de recorrência e morte por câncer de mama.

Também foi apontada a importância de manter um IMC adequado para a sua faixa etária, considerando que o equilíbrio entre a prática de exercícios e a alimentação saudável pode evitar o ganho de peso.

Fatores de risco para o câncer de mama

Como citado ao longo deste artigo, a união entre hábitos saudáveis e exames de rotina  funciona como um trabalho preventivo para o desenvolvimento de doenças como o câncer.

Entretanto, analisar e ressaltar os fatores de risco para o câncer de mama torna-se uma conduta indispensável para a redução do número de casos e mortes por câncer.

Nos Estados Unidos, o câncer de mama é a categoria mais comumente diagnosticada de câncer, além de ser a segunda causa mais comum de morte em mulheres do país.

De acordo com as diretrizes recomendadas pelo American Institute for Cancer Research, além do histórico familiar, os profissionais de saúde precisam considerar o poder dos fatores de risco sobre o aumento da incidência de câncer de mama.

São eles:

  • Tabagismo;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Excesso de peso ou obesidade;
  • Estilo de vida sedentário;
  • Dieta pobre em frutas e vegetais;
  • Infecção por hepatites ou outras infecções carcinogênicas;
  • Radiações ionizantes e não ionizantes;
  • Poluição do ambiente;
  • Fumaça proveniente do uso doméstico de combustíveis sólidos.

É possível prevenir o câncer de mama?

Segundo as expectativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2025, os casos de câncer devem aumentar em até 50% no Brasil.

Isso porque a população possui indicadores de crescimento e maior envelhecimento para os próximos anos. 

Por ser uma doença multifatorial e uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo, a prevenção é a principal conduta a ser adotada para a redução da incidência do câncer.

Como citado ao longo deste artigo, é necessária a reeducação da população para a adoção de um estilo de vida mais saudável, que permita a prevenção de vários tipos de câncer, assim como o câncer de mama, diz estudo.

Porém, condutas relacionadas à exames de rotina e outros complementos realizados através do atendimento médico continuam necessários e de extrema importância para a detecção precoce.

Para prevenir o câncer de mama, os indivíduos precisam evitar os inúmeros fatores de risco acima citados, reduzir a exposição à radiação não-ionizante (UV) e às radiações ionizantes, controlar os riscos ocupacionais e realizar o tão importante exame de pré-câncer, mamografias e autoexame de mama.

Incentivar tais condutas faz parte da colaboração para a garantia de qualidade de vida para toda a população.

*A metástase pode ser regional, quando está próxima do local original, ou à distância, quando apresenta-se em outros órgãos.