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Inflamação crônica de baixo grau: quando o exame não mostra, mas o corpo sente

A inflamação é um mecanismo fisiológico essencial à sobrevivência. Trata-se de uma resposta adaptativa do organismo frente a agressões, infecções ou lesões, com o objetivo de restaurar a homeostase. No entanto, quando esse processo inflamatório deixa de ser agudo e resolutivo e passa a se manter de forma persistente, silenciosa e mal compensada, surge um fenômeno cada vez mais reconhecido na prática clínica: a inflamação crônica de baixo grau. Diferentemente das inflamações clássicas, esse estado inflamatório não costuma se manifestar por sinais exuberantes nem por alterações laboratoriais evidentes. Ainda assim, seus efeitos são profundos, cumulativos e diretamente relacionados ao desenvolvimento de diversas doenças crônicas modernas. É nesse contexto que a clínica, e não apenas os exames, torna-se ferramenta central para identificação e manejo dessa condição. O que é inflamação crônica de baixo grau? A inflamação crônica de baixo grau caracteriza-se por uma ativação persistente do sistema imunológico, com liberação contínua de mediadores inflamatórios em níveis discretos, porém biologicamente relevantes. Trata-se de um estado de desorganização fisiológica que não atinge o limiar clássico de doença inflamatória, mas que interfere de forma progressiva no metabolismo, na função hormonal, na imunidade e na sinalização celular. Esse tipo de inflamação está fortemente associado a condições como: resistência à insulina obesidade visceral síndrome metabólica doenças cardiovasculares declínio cognitivo distúrbios hormonais processos autoimunes envelhecimento acelerado Por que os exames muitas vezes “não mostram”? Um dos maiores desafios da inflamação crônica de baixo grau é justamente o seu caráter subclínico, ou, como preferimos chamar, sublaboratorial. Exames laboratoriais tradicionais costumam ser interpretados a partir de faixas de referência que identificam inflamações agudas ou doenças já estabelecidas. Estados inflamatórios sutis, porém persistentes, frequentemente permanecem dentro dos limites de normalidade estatística, ainda que fora do ideal fisiológico. Isso leva a um erro comum na prática clínica, que é considerar o paciente “normal” apenas porque seus exames não apresentam alterações marcantes, mesmo diante de um conjunto consistente de sinais e sintomas. Marcadores laboratoriais que podem sinalizar inflamação silenciosa Embora nenhum exame isolado seja diagnóstico, alguns marcadores podem funcionar como sinais indiretos de inflamação crônica de baixo grau quando analisados de forma integrada e contextualizada clinicamente. Ferritina Além de marcador de estoque de ferro, a ferritina é uma proteína de fase aguda. Elevações persistentes, especialmente quando não justificadas por sobrecarga de ferro, podem refletir inflamação crônica, estresse oxidativo ou disfunção metabólica. Proteína C-reativa (PCR) A PCR é um marcador clássico de inflamação. Mesmo valores considerados “normais”, porém persistentemente elevados, podem indicar ativação inflamatória crônica quando correlacionados com clínica e outros achados. Ácido úrico Embora tradicionalmente associado à gota, o ácido úrico também se relaciona com inflamação, estresse oxidativo e disfunção metabólica. Níveis elevados ou em ascensão progressiva podem refletir um ambiente inflamatório e metabólico desfavorável. Gama-glutamiltransferase (GGT) A GGT é frequentemente subestimada. Alterações discretas podem sinalizar estresse oxidativo, inflamação hepática subclínica e impacto metabólico de hábitos de vida inadequados, mesmo na ausência de doença hepática evidente. Importante ressaltar que esses marcadores não substituem a clínica, eles apenas ganham significado quando interpretados dentro de um contexto fisiopatológico mais amplo. Quando o corpo sente: sinais e sintomas clínicos A inflamação crônica de baixo grau costuma se expressar por sintomas inespecíficos, frequentemente banalizados ou atribuídos ao “estresse da vida moderna”. Entre os mais comuns, destacam-se: fadiga persistente dores musculares e articulares difusas dificuldade de perda de peso distúrbios do sono alterações de humor sensação de inchaço redução da capacidade de recuperação física maior suscetibilidade a infecções Esses sinais, quando recorrentes, não devem ser interpretados de forma isolada. Eles representam a linguagem do corpo diante de um estado inflamatório sustentado. O papel central do estilo de vida na inflamação crônica A inflamação crônica de baixo grau está intimamente relacionada ao estilo de vida moderno. Entre os principais fatores envolvidos, destacam-se: alimentação inflamatória e ultraprocessada sedentarismo privação ou desorganização do sono estresse crônico exposição contínua a estímulos inflamatórios ambientais ritmo biológico desalinhado Esses fatores não atuam de forma isolada. Eles se somam, se potencializam e mantêm o organismo em estado constante de alerta inflamatório. A soberania da clínica na identificação da inflamação silenciosa Diante de exames pouco conclusivos, é a clínica que sustenta o diagnóstico funcional da inflamação crônica de baixo grau. A escuta qualificada, a observação cuidadosa dos sinais, a análise do estilo de vida e a correlação entre sintomas aparentemente desconexos são fundamentais para reconhecer esse estado fisiopatológico. A boa prática médica exige: integrar dados laboratoriais e clínicos reconhecer padrões compreender adaptações crônicas do organismo evitar o reducionismo de tratar apenas sintomas isolados Manejo clínico: tratar o terreno, não apenas a manifestação O manejo da inflamação crônica de baixo grau não se baseia em intervenções pontuais, mas em uma abordagem global e progressiva. O foco deve estar na modulação do terreno biológico, com atenção especial a: alimentação e nutrição individualizada sono adequado e ritmado manejo do estresse estímulo ao movimento redução de estímulos inflamatórios persistentes Essas estratégias, quando bem conduzidas, permitem reduzir a carga inflamatória e restaurar gradualmente a capacidade adaptativa do organismo. Vamos desinflamar! A inflamação crônica de baixo grau representa um dos principais desafios da medicina contemporânea. Silenciosa, persistente e multifatorial, ela exige do médico um olhar clínico treinado, fisiológico e integrador. Quando o exame não mostra, mas o corpo sente, é a clínica que guia. E é justamente nessa interseção entre ciência, observação e compreensão profunda do organismo humano que se constrói uma medicina mais precisa, preventiva e verdadeiramente centrada na saúde.

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Estilo de Vida

Durante muito tempo, sobrepeso e obesidade foram atribuídos quase exclusivamente a um comportamento alimentar desregulado: comer demais e se movimentar de menos. De fato, o desbalanço entre a ingestão calórica e o gasto energético estão envolvidos no sobrepeso e na obesidade, mas o avanço da fisiologia clínica e da neuroendocrinologia mostra que a história é muito mais complexa. Portanto, o ganho de peso raramente é apenas um reflexo da força de vontade. E, quase sempre, começa antes mesmo da comida chegar à boca. Isso porque o verdadeiro ponto de partida está no cérebro. Mais especificamente, no hipotálamo, uma estrutura-chave no controle do apetite, do gasto energético e, consequentemente, do peso corporal. Hipotálamo: o maestro da homeostase energética O hipotálamo é uma pequena, porém extremamente importante região do cérebro, localizada na base do encéfalo. Nesse sentido, ele atua como um centro de controle neuroendócrino, responsável por manter o equilíbrio interno do organismo, a chamada homeostase. O hipotálamo é responsável por integrar sinais hormonais e neurais provenientes do trato gastrointestinal, do tecido adiposo e da corrente sanguínea. Em seguida, ele processa essas informações e comanda respostas que regulam fome, saciedade, termogênese, metabolismo basal e composição corporal. As principais regiões hipotalâmicas envolvidas na regulação do peso são: Núcleo arqueado (ARC): recebe sinais periféricos como leptina, insulina, grelina e peptídeo YY. Abriga dois grupos de neurônios fundamentais: – Neurônios NPY/AgRP, que estimulam o apetite. – Neurônios POMC/CART, que promovem a saciedade. Núcleo paraventricular (PVN)e núcleo dorsomedial (DMH): participam da modulação do tônus simpático, da secreção de hormônios hipofisários e da termogênese. Esse sistema neuroendócrino complexo mantém um delicado equilíbrio entre ingestão calórica e gasto energético. Para isso, ele interpreta sinais do corpo (como níveis de hormônios, nutrientes e temperatura) e ajustando as respostas fisiológicas de acordo. Em resumo, o hipotálamo é o “maestro” que integra o sistema nervoso ao sistema endócrino para manter o corpo funcionando de forma harmônica. No entanto, ele pode ser facilmente desregulado. Inflamação hipotalâmica: a raiz silenciosa do ganho de peso Estudos recentes demonstram que a inflamação hipotalâmica, muitas vezes silenciosa, pode ser uma das causas primárias do acúmulo de gordura corporal. Geralmente, essa inflamação é frequentemente desencadeada por: Dieta rica em açúcares e ultraprocessados Estresse crônico e aumento persistente de cortisol Disbiose intestinal e aumento da permeabilidade intestinal Sono inadequado, que altera a secreção de leptina e grelina Quando o tecido hipotalâmico inflama, há resistência aos principais hormônios reguladores da saciedade, como leptina e insulina. Como resultado, ocorre a perda do freio fisiológico que sinaliza “chega de comer”, e a pessoa come mais, mesmo sem fome, e armazena gordura com mais facilidade. Leptina: o hormônio ignorado pela inflamação Produzida pelos adipócitos, a leptina é um hormônio com função anorexígena que deveria sinalizar ao hipotálamo que há energia suficiente armazenada, promovendo saciedade e aumento do gasto energético. Em indivíduos obesos, paradoxalmente, os níveis de leptina estão elevados. Um fenômeno conhecido como resistência à leptina. Isso ocorre porque os receptores hipotalâmicos deixam de responder à leptina, geralmente por inflamação e estresse oxidativo. Consequentemente, o cérebro interpreta erroneamente que há escassez energética e ativa mecanismos de fome e conservação energética. E o ciclo se retroalimenta. É por essa razão que, em indivíduos obesos, a administração exógena de leptina pode falhar, visto que há resistência dos receptores a esse hormônio. Além do apetite: outros impactos hormonais A disfunção hipotalâmica afeta também outros eixos hormonais: Eixo HPT (hipotálamo-hipófise-tireoide): o TSH pode se manter normal, mas há conversão reduzida de T4 em T3, impactando negativamente a taxa metabólica basal. Eixo HPA (hipotálamo-hipófise-adrenal): o estresse crônico eleva o CRH e, por consequência, o cortisol, favorecendo acúmulo de gordura visceral e resistência insulínica. Secreção de insulina: a resistência hipotalâmica à insulina compromete o controle glicêmico e o metabolismo energético. Portanto, o tratamento não começa com dieta restritiva Um erro ainda comum é abordar o sobrepeso e a obesidade com foco exclusivo na alimentação. Embora ajustes dietéticos sejam essenciais, eles não resolvem o problema se o hipotálamo estiver desregulado. Dessa forma, para ser completo, efetivo e sustentável, o tratamento clínico do sobrepeso e da obesidade precisa considerar: Redução da inflamação hipotalâmica Regulação do eixo neuroendócrino Reversão da resistência à leptina e insulina Modulação da microbiota intestinal Otimização do sono e do ritmo circadiano Manejo do estresse e suporte adrenal Identificação de deficiências hormonais (T3, DHEA, testosterona, estradiol) A fisiologia não mente O hipotálamo é o verdadeiro centro de comando do peso corporal. Quando ele falha em interpretar corretamente os sinais periféricos, o corpo entra em um estado de estocagem e autossabotagem. Sendo assim, cuidar do cérebro, e não apenas da boca, é o caminho mais eficaz e duradouro para a restauração do equilíbrio metabólico. Se você tem percebido alteração “injustificada” do seu peso ou está enfrentando a obesidade, busque ajuda de um médico de confiança, preferencialmente com abordagem integrativa da saúde, para traçar estratégias personalizadas às suas necessidades e lhe auxiliar no tratamento. A SOBRAF possui uma plataforma de Busca por Médicos com centenas de médicos associados, e você pode buscar, por especialidade ou localidade, um profissional para o acompanhamento adequado. Toque aqui se quiser iniciar a busca! E se você é médico e deseja ampliar sua visão sobre a obesidade e seus tratamentos, este assunto será foco de atenção no Seminário Internacional deste ano, que promovemos juntamente com o Grupo Longevidade Saudável, em São Paulo. Toque aqui, veja detalhes e inscreva-se!

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Estilo de Vida

O jejum intermitente tem se destacado como um dos tópicos mais discutidos nos últimos anos, tanto entre o público geral quanto na comunidade médica. Essa prática, que alterna períodos de alimentação com períodos de jejum, transcende sua aparente simplicidade. Estudos recentes têm trazido novos insights que merecem atenção, especialmente considerando seu impacto na saúde metabólica, longevidade e prevenção de doenças crônicas. Neste artigo, exploramos o que há de mais atual na literatura científica sobre o jejum intermitente, com o objetivo de fornecer uma visão embasada para médicos de diversas especialidades interessados em compreender as potencialidades e limitações dessa intervenção. Fisiologia do jejum intermitente O jejum intermitente é muito mais do que um período de ausência de alimentos. Ele desencadeia adaptações metabólicas que incluem: Aumento da oxidação de ácidos graxos: com a redução da glicose circulante, o organismo recorre à gordura como principal fonte de energia. Ativação da autofagia: um mecanismo essencial para a remoção de componentes celulares danificados, promovendo renovação e proteção contra o envelhecimento celular. Redução na produção de insulina: favorece a sensibilidade insulínica e regulação metabólica. Esses processos estão associados a uma melhora geral da saúde, incluindo efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios e de otimização mitocondrial. Benefícios comprovados por estudos recentes Saúde metabólica Estudos robustos mostram que o jejum intermitente pode melhorar significativamente marcadores metabólicos, como glicemia em jejum, perfil lipídico e circunferência abdominal. Uma metanálise publicada em 2022 demonstrou que indivíduos com síndrome metabólica apresentaram uma redução significativa da resistência à insulina com o jejum, pelo que ele pode ser usado para prevenir a ocorrência de doenças crônicas. Longevidade e autofagia Pesquisas em modelos animais e estudos preliminares em humanos sugerem que o jejum intermitente ativa vias associadas à longevidade, como a via AMPK e a inibição de mTOR. Esses efeitos estão ligados à maior capacidade de resistência ao estresse oxidativo e redução de processos inflamatórios crônicos. Saúde Cardiovascular Evidências apontam que o jejum pode melhorar a pressão arterial, reduzir os níveis de LDL oxidado e aumentar a variabilidade da frequência cardíaca. Um estudo publicado em 2023 mostrou redução significativa na rigidez arterial em pessoas submetidas ao protocolo de 16/8 (16 horas de jejum e 8 horas de alimentação). Função Cognitiva Estudos recentes sugerem que o jejum intermitente pode proteger contra doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. A neuroproteção estaria relacionada ao aumento dos fatores neurotróficos derivados do cérebro e à redução da neuroinflamação. Principais protocolos e suas indicações Os protocolos de jejum intermitente variam, permitindo personalização para diferentes perfis de pacientes. Alguns dos mais utilizados incluem: Protocolo 16/8: consiste em jejuar por 16 horas e concentrar as refeições em uma janela de 8 horas. Indicado para iniciantes e pacientes com foco em controle metabólico. Jejum de Dias Alternados: alterna dias de alimentação normal com dias de jejum parcial (500–600 calorias) ou total. Protocolo 5:2: envolve 5 dias de alimentação normal e 2 dias consecutivos de restrição calórica. Os resultados e a adesão variam conforme o perfil do paciente e a abordagem. Desafios e considerações Embora os benefícios do jejum intermitente sejam amplamente documentados, é importante considerar: Contraindicações:Gestantes, lactantes, pacientes com histórico de transtornos alimentares ou diabetes tipo 1 devem ser avaliados com cautela. Individualização: Cada paciente tem uma resposta metabólica única. É essencial personalizar a abordagem para garantir segurança e adesão. Monitoramento Médico: O acompanhamento regular é indispensável para avaliar parâmetros clínicos e ajustar a estratégia. Se você está buscando um médico para acompanhamento integrativo e personalizado da saúde, acesse aqui a Plataforma de Busca por médicos associados à SOBRAF e faça uma pesquisa por localidade ou especialidade. Conclusão O jejum intermitente se destaca como uma ferramenta terapêutica promissora, fundamentada em bases fisiológicas sólidas e corroborada por estudos científicos recentes. Sua capacidade de otimizar a saúde metabólica, promover longevidade e prevenir doenças crônicas faz dele uma prática relevante no arsenal de intervenções clínicas. Como defensores da fisiologia e do cuidado integral à saúde, a SOBRAF encoraja os médicos a explorarem o jejum intermitente com uma abordagem científica, sempre considerando o contexto individual de cada paciente. Compreender seus mecanismos e aplicações é essencial para oferecer um cuidado que valorize não apenas a saúde atual, mas também a prevenção de futuras condições e doenças.

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Estilo de Vida

Em 2021, foi autorizada pela Anvisa a venda da melatonina em farmácias. De lá para cá, ela ganhou a atenção de um amplo público, em razão de sua contribuição significativa na melhora do sono. Entretanto, melatonina não é remédio para dormir! Melatonina é um hormônio e, apesar de  também popularmente conhecida como o “hormônio do sono”, é uma molécula fundamental para a regulação do ritmo circadiano e, consequentemente, para o equilíbrio de diversas funções biológicas. Seu papel vai muito além da indução do sono, e uma compreensão mais ampla pode oferecer insights valiosos para a prática clínica. O que é a Melatonina? A melatonina é um hormônio produzido principalmente pela glândula pineal, localizada no cérebro. Sua síntese e secreção são reguladas pelo ciclo claro-escuro, sendo a escuridão o principal estímulo para o aumento de seus níveis. Ela tem como substrato o aminoácido triptofano e é derivada da serotonina, tendo sua produção aumentada à noite e sendo um dos marcadores mais importantes do início da fase de repouso no ciclo circadiano. Produção e ritmo circadiano A produção de melatonina segue uma ritmicidade circadiana, ou seja, acompanha o ciclo de 24 horas que regula o sono, a vigília e diversas outras funções biológicas. A exposição à luz, especialmente a luz azul, inibe sua liberação, enquanto a escuridão estimula sua produção. Este hormônio não apenas promove o início do sono, mas também atua como uma espécie de “relógio biológico”, sincronizando os processos fisiológicos ao ciclo dia-noite. Quando há perturbações no ritmo circadiano — como em casos de trabalho noturno, jet lag ou exposição excessiva à luz à noite — a produção de melatonina pode ser afetada, resultando em distúrbios no sono e, eventualmente, em uma cascata de disfunções sistêmicas. Algumas funções além do sono Embora a melatonina seja amplamente reconhecida por sua capacidade de induzir e manter o sono, seus efeitos vão muito além disso. Ela exerce uma série de outras funções que impactam diretamente a saúde geral: Antioxidante Potente: a melatonina possui uma forte ação antioxidante, protegendo as células contra o estresse oxidativo, fortemente relacionado à inflamação crônica e distúrbios emergentes. Ela neutraliza radicais livres e estimula a atividade de enzimas antioxidantes endógenas, desempenhando um papel crucial na neuroproteção e na prevenção de doenças neurodegenerativas. Modulação do Sistema Imune: há evidências de que a melatonina também regula respostas imunes, influenciando tanto aimunidade inata quanto a adaptativa. Ela pode atuar como um modulador, auxiliando na resposta inflamatória e contribuindo para a resistência a infecções. Regulação Metabólica: estudos sugerem que a melatonina influencia o metabolismo da glicosee dos lipídios, ajudando a manter o equilíbrio energético. Isso explica sua associação com a regulação do peso corporal e a prevenção de distúrbios metabólicos, como diabetes tipo 2. Proteção Cardiovascular: a melatonina também tem sido estudada por seu papel na proteção cardiovascular,graças à sua ação antioxidante e anti-inflamatória. Além disso, ela auxilia no controle da pressão arterial, contribuindo para a saúde vascular. Proteção da pele: a melatonina também exerce papel fundamental de proteção da pele contra danos por agressores externos, especialmente contra efeitos nocivos da radiação ultravioleta, prevenindo o envelhecimento e servindo como tratamento para dermatite e alopécia, por exemplo. Importância da produção adequada de melatonina Manter uma boa produção de melatonina é essencial para a saúde e a qualidade de vida dos pacientes. A deficiência de melatonina, geralmente resultante de hábitos inadequados de sono, exposição excessiva à luz artificial à noite ou distúrbios do ritmo circadiano, pode levar a uma série de problemas de saúde, como insônia, fadiga crônica, comprometimento cognitivo e maior risco de doenças cardiovasculares, metabólicas e neurodegenerativas. Para os médicos, compreender os fatores que afetam a produção de melatonina e como otimizá-los — seja por meio de ajustes no estilo de vida, uso de suplementação ou intervenções terapêuticas — é fundamental para ajudar os pacientes a alcançar uma melhor regulação do ciclo sono-vigília e uma melhora global na saúde. Considerações Clínicas Embora a suplementação de melatonina seja frequentemente recomendada para distúrbios do sono, é importante que sua administração seja feita de forma criteriosa. Nem todos os pacientes se beneficiarão da mesma dosagem ou tempo de uso, e o acompanhamento médico é fundamental para evitar efeitos adversos. Além disso, abordar os hábitos de exposição à luz, redução do estresse, incentivar práticas de higiene do sono e considerar fatores como o trabalho em turnos ou viagens frequentes são estratégias eficazes para melhorar a produção natural de melatonina e garantir que o ritmo circadiano esteja adequadamente alinhado. Você pode gostar de ler sobre A importância da tireoide para a saúde e a qualidade de vida: um guia para médicos. Conclusão A melatonina é muito mais do que o hormônio que regula o sono. Seu papel abrangente na saúde vai desde a proteção antioxidante até a modulação imune, o equilíbrio metabólico à prevenção do envelhecimento da pele. Ter uma compreensão aprofundada de suas funções e dos impactos da desregulação do ritmo circadiano é fundamental para oferecer um cuidado mais eficaz e integrado, promovendo tanto o bem-estar quanto a longevidade dos pacientes. Se você é paciente, lembre-se: apesar de possibilitar uma série de benefícios, o uso da melatonina deve ser indicado e acompanhado por um médico de confiança. E se você é médico e trabalha com a abordagem integrativa da saúde, clique aqui e conheça os benefícios de ser um associado SOBRAF!

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Estilo de Vida

A alimentação balanceada é de suma importância para a manutenção da saúde e, quando aliada à adequação do estilo de vida, seus efeitos são ainda mais benéficos. Contudo, diversos alimentos podem ajudar a prevenir doenças, especialmente as crônicas, assim como podem contribuir com o tratamento de questões já instaladas. Portanto, incluí-los na rotina pode ser uma estratégia valiosa para a melhora da saúde e da qualidade de vida. Neste artigo, trouxemos uma lista de 9 alimentos dessa natureza, que ajudam a prevenir doenças e podem complementar tratamentos. Você também pode gostar de ler sobre 7 passos para desinflamar o corpo. Confira a lista dos alimentos: Brócolis: Rico em sulforafano, um composto que tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, e ajuda a reduzir distúrbios metabólicos, além de potencialmente contribuir na prevenção de certos tipos de câncer. Cúrcuma (Açafrão-da-terra): Contém curcumina, um potente antioxidante e anti-inflamatório que ajuda na redução da inflamação crônica, melhora da função cerebral e mitocondrial, ajudando na prevenção de doenças neurodegenerativas. Alho: Possui alicina, um composto bioativo que melhora a função imunológica, tem propriedades antimicrobianas e antifúngicas e pode ajudar a prevenir diabetes, doenças cardiovasculares e câncer. Chá Verde: Rico em catequinas que ajudam nas funções e integridade do fígado, rim, coração, na deficiência de memória relacionada à idade, e ajuda a prevenir doenças cardíacas por seus efeitos anti-hipertensivo e anticoagulante. Frutas Vermelhas (como mirtilos, framboesas e morangos): Contêm antocianinas e outros antioxidantes que podem ajudar a combater a inflamação, proteger contra doenças cardiovasculares e prevenir o declínio cognitivo. Sementes de Linhaça: Fonte rica de ácidos graxos ômega-3, lignanas e fibras, que têm efeitos neuroprotetores, melhoram a saúde intestinal e têm efeitos anticancerígenos. Gengibre: Contém gingerol, que tem propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes, antieméticas e anticâncer,sendo utilizado para aliviar náuseas, mitigar a permeabilidade intestinal e ajudar na redução de dores musculares e articulares. Aveia: Rica em beta-glucana, uma fibra que pode ajudar na função intestinal, melhorar a resposta imunológica e ajudar no controle glicêmico,ajudando a prevenir o diabetes tipo 2 e potencializando cuidados no diabetes tipo 1. Tomate: Contém licopeno, um antioxidante que pode ajudar na proteção contra doenças crônicas e cardiovasculares, além de prevenir certos tipos de câncer, como o câncer de próstata. Como consumir com segurança? Certamente, você já está pensando em incluir esses itens no seu dia a dia, afinal, os benefícios são muitos! Mas como consumir esses alimentos que ajudam a prevenir doenças e podem complementar tratamentos com segurança? A primeira coisa que precisamos ressaltar é que nem mesmo o melhor dos alimentos deve ser consumido em excesso, assim como, em nenhuma quantidade, ele será capaz de sozinho lhe manter saudável ou resolver qualquer problema de saúde. O estilo de vida adequado, que inclui, além da alimentação equilibrada, hábitos como a prática regular de atividade física, o sono de qualidade, a gestão do estresse e a redução da exposição a toxinas, é a base para a prevenção de doenças e a recuperação e manutenção da saúde. E outro ponto a ser ressaltado é a importância do acompanhamento médico e nutricional para verificação de suas necessidades individuais e adoção de estratégias específicas para as suas condições. Consumir esses alimentos já é valioso, mas é possível que você precise se valer de nutracêuticos em doses e combinações específicas para melhores resultados. E somente um profissional de saúde pode ajudar nisso! Toque aqui para acessar outros conteúdos do Blog SOBRAF e entender mais sobre saúde e qualidade de vida. E não deixe de acompanhar nossa comunidade no Instagram!

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Estilo de Vida

A inflamação crônica pode desencadear uma série de doenças como diabetes tipo 2, endometriose, doenças cardíacas, artrite, Alzheimer e Parkinson, assim como diversos tipos de câncer. Esse tipo de inflamação pode ser alimentado pelo avançar da idade, mas é principalmente ocasionado por hábitos e estilo de vida insalubre. Neste artigo, elencamos os 7 principais passos que você pode seguir para desinflamar o corpo e, consequentemente, aumentar suas chances de evitar diversas doenças que minam a qualidade de vida e podem até levar ao óbito. Como saber se estou inflamado? Antes de entendermos como desinflamar o corpo, é bom sabermos identificar se estamos ou não inflamados. Aqui abaixo estão alguns sinais para se atentar, pois podem indicar inflamação crônica: Fadiga Alergias Ganho de peso Dores de cabeça Alterações do sono Dores musculares e articulares Inchaço abdominal Alterações de humor Ansiedade e depressão Irregularidades intestinais Elevação da pressão arterial Queda de cabelo Unhas fracas e quebradiças Problemas de pele Infecções de repetição Elevação do colesterol Se você identifica um ou mais desses sinais, pode e deve seguir os passos abaixo para desinflamar o corpo, mas é fundamental que busque acompanhamento médico para verificar o grau de sua inflamação e adotar estratégias específicas que atendam às suas necessidades. Como desinflamar o corpo? A primeira coisa a ser feita para reduzir a inflamação é retirar aquilo que contribui para ela. Portanto, a redução/exclusão do consumo de açúcares, alimentos e bebidas industrializados, leite e derivados e o glúten precisa estar no plano de ação. Outro ponto fundamental é a redução da exposição ao estresse. Agora, veja os 7 passos para desinflamar o corpo: Dieta anti-inflamatória: consumir alimentos ricos em antioxidantes e compostos anti-inflamatórios, como frutas, legumes e vegetais coloridos, peixes ricos em ômega-3, oleaginosas, azeite de oliva e especiarias como cúrcuma e gengibre. Aqui entra também a hidratação adequada, que deve considerar uma ingestão mínima de 2l de água por dia. Exercício físico regular: atividade física regular está associada à redução da inflamação e ao fortalecimento da função imunológica, além de contribuir para o controle do peso corporal, o equilíbrio hormonal e beneficiar a saúde cardiovascular e cognitiva. Sono de qualidade: o sono é vital para a reparação celular e a manutenção do equilíbrio imunológico. Dormir de 7 a 9 horas por noite ajuda a prevenir e reduzir a inflamação. Gerenciamento do estresse: práticas como meditação, yoga, respiração profunda e terapia podem ajudar a reduzir o estresse e manter os níveis de cortisol em equilíbrio, consequentemente, reduzindo a inflamação. Suplementação Nutricional: suplementos específicos, como vitamina D, vitamina C, ômega-3, zinco e magnésio, prebióticos e probióticos, podem apoiar a saúde intestinal e imunológica e diminuir a inflamação. No entanto, é essencial consultar um médico antes de iniciar qualquer suplementação e para que sejam prescritas as substâncias necessárias à correção de qualquer deficiência nutricional específica e otimização de níveis. Estilo de Vida Saudável: evitar álcool, tabaco e exposição a toxinas ambientais pode reduzir a inflamação e melhorar a saúde geral. Reequilíbrio hormonal: buscar acompanhamento médico para repor em quantidades fisiológicas os níveis hormonais. Hormônios são mensageiros químicos que atuam a nível celular e interferem em inúmeras funções fisiológicas. Portanto, devem estar em pleno equilíbrio para o funcionamento adequado do organismo. Cuide da sua saúde! Os passos que você acabou de ler são a base para o funcionamento adequado do corpo e um corpo capaz de exercer plenamente suas funções é naturalmente dotado do poder de se manter saudável. Contudo, a genética exerce influência sobre nossas condições de saúde, sendo perfeitamente possível que você possua necessidades específicas e precise de estratégias mais personalizadas de cuidado. Logo, recomendamos que sempre conte com acompanhamento de médicos e profissionais de saúde capacitados a ouvir, avaliar sua história clínica, investigar com profundidade e propor medidas eficazes e seguras de cuidado. Se você é médico, saiba que a SOBRAF promove periodicamente Sessões Clínicas para interação e discussão entre médicos de especialidades diversas, abordando de maneira integrativa casos clínicos de complexidades diversas. Caso queira saber mais detalhes e conhecer todos os outros benefícios de ser um Associado SOBRAF, toque aqui. Para mais conteúdos sobre saúde e qualidade de vida, acompanhe a comunidade SOBRAF no Instagram!  

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MEating
Estilo de Vida

Saborear uma boa comida junto de boas companhias é um dos grandes prazeres da vida. Além disso, a boa alimentação é um dos principais pilares de uma vida longa, saudável e de qualidade. Afinal, é primariamente dos alimentos que devemos extrair os principais combustíveis para a manutenção da regularidade funcional do organismo. Entretanto, há fatores que podem prejudicar os bons momentos em volta da mesa, como também afetar a quantidade do que ingerimos e influenciar nossas escolhas alimentares, podendo impactar diretamente nas mais comuns questões de saúde, como sobrepeso, obesidade, ansiedade, diabetes e muitas outras. Por conta disso, para além de nos atentarmos à dieta propriamente dita, em muitos casos é necessário recorrer às mudanças de comportamentos que podem contribuir para os erros alimentares. E aqui, nossa mente mais uma vez revela seus poderes! Isso é o que você verá a seguir neste artigo. Preparamos uma breve apresentação do conceito de mindful eating e elencamos algumas razões para adotar essa prática e, principalmente, recomendá-la aos pacientes na rotina clínica para ajudá-los com uma melhor relação com a comida e com mais saúde.   O que é Mindful Eating? Mindful eating, ou alimentação consciente, é uma abordagem que visa cultivar uma maior consciência e atenção plena em relação aos alimentos que ingerimos, nossos hábitos alimentares e nossas sensações físicas e emocionais relacionadas à comida. Em vez de comer de forma automática, distraída ou emocional, o mindful eating encoraja as pessoas a estarem presentes no momento enquanto comem, prestando atenção em cada aspecto da experiência alimentar, desde a escolha dos alimentos até a sensação de saciedade. A prática do mindful eating envolve técnicas como comer devagar, prestar atenção nas texturas, sabores e aromas dos alimentos, reconhecer os sinais de fome e saciedade do corpo, e estar consciente das emoções que podem influenciar nossos padrões alimentares. É comum também incluir exercícios de meditação e atenção plena para desenvolver uma maior consciência em relação à comida.   Mindful Eating no cuidado da saúde Em termos de cuidado da saúde, o mindful eating pode ter diversos benefícios. Alguns estudos sugerem que essa prática pode ajudar na perda de peso e na manutenção de um peso saudável, reduzir a ingestão de alimentos em excesso, melhorar a relação das pessoas com a comida, reduzir comportamentos alimentares compulsivos e promover uma maior satisfação com a alimentação. Um estudo publicado pela Cambridge University Press que acompanhou 138 mulheres obesas durante 6 meses, demonstrou uma maior redução na alimentação descontrolada e na alimentação emocional para aquelas que praticaram as técnicas de atenção plena. Para pacientes diabéticos, a alimentação consciente também pode ser uma importante aliada, especialmente na interrupção de comportamentos alimentares habituais e na regulação da escolha alimentar. Além disso, o mindful eating pode ajudar as pessoas a desenvolverem uma relação mais equilibrada e compassiva consigo mesmas, reduzindo a culpa e a ansiedade em relação à comida, o que pode ser valioso para aqueles que necessitam seguir dietas específicas e vivem o constante medo da “escapada”.   Mindful Eating na prática Considerar incorporar o mindful eating como parte das estratégias de cuidado da saúde dos seus pacientes pode ser valioso, especialmente  para aqueles que enfrentam problemas relacionados à alimentação, como transtornos alimentares, obesidade, diabetes, entre outros.   Fome ou vontade de comer? Como primeiro passo, o ideal é a prática antes de iniciar a alimentação. Para isso, é necessário aprender a diferenciar a fome da vontade de comer. A fome é um processo fisiológico complexo que envolve uma interação entre diferentes sinais e sistemas do corpo, incluindo o sistema nervoso central, o sistema gastrointestinal e hormônios reguladores do apetite, como leptina e grelina. Ela é uma sensação de necessidade de alimentos que surge quando o corpo precisa de energia e nutrientes para funcionar adequadamente. São vários os sinais físicos e hormonais da fome: Elevação dos níveis de grelina Redução dos níveis de glicose Sinais nervosos do trato gastrointestinal como os “roncos da barriga” e a sensação de vazio no estômago A vontade de comer, por outro lado, é uma sensação subjetiva que pode surgir por uma variedade de motivos não necessariamente relacionados à necessidade fisiológica de alimentos. Ela pode ser influenciada por fatores emocionais, sociais, ambientais e até mesmo por hábitos condicionados. Estresse, tédio, solidão, associações emocionais com alimentos específicos, estímulos visuais ou olfativos, horários habituais de refeição e a disponibilidade de alimentos ao redor. Esses estímulos podem ativar áreas do cérebro envolvidas no prazer e na recompensa, levando a desejos por comida mesmo quando não há uma necessidade fisiológica imediata. O mindful eating prévio à alimentação pode ajudar na diferenciação entre a fome e a vontade de comer ao desenvolver uma maior consciência e atenção plena em relação aos sinais físicos, emocionais e ambientais que influenciam nossos padrões alimentares. Ao adquirir essa consciência, é possível, por exemplo, tomar outras ações que podem ajudar a driblar a vontade de comer, como tomar um copo de água ou uma xícara de chá, fazer uma curta caminhada para nos dar o tempo de nos entender melhor antes de comer sem perceber, sem atenção e no automático. Mindful Eating durante as refeições Uma vez detectada a fome, é hora de partir para a alimentação. Aqui abaixo, você verá como pode orientar seus pacientes para a prática durante as refeições: Eliminar distrações: enquanto você come, evitar usar o telefone ou computador, ler livros ou revistas, ou assistir TV. Comer distraído pode parecer inofensivo, mas é comum que

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DC
Estilo de Vida

Em um mundo onde as mudanças de estilo de vida e a correria do dia a dia afetam diretamente nossa saúde, as doenças cardiometabólicas surgem como um grupo de condições inter-relacionadas que representam uma ameaça significativa ao bem-estar global.   Estas condições, que incluem elevado risco cardiometabólico, são em grande parte evitáveis, mas estão entre as principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo. Compreender o que são as doenças cardiometabólicas, os fatores que contribuem para o seu desenvolvimento e as estratégias eficazes de prevenção e tratamento é vital para os profissionais de saúde na batalha contra esta crescente epidemia.   As doenças cardiometabólicas são um reflexo não apenas de genética e fatores de risco individuais, mas principalmente de escolhas de estilo de vida e influências ambientais. Esta complexidade exige uma abordagem multidisciplinar e holística para o tratamento e a prevenção.   A SOBRAF, como referência em estudos e pesquisas sobre Fisiologia, se dedica a esclarecer esses conceitos, apoiando médicos e profissionais de saúde com informações baseadas em evidências e práticas recomendadas para a prevenção e o manejo dessas condições.   A seguir, exploraremos detalhadamente as doenças cardiometabólicas, fornecendo insights sobre a fisiopatologia, identificação de sintomas, opções terapêuticas e medidas preventivas. Este artigo é um convite aos profissionais da saúde para aprofundar o conhecimento e aplicá-lo na melhoria da saúde dos pacientes.   O que são doenças cardiometabólicas? Doenças cardiometabólicas são um espectro de condições metabólicas interconectadas que incluem obesidade, diabetes tipo 2, resistência à insulina, doença arterial coronariana, hipertensão, dislipidemia e esteatose hepática não alcoólica. Elas compartilham mecanismos patogênicos comuns, como inflamação, resistência à insulina e disfunção endotelial, que elevam a probabilidade para problemas cardiovasculares mais do que quando qualquer um dos riscos está presente sozinho, e podem favorecer complicações graves, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. A resistência à insulina é um denominador comum em muitas dessas condições, causando alterações no metabolismo da glicose e dos lipídios, inflamação sistêmica, hipertensão e diabetes tipo 2. Estes fatores, por sua vez, podem levar ao desenvolvimento de placas ateroscleróticas nas artérias, aumentando o risco de eventos cardiovasculares. Biologicamente, as doenças cardiometabólicas são caracterizadas por um estado pró-trombótico e pró-inflamatório, que afeta negativamente o equilíbrio e a função dos sistemas vascular, metabólico e imunológico. Esta inter-relação complexa ressalta a importância de uma abordagem holística para prevenção e manejo dessas doenças.   Identificação dos sintomas Os sintomas das doenças cardiometabólicas podem ser insidiosos e variados. Pacientes podem apresentar sinais como hipertensão, insulina elevada, glicemia elevada, ferritina elevada, aumento dos níveis de triglicerídeos, circunferência abdominal expandida e níveis baixos de colesterol – especialmente o de alta densidade – e deficiências hormonais. A presença desses sintomas deve levar à investigação detalhada para diagnóstico precoce e tratamento adequado. Os profissionais de saúde dispõem de diversas ferramentas diagnósticas, incluindo testes laboratoriais de sangue e hormonais, avaliação da composição corporal, medição da circunferência da cintura e testes de tolerância à glicose, por exemplo. Mas, muito além disso, as queixas do paciente devem receber a devida relevância, e costumam prevalecer relatos de aumento da fome, fadiga, sede excessiva, micção frequente, visão embaçada, lentidão para cicatrizações, dores de cabeça, tontura, dificuldade de perder peso, dores no peito, dores articulares, falta de ar, insônia, apneia do sono, sonolência diurna e muitos outros. Estudos científicos têm demonstrado que a intervenção precoce pode melhorar significativamente os resultados para pacientes com doenças cardiometabólicas. Contudo, a mudança de hábitos deve ser sempre a primeira estratégia adotada, a fim de restabelecer a ordem metabólica que pode contribuir para a manutenção da saúde e o acompanhamento profissional multidisciplinar é imperioso para fins de tratamento individualizado.   Tratamentos e intervenções O tratamento das doenças cardiometabólicas pode envolver medicamentos quando estritamente necessário, mas, em se tratando de desordem metabólica, é claro que as mudanças no estilo de vida são a pedra angular que permitirá alcançar a causa e gerenciar a síndrome. A adequação da alimentação, o exercício físico, a cessação do tabagismo e o manejo do estresse desempenham papéis vitais na redução do risco e na progressão dessas doenças. Para além dos hábitos, o ideal é se valer de terapias integrativas que tenham ação nas causas e que beneficiem a melhora da saúde como um todo, como é o caso da suplementação nutricional, das terapias hormonais, do yoga, da meditação, entre outras cabíveis ao caso de cada paciente. A pesquisa continua a evoluir, com novos tratamentos, como a terapia genética e os moduladores de inflamação, mostrando promessa no manejo dessas condições complexas.   Estratégias Preventivas A prevenção de doenças cardiometabólicas envolve a promoção de um estilo de vida saudável desde cedo. Isso inclui educação nutricional, incentivo à atividade física regular e medidas para reduzir o estresse. Programas de saúde pública focados na prevenção das doenças cardiometabólicas são essenciais. Eles devem se concentrar na conscientização sobre os fatores de risco e na promoção de escolhas de estilo de vida saudáveis. Políticas de saúde que promovam o acesso a alimentos saudáveis, espaços para atividade física e programas de cessação do tabagismo, por exemplo, são fundamentais no combate às doenças cardiometabólicas. Entretanto, o médico é figura essencial nesse trabalho, devendo exercer com empenho seu papel de professor de saúde para seus pacientes, já que o desconhecimento também é um fortíssimo fator de risco para inúmeras doenças dessa natureza. Leia também::: Nutrientes e saúde mental: o que não pode ficar de fora da alimentação   Importância de um olhar integrativo As doenças cardiometabólicas representam

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Estilo de Vida

A interligação entre a saúde física e mental é inegavelmente potente e intrincada, criando um mosaico complexo que cientistas e profissionais de saúde têm avidamente explorado ao longo das décadas. O papel dos nutrientes e saúde mental é um ponto específico que emergiu, revelando que a nutrição desempenha um papel vital na modulação de funções cognitivas e emocionais. Este tópico, riquíssimo, desdobra-se em diversas vertentes, entrelaçando aspectos fisiológicos, biológicos e psicológicos em uma trama que tece a integralidade da saúde humana. Neste contexto, reconhecer os nutrientes como pilares da saúde mental oferece uma abordagem ímpar para estratégias de prevenção e manejo de condições de saúde mental, através de uma perspectiva nutricional. Nutrientes, em sua essência, são compostos químicos encontrados em alimentos, indispensáveis para o crescimento, manutenção e reparo das funções biológicas do organismo. Divididos em macronutrientes e micronutrientes, cada um oferece uma gama diversa de benefícios que, juntos, compõem o cenário ideal para um organismo saudável. À medida que avançamos na compreensão desses elementos, a profundidade com que os nutrientes influenciam nossa saúde mental torna-se cada vez mais evidente, e explorar esta conexão é fundamental para promover estratégias nutricionais eficazes. De modo similar, nossa saúde mental não é impactada apenas por um único nutriente, mas por uma complexa sinergia que envolve diversos componentes dietéticos e hábitos de vida. A abordagem multifacetada que considera nutrientes e saúde mental como entidades coexistentes e interdependentes oferece uma perspectiva única para desenvolvermos estratégias de prevenção e tratamento em saúde mental, pautadas na evidência científica e na integralidade do ser humano. A importância dos nutrientes na funcionalidade cerebral Quando se trata de nutrientes e saúde mental, ômega-3, vitaminas do complexo B, vitamina D e minerais como o zinco e ferro surgem como personagens centrais. A DHA, uma forma de ômega-3, é fundamental para a saúde cerebral, estando amplamente distribuída entre as membranas celulares do cérebro e sendo crucial para processos cognitivos e neurotransmissão. Estudos têm demonstrado a importância do DHA para a prevenção de transtornos mentais, como mostrado em uma pesquisa publicada no Journal of Clinical Psychiatry. Por sua vez, as vitaminas do complexo B têm uma relação robusta com a saúde mental, sendo essenciais para a síntese de neurotransmissores e funcionamento neuronal adequado. A deficiência de vitamina B12, por exemplo, tem sido associada à depressão e ao declínio cognitivo, como elucidado por estudos presentes no American Journal of Clinical Nutrition. A relação entre nutrição, sono e saúde mental Adentrando na complexidade que envolve nutrientes e saúde mental, a importância do sono e da saúde hormonal torna-se inquestionável. A qualidade do sono desempenha um papel fundamental na manutenção e melhora da saúde mental. Já foi amplamente demonstrado que a privação do sono ou a má qualidade do sono estão correlacionadas com uma série de transtornos mentais, como a ansiedade e a depressão, por exemplo. Neste contexto, é crucial entender como os nutrientes desempenham um papel significativo na promoção de um sono saudável e, consequentemente, na saúde mental. Nutrientes como magnésio, essencial para a regulação do sono, estão intrinsecamente ligados ao bem-estar mental, dada a relação bidirecional entre sono e saúde mental. Pesquisas, como as publicadas no Journal of Research in Medical Sciences, delineiam claramente a influência do magnésio na melhoria da qualidade do sono e, consequentemente, em aspectos da saúde mental. Por outro lado, uma nutrição adequada desempenha um papel vital na saúde hormonal, que por sua vez, exerce uma influência significativa na saúde mental. Os nutrientes, incluindo vitaminas, minerais, aminoácidos e ácidos graxos ômega-3, desempenham um papel essencial na regulação dos ciclos de sono e vigília. A serotonina, por exemplo, um neurotransmissor crucial para a regulação do humor, é produzida a partir do triptofano, um aminoácido obtido através da alimentação. A ingestão adequada de triptofano pode influenciar positivamente a produção de serotonina, auxiliando na melhoria do humor e no equilíbrio emocional. Da mesma forma, a melatonina, um hormônio chave para a regulação do ciclo sono-vigília, é sintetizada a partir do aminoácido essencial triptofano. A disponibilidade de triptofano no organismo é influenciada pela qualidade e composição da dieta, tornando a alimentação uma ferramenta poderosa na modulação dos padrões de sono. Além dos aminoácidos, a presença de minerais como o magnésio e o zinco é crucial para a regulação do sono e o alívio da ansiedade. O magnésio, por exemplo, desempenha um papel importante no relaxamento muscular e nervoso, promovendo um sono tranquilo. Já o zinco está envolvido na modulação dos neurotransmissores e no equilíbrio emocional. Hormônios como cortisol, intimamente ligados ao estresse, são modulados pela presença adequada de nutrientes, construindo uma ponte entre nutrição, regulação hormonal e estados mentais. Leia também::: Resistência insulínica cerebral: entendendo o caminho para o diabetes tipo 3 O papel fundamental de um acompanhamento profissional Embora a conexão entre nutrientes e saúde mental seja indiscutível, é imperativo mencionar a importância do acompanhamento profissional. Médicos, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais de saúde são peças-chave para guiar indivíduos através da complexidade de uma nutrição voltada para a saúde mental, assegurando que as estratégias implementadas sejam não apenas seguras, mas também eficazes e individualizadas. A SOBRAF, sempre comprometida com a disseminação do conhecimento em Fisiologia, incentiva a contínua exploração científica e aplicada sobre nutrientes e saúde mental, promovendo saúde através da integralidade e embasamento científico. Para se manter atualizado sobre mais conteúdos e pesquisas relevantes na área, siga-nos no Instagram e faça parte de nossa jornada pela ciência aplicada à saúde!

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Estilo de Vida

O sedentarismo faz parte da vida da maior parte das pessoas, contudo, como profissionais da saúde, como podemos lidar com um paciente sedentário?  A vida ativa tem inúmeros benefícios para a saúde de um indivíduo, sendo um dos pilares da qualidade de vida e da longevidade saudável.  Ainda assim, muitas pessoas não conseguem aderir este estilo de vida e ao pedir ajuda a um médico se encontra nesse impasse.  Como profissionais da saúde temos o dever de não só recomendar, mas também incentivar e explicar os efeitos da vida ativa para o paciente.  Portanto, continue a leitura e entenda como lidar com um paciente sedentário.  Afinal, como lidar com um paciente sedentário?  Segundo publicação do Harvard Gazette, estamos programados para evitar esforços desnecessários. Dessa forma, por mais que nosso organismo precise se exercitar, é inato do ser humano a busca pelo conforto. No entanto, os “níveis de conforto” atuais são bastante preocupantes, principalmente quando falamos da população brasileira: dados do IBGE mostram que cerca de 47% dos brasileiros são sedentários. Entre os jovens o número é maior e ainda mais alarmante: 84%.  Em um contexto onde o sedentarismo é enraizado em nossa sociedade, como nós, profissionais da saúde, podemos incentivar nossos pacientes a aderir a uma vida ativa?  A OMS define atividade física como qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que requer gasto de energia, podendo ser todos os movimentos, incluindo durante o tempo de lazer, para transporte, para ir e voltar de lugares ou como parte do trabalho de uma pessoa.  Tanto a atividade física de intensidade moderada quanto a vigorosa melhoram a saúde. Algumas maneiras comuns de ser ativo incluem caminhar, andar de bicicleta, recreação ativa e brincadeiras, e podem ser feitas por todos os indivíduos, garantindo o bem-estar e a diversão de todos.  Exercícios físicos não se resumem apenas a academias de musculação e, dessa forma, é importante que, em parceria com um educador físico, sejam demonstradas opções que agradem o praticante. O importante é não deixar de se mexer!  Crianças e adolescentes de 5 a 17 anos Crianças devem fazer pelo menos uma média de 60 minutos por dia de intensidade moderada a vigorosa, principalmente aeróbica, atividade física, durante a semana. Recomenda-se incorporar atividades aeróbicas de intensidade vigorosa, bem como aquelas que fortalecem músculos e ossos, pelo menos 3 dias por semana. Deve-se limitar a quantidade de tempo gasto sendo sedentário, particularmente a quantidade de tempo de tela recreativo. O estímulo a brincadeiras e atividades em grupo nesta faixa etária é interessante não apenas para o desenvolvimento físico, mas também cognitivo.  Adultos de 18 a 64 anos Adultos devem fazer pelo menos 150-300 minutos de atividade física aeróbica de intensidade moderada ou pelo menos 75-150 minutos de atividade física aeróbica de intensidade vigorosa; ou uma combinação equivalente de atividade de intensidade moderada e vigorosa durante a semana Também deve fazer atividades de fortalecimento muscular em intensidade moderada ou maior que envolvam todos os principais grupos musculares em 2 ou mais dias por semana, pois fornecem benefícios adicionais à saúde. Pode aumentar a atividade física aeróbica de intensidade moderada para mais de 300 minutos; ou fazer mais de 150 minutos de atividade física aeróbica de intensidade vigorosa; ou uma combinação equivalente de atividade de intensidade moderada e vigorosa ao longo da semana para benefícios adicionais à saúde. Deve ser limitado a quantidade de tempo gasto sendo sedentário. Substituir o tempo sedentário por atividade física de qualquer intensidade traz benefícios à saúde. Para ajudar a reduzir os efeitos prejudiciais de altos níveis de comportamento sedentário na saúde, todos os adultos e idosos devem procurar fazer mais do que os níveis recomendados de atividade física de intensidade moderada a vigorosa. Também é possível evitar o comportamento sedentário e ser fisicamente ativo sentado ou deitado. Por exemplo, atividades conduzidas pela parte superior do corpo, esportes e atividades inclusivos e/ou específicos para cadeiras de rodas. Contudo, a recomendação do médico Michael Fredericson, professor da Universidade Stanford, no Painel Virtual The New Frontiers of Fitness, oferece uma solução para os adeptos ao sedentarismo:  “Divida a carga de exercício em diversos pequenos blocos de dez ou 12 minutos ao longo do dia é o suficiente para estimular o metabolismo. Há várias opções, como subir alguns lances de escada, ir a pé ao supermercado, fazer uma pequena série de polichinelos ou de agachamento”. O profissional também ressaltou que não devemos nos limitar a um tipo de exercício, e sim adotar um conjunto de exercícios aeróbicos e exercícios de resistência, força, equilíbrio e flexibilidade, afinal, cada pequeno detalhe impacta na nossa mobilidade.  Apesar da hesitação em aderir uma vida ativa, todos os indivíduos devem fazer exercícios. A movimentação corporal tem inúmeros benefícios e cada pessoa tem que fazer a sua parte para garantir seu bem-estar e aumentar a sua qualidade de vida.  A importância da vida ativa  Não é segredo que a prática de exercícios é sinônimo de viver bem.  Quando praticamos atividade física, o aumento da frequência cardíaca promove a oxigenação do cérebro, estimulando o fluxo sanguíneo no local.  Isso estimula o cerebelo, responsável pela coordenação motora, e também aumenta a atividade no hipocampo, associado à memória e ao aprendizado. Além disso, estudos indicam que esse hábito contribui também para a neurogênese, ou seja, a formação de novos neurônios.  Isso proporciona ao corpo uma otimização cerebral que pode ajudar na prevenção de patologias como Depressão, Parkinson, Alzheimer e Acidente Vascular Cerebral (AVC). No

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Os hábitos do seu paciente não afetam somente ele
Estilo de Vida

A recomendação sobre adotar um estilo de vida saudável é uma conduta médica amplamente consolidada. Contudo, você sabia que os hábitos do seu paciente não afetam somente ele? Com isso, queremos dizer que a adoção de hábitos saudáveis têm um impacto para além da vida pessoal de um indivíduo, sendo importante para construir uma sociedade mais saudável.  Continue a leitura e entenda por que os hábitos do seu paciente não afetam somente ele.  Por que os hábitos do seu paciente não afetam somente ele? A adoção de hábitos saudáveis é recomendada mundialmente, não só pelos profissionais da saúde, como também por instituições como a ONU.  No entanto, ainda enfrentamos uma longa batalha na promoção da vida saudável. Afinal, não são todos os indivíduos e profissionais da área que disseminam a informação sobre os efeitos benéficos da alimentação saudável, prática de exercícios físicos, qualidade do sono, gerenciamento de estresse e também da terapia de reposição hormonal como um método preventivo para uma vida longeva e saudável. Segundo um grupo de pesquisadores da American Heart Association, comportamentos de estilo de vida saudáveis, como o controle de níveis de açúcar, evitar o tabagismo e a inclusão da prática de exercícios são essenciais para manter a boa saúde do cérebro.⠀ Se a qualidade de vida de todos os indivíduos depende muito da nossa rotina diária, não é surpreendente dizer que um ambiente que propicie isso aumenta proporcionalmente a qualidade de vida.  No entanto, quando esses hábitos não são adotados, as consequências afetam muito além da vida pessoal do indivíduo.  Por exemplo, ao consumir alimentos ultraprocessados, contribuímos para o aumento da poluição, o que, por sua vez, prejudica a saúde humana. Segundo um estudo, um crescente corpo de evidências epidemiológicas ligando a poluição do ar a vários distúrbios cerebrais sugere que esses efeitos adversos são produzidos por mecanismos compartilhados por esses distúrbios.  Isso evidencia o ciclo em que nos encontramos como sociedade: uma simples ação desencadeia mudanças não somente na vida do seu paciente, como também daqueles que vivem ao seu redor. Qual é o papel do profissional da saúde na promoção do bem-estar do paciente? Como profissionais da saúde, é nosso dever garantir a saúde integral dos pacientes, compreendendo todas as variáveis que podem afetar o seu bem-estar e a sua qualidade de vida.  Para isto, cabe ao profissional adotar certas práticas e cuidados em prol do bem-estar do indivíduo que confia a ele a sua saúde.  Uma das práticas mais difundidas é o atendimento personalizado e com olhar integral ao paciente. Esta é uma prática que se baseia no respeito e na atenção ao paciente para que este se sinta valorizado, trazendo maior relevância à consulta e ao tratamento.  Segundo pesquisas, pessoas com maior peso corporal e gordura corporal tendem a experimentar viés de peso em ambientes de saúde, o que significa que os profissionais de saúde podem se concentrar apenas no seu peso, independentemente do motivo da procura por atendimento médico. Isso pode fazer com que as pessoas percam a confiança nos profissionais de saúde e atrasem o diagnóstico, o tratamento e o atendimento. Considerando este contexto, o atendimento personalizado promove a diferença na saúde do paciente. Além disso, o conhecimento em hormonologia também é de grande auxílio no processo de entender o caso do paciente e pensar em um tratamento especializado para ele.  A adoção deste tipo de conduta profissional aproxima o médico de seu paciente, promovendo a preservação da sua saúde, bem como garantindo o aumento da qualidade de vida da população.

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A relação entre a longevidade e os relacionamentos
Estilo de Vida

O segredo da longevidade sempre foi desejado por muitos ao longo da história. No entanto, não se esperava que ele estivesse escondido na relação entre longevidade e os relacionamentos interpessoais de um indivíduo.  Como seres sociáveis que nós somos, imaginava-se se nossas  relações com outras pessoas poderiam influenciar na tão sonhada longevidade saudável.  Não há dúvida de que as escolhas de estilo de vida e a genética desempenham papéis importantes tanto em nossa saúde quanto em nossa expectativa de vida. Nossa dieta, nível de atividade, hábitos e nossa genética previnem doenças e afetam a longevidade. Continue a leitura e entenda a relação entre longevidade e relacionamentos.  Afinal, qual a relação da longevidade e relacionamentos?  A integração social está altamente ligada a um grau maior de qualidade de vida, melhor saúde e maior expectativa de vida.  Diante disso, não surpreende os resultados do estudo “The good life and how to live it: lessons from the world´s longest study on happiness” sediado na Universidade de Harvard.  Em 1938, pesquisadores de Harvard resolveram iniciar um estudo com 268 veteranos da universidade a fim de investigar quais fatores contribuem para uma vida mais saudável e feliz. Contudo, após cerca de 80 anos de pesquisa, eles conseguiram mais informações do que esperavam. Atualmente, de todos os 268 participantes originais — todos homens, pois na época a universidade ainda não aceitava mulheres —, apenas 19 estão vivos. Contudo, conforme o tempo passou, o estudo passou a abranger também as esposas e filhos dos participantes originais, totalizando mais 1300 participantes e, na década de 70, foram incluídos também 456 cidadãos residentes em Boston. O estudo revela que são os relacionamentos interpessoais que mantêm as pessoas felizes ao longo da vida. Essas conexões ajudam as pessoas a lidar com dificuldades, retardam o declínio físico e mental e são um preditor melhor de uma vida longa e feliz quando comparadas a fatores como classe social, QI e até mesmo a genética.  Esses resultados foram consistentes em toda a amostra, desde os universitários originais até os cidadãos inseridos no estudo posteriormente. Tais resultados foram obtidos utilizando históricos médicos, centenas de questionários e entrevistas feitas com os participantes.  Analisando as informações coletadas, foi perceptível que existe uma relação entre a prosperidade na vida das pessoas e a qualidade dos seus relacionamentos com as pessoas ao seu redor. A satisfação com os relacionamentos aos 50 anos de idade se mostrou um fator mais importante para prever a saúde física. O estudo mostrou que as pessoas mais contentes com seus relacionamentos aos 50 anos de idade eram também os idosos mais saudáveis aos 80 anos. Enquanto isso, os participantes mais solitários faleceram mais cedo.  A importância das conexões Hoje em dia, muita atenção vai para o autocuidado. Mas a ciência aponta para cuidar dos outros como um fator-chave para cuidar de si mesmo. Estudos comprovam que pessoas com amplas redes sociais são mais propensas a serem felizes, ter menos problemas de saúde, ter melhor saúde mental e uma longevidade saudável.  A segurança e o apoio experimentados em nossas conexões ajudam a acalmar nosso sistema de resposta ao estresse, mantendo afastadas as doenças viciosas relacionadas ao estresse.  Por outro lado, assim como foi comprovado por estudos durante a pandemia, a falta de conexão social pode contribuir para ansiedade, depressão e doenças relacionadas ao estresse, como inflamação, diabetes tipo 2 e câncer.  No geral, o isolamento social pode aumentar nossa taxa de mortalidade em 91% e contribuir para a morte prematura.  Inclusive, foi comprovado cientificamente que até a presença de animais de estimação é benéfica.  Simplesmente ser grato pode dar um grande impulso ao seu humor, entre outros benefícios. Por exemplo, um estudo de duas partes descobriu que praticar a gratidão pode ter um impacto significativo nos sentimentos de esperança e felicidade. Você pode tentar começar cada dia reconhecendo uma coisa pela qual é grato. Não só isso, como também fazer um elogio pode ajudar no seu bem-estar. Um elogio sincero é uma maneira rápida e fácil de alegrar o dia de alguém e, ao mesmo tempo, dar um impulso à sua própria felicidade. Uma pesquisa recente mostra que realizar atos de gentileza também pode ajudar a promover seu bem-estar geral. Não restam dúvidas de que muito do nosso bem-estar vem da maneira como interagimos com outras pessoas. Essa interação pode trazer benefícios tanto para você quanto para o outro indivíduo, e seus limites são desconhecidos.

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O risco crescente da obesidade 
Estilo de Vida

A obesidade é um problema mundial que vem crescendo a cada ano.  Em publicação do Atlas Mundial da Obesidade, estima-se que, até 2030, teremos 1 bilhão de pessoas com obesidade no mundo, sendo isso 1 em cada 5 mulheres e 1 em 7 homens.  Tal dado, alarma os profissionais da saúde, pois tal quadro pode trazer sérias complicações de saúde, comprometendo a qualidade de vida de um indivíduo.  Continue a leitura para entender a magnitude do risco da obesidade.  Entendendo o risco da obesidade  O quadro começou a ganhar escala epidêmica no final do século 20. O fenômeno tornou-se global rapidamente, atingindo todos os níveis econômicos e sociais.  Atualmente, dados apontam que mais da metade da nossa população tem excesso de peso e um quarto dos adultos convive com a obesidade.  É uma condição de controle difícil, com altas e baixas e com a possibilidade de trazer danos tanto físicos quanto emocionais, de maneira grave. Evidências indicam que a obesidade pode ocasionar problemas como à resistência à insulina, hipertensão e dislipidemia, complicações como diabetes tipo 2, doença cardiovascular e doença hepática gordurosa não alcoólica – consequentemente, reduzindo a expectativa de vida dos indivíduos. Mais recentemente, a obesidade foi associada ao aumento do número de hospitalizações, necessidade de ventilação mecânica e morte em pessoas com doença de coronavírus. Alguns estudos indicam que a obesidade tem origens genéticas e ambientais e envolve consumo energético excessivo, diminuição da atividade física, aspectos sociais, culturais, econômicos e psicológicos, além de anormalidades metabólicas e hormonais.  Acredita-se, porém, que a grande prevalência da obesidade hoje esteja relacionada a condições nutricionais desequilibradas, com maior aporte calórico e ingestão inadequada de alguns tipos de alimentos.  Há ambientes chamados obesogênicos que são locais que não oportunizam ou deixam de favorecer comportamentos fisicamente ativos e escolhas alimentares saudáveis. Esses espaços abrangem a sociedade como um todo e estão presentes em todas as fases da vida dos indivíduos. A consequência é a promoção do ganho de peso excessivo. Ainda, na infância a situação também é temerosa. Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) apontam que 12,9% das crianças brasileiras entre 5 e 9 anos de idade têm obesidade, assim como 7% dos adolescentes na faixa etária de 12 a 17 anos.  Tendo um olhar mais detalhado sobre as crianças, é preciso pensar nas influências que as famílias recebem para comprar alimentos. Dentro disso, pesa a condição de acesso a alimentos saudáveis, tanto do ponto de vista físico quanto econômico, por exemplo. Afinal, segundo a publicação da CNN Brasil, estes ambientes favoráveis à obesidade são introduzidos desde o aleitamento, sendo o uso constante de fórmulas um deles.  Como combater a obesidade?  Esse quadro crônico pode ser resolvido pelo próprio indivíduo, com esforço físico e reeducação alimentar.  Ainda, como sugerido na publicação da CNN Brasil citada acima, é possível fazer a fiscalização e diminuição de espaços obesogênicos para melhor comprometimento e influência sobre os indivíduos que ali se encontram.  Do ponto de vista físico, podem ser citadas mudanças nos espaços urbanos, nas creches e escolas, além do ambiente familiar. Nesse contexto, contam critérios como a disponibilidade de espaços que contribuem para o aleitamento materno, equipamentos de lazer, hortas e cozinhas comunitárias e feiras, por exemplo. O melhor caminho para o combate à obesidade se dá a partir da criação de hábitos saudáveis e, principalmente, da regulação hormonal.  Estudos demonstram que desequilíbrios no estrogênio, testosterona, progesterona e cortisol, causados ​​por fatores atrelados à dieta ocidental e estresse da vida moderna, contribuem para a epidemia de obesidade.  Manter nossos hormônios em equilíbrio, consolidar uma dieta saudável, seguir um programa de exercícios e buscar um estilo de vida com menos estresse é a chave para o bem-estar e a longevidade ideais. Consulte seu médico de confiança para obter informações assertivas a respeito da regularização hormonal e do combate à obesidade. 

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#10 hábitos para adicionar na sua rotina em 2023 
Estilo de Vida

O novo ano está próximo e com ele surgem as metas para 2023.  Como não podemos esquecer da saúde, separamos #10 hábitos para adicionar na sua rotina em 2023.  Muitos subestimam o poder dos hábitos, porém evidências científicas comprovam que quando adotamos uma rotina saudável, eliminando os hábitos ruins, podemos obter diversos benefícios para a nossa qualidade de vida e longevidade.  Ao longo deste artigo você encontra sugestões de hábitos diários, mensais e anuais para ajudar a iniciar o seu movimento em prol da saúde. Lembre-se de que para cada pessoa o conceito de qualidade de vida é um pouco diferente, assim como o caminho para alcançá-la.  Ainda assim, alguns hábitos universais não podem ser isolados das suas metas para o ano que vem.  Continue a leitura e confira #10 hábitos para adicionar na sua rotina em 2023.  Hábito #1 – Sorria Você tende a sorrir quando está feliz. No entanto, é uma via de mão dupla. Sorrimos porque estamos felizes, e ao sorrir fazemos com que o cérebro libere dopamina, o que nos deixa mais felizes ainda. Embora não seja totalmente infalível, pesquisadores descobriram que a ligação entre sorrir e felicidade pode ser atribuída à “hipótese do feedback facial”, em que as expressões faciais podem ter uma influência modesta nas emoções. Isso não quer dizer que seja necessário sorrir de maneira forçada o tempo todo.  Contudo, da próxima vez que você se sentir triste ou chateado, abra um sorriso e experimente o poder científico que ele possui.  Você também pode tentar começar todas as manhãs sorrindo para si mesmo no espelho. Hábito #2 – Exercício O exercício não é benéfico apenas para o seu corpo.  Segundo estudos, o exercício regular pode ajudar a reduzir o estresse, os sentimentos de ansiedade e os sintomas de depressão, ao mesmo tempo em que aumenta a auto-estima e a felicidade. Mesmo uma pequena quantidade de atividade física pode fazer a diferença. Você não precisa treinar para um triatlo ou escalar um penhasco – a menos que isso o deixe feliz, é claro. O truque é não se esforçar demais. Se de repente você se jogar em uma rotina extenuante, pode acabar frustrado (e dolorido). Considere estes iniciadores de exercícios: Dê uma volta no quarteirão todas as noites depois do jantar. Inscreva-se em uma aula para iniciantes em ioga ou tai chi. Comece o seu dia com 5 minutos de alongamento. Lembre-se de todas as atividades divertidas que você gostava, mas que caíram no esquecimento. Ou você pode considerar iniciar atividades que sempre quis experimentar, como golfe, boliche ou dança. Hábito #3 – Durma bastante Segundo o CDC, a maioria dos adultos precisa de pelo menos 7 horas de sono todas as noites.  Se você está lutando contra o desejo de tirar uma soneca durante o dia ou simplesmente sente que está em um nevoeiro, seu corpo pode estar lhe dizendo que precisa de mais descanso. Não importa o quanto nossa sociedade moderna nos direcione para menos sono, a literatura científica indica que o sono adequado é vital para uma boa saúde, função cerebral e bem-estar emocional. Dormir o suficiente também reduz o risco de desenvolver certas doenças crônicas, como doenças cardíacas, depressão e diabetes. Se você sempre tiver problemas para dormir, considere conversar com um médico. Você pode estar sofrendo com um distúrbio do sono que requer tratamento. Hábito #4 – Coma pensando no humor Você já deve saber que suas escolhas alimentares têm impacto em sua saúde física geral.  Contudo, a ciência comprovou que alguns alimentos também podem afetar seu estado de espírito. Por exemplo: Os carboidratos liberam serotonina, um hormônio do “sentir-se bem”. Apenas mantenha os carboidratos simples – alimentos ricos em açúcar e amido – no mínimo, porque esse aumento de energia é curto e você vai falhar. A escolha de carboidratos complexos, como vegetais, feijões e grãos integrais, pode ajudá-lo a evitar um acidente enquanto ainda fornece serotonina. Carne magra, aves, legumes e laticínios são ricos em proteínas. Alimentos ricos em proteínas liberam dopamina e norepinefrina, que aumentam a energia e a concentração. Descobriu-se que os ácidos graxos ômega-3, como os encontrados em peixes gordurosos, têm efeitos antiinflamatórios que se estendem à saúde geral do cérebro. Se você não come peixe, considere conversar com um médico sobre uma possível suplementação. Alimentos altamente processados ​​ou fritos tendem a deixá-lo deprimido e pular refeições também. Se você quiser comer pensando no seu humor, considere começar fazendo uma escolha de alimentos para promover o seu bom humor todos os dias. Por exemplo, troque um grande e doce bolo de café da manhã por um pouco de iogurte grego com frutas. Você ainda satisfará seu desejo por doces e a proteína o ajudará a evitar uma queda de energia no meio da manhã. Considere adicionar uma nova troca de comida a cada semana para exercitar a alimentação saudável. Hábito #5 – Seja grato Simplesmente ser grato pode dar um grande impulso ao seu humor, entre outros benefícios. Por exemplo, um estudo de duas partes descobriu que praticar a gratidão pode ter um impacto significativo nos sentimentos de esperança e felicidade. Você pode tentar começar cada dia reconhecendo uma coisa pela qual é grato. Você pode fazer isso enquanto escova os dentes ou apenas esperando o alarme soar. Ao longo do dia, considere ficar de olho nas coisas agradáveis ​​da sua vida. Podem ser grandes coisas, como saber que alguém o ama ou conseguir

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Os benefícios do exercício físico para o funcionamento do intestino
Estilo de Vida

Não é segredo para ninguém que o exercício físico é benéfico para a saúde geral. Contudo, somente agora estamos descobrindo os benefícios do exercício físico para o funcionamento do intestino.  O nosso intestino está repleto de vida.  Cerca de 100 trilhões de bactérias, vírus, fungos e outros organismos unicelulares, como arqueobactérias e protozoários, disputam espaço e alimento no nosso trato gastrointestinal. Contudo, como uma corrida, por exemplo, pode ajudar esse organismo tão complexo? Continue a leitura e compreenda os benefícios do exercício físico para o funcionamento do intestino.  Afinal, quais são os benefícios do exercício físico para o funcionamento do intestino? Lutando por espaço e comida dentro de nosso trato gastrointestinal estão cerca de 100 trilhões de bactérias, vírus, fungos e outros organismos unicelulares, como archaea e protozoários.  Segundo a literatura científica, suas funções variam desde ajudar a fermentar a fibra dietética de nossas refeições, até sintetizar vitaminas e regular nosso metabolismo de gordura.  Eles também ajudam a proteger o corpo de invasores indesejados, interagindo com o sistema imunológico e influenciando a extensão da inflamação no intestino e em outras partes do corpo. Por meio de estudos, foi possível descobrir que uma menor diversidade desses residentes intestinais foi observada em pacientes que sofrem de obesidade, doenças cardiometabólicas e doenças autoimunes.  No entanto, inúmeros fatores – incluindo genes, os tipos de medicamentos ingeridos, o estresse, o tabagismo e a alimentação – podem interagir para alterar o equilíbrio de microorganismos no intestino. A composição dessa comunidade interna é, de fato, altamente dinâmica. Em contrapartida, assim como escolhas simples de estilo de vida podem alterar nossos micróbios intestinais, também podemos fazer escolhas que os ajudarão a florescer de maneira mais saudável.  Tal como o exercício, por exemplo.  O exercício parece estar afetando nossos micróbios intestinais, aumentando as comunidades bacterianas que produzem ácidos graxos de cadeia curta.  Nos últimos 10 anos, pesquisas que analisaram animais e humanos ajudaram a revelar o quão poderoso é esse vínculo entre o exercício e as mudanças na comunidade microbiana intestinal. Mais importante, esclareceu como isso pode realmente nos beneficiar. Certamente não há escassez de estudos em humanos que mostram que fazer exercícios moderados a vigorosos, como corrida, ciclismo e treinamento de resistência, pode aumentar potencialmente a diversidade de bactérias no intestino. Isso tem sido associado a uma melhor saúde física e mental.  Estudos comprovam que atletas também tendem a ter maior diversidade microbiana intestinal em comparação com pessoas sedentárias, embora parte disso possa ser devido às dietas especializadas que os competidores também costumam ter.  Contudo, estudos mostraram que a combinação de exercício e dieta pode aumentar os números de Faecalibacterium prausnitzii e a produção de butirato em mulheres ativas, muitas vezes com função intestinal melhorada. Como manter o intestino saudável?  Falamos acima que hábitos saudáveis podem influenciar positivamente a saúde intestinal.  Um exemplo disso é a alimentação.  Uma dieta balanceada é essencial para um intestino saudável. De maneira geral, é essencial prezar por uma alimentação mais natural possível, priorizando frutas e verduras e eliminando alimentos processados. No entanto, é preciso ter equilíbrio na dieta.  Um estudo constatou que comer uma dieta diversificada composta por mais de 30 alimentos vegetais diferentes por semana pode ajudar na manutenção da saúde. Uma boa noite de sono e níveis mais baixos de estresse também podem ser benéficos.  De acordo com estudo, da Clinical Gastroenterology and Hepatology, quem não dorme o mínimo recomendado – de sete a oito horas por noite -, pode ter um maior risco de desenvolver colite ulcerativa. Surpreendentemente, passar tempo na natureza também pode ter um efeito positivo. Um estudo recente investigou os atributos funcionais básicos do microbioma intestinal de indígenas saudáveis e constatou que a comunidade rural que reside nas áreas de Ballabhgarh ao nível do mar possui um microbioma único caracterizado não apenas por uma maior diversidade, mas também por um maior grau de homogeneidade interindividual. Por fim, mas não menos importante, precisamos destacar os benefícios do exercício.  Estudos destacaram que correr de 30 a 60 minutos na esteira da academia pode ter um impacto na abundância de bactérias produtoras de butirato, como Faecalibacterium no intestino.  Em um estudo envolvendo 20 mulheres e 12 homens com vários índices de massa corporal (IMC), os pesquisadores determinaram se fazer exercícios aeróbicos por seis semanas pode alterar os micróbios intestinais em adultos humanos previamente sedentários.  Eles pediram aos participantes que fizessem três sessões de exercícios aeróbicos de intensidade moderada a vigorosa por semana, correndo em uma esteira ou andando de bicicleta por 30 a 60 minutos.  Amostras de fezes e sangue foram coletadas ao longo do estudo, com controles dietéticos de três dias para garantir que sua dieta permanecesse consistente antes de cada coleta, para limitar as mudanças causadas pela dieta nos micróbios intestinais. Suas descobertas mostraram que os “produtores de butirato” aumentaram em abundância com o treinamento físico, independentemente do índice de massa corporal.  Acompanhando a mudança na comunidade microbiana, os participantes magros mostraram um aumento nos ácidos graxos de cadeia curta, como o butirato, em suas amostras de fezes.  Curiosamente, quando os participantes do estudo retornaram ao seu estilo de vida sedentário nas seis semanas seguintes, os pesquisadores descobriram que os micróbios intestinais dos participantes retornaram ao seu estado inicial.  Isso sugere que, embora o exercício possa melhorar a saúde da comunidade microbiana em nossos intestinos, essas mudanças são transitórias e reversíveis. Não são poucas as atitudes que podemos adotar em prol da nossa saúde e bem-estar.  Simples

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Diabetes e exercícios físicos: qual a relação? 
Estilo de Vida

Sabemos que a diabetes é uma doença em que os níveis de glicose no sangue são muito altos, contudo qual a relação entre diabetes e exercício físico?  A glicose vem dos alimentos que você come. A insulina é um hormônio que ajuda a glicose a entrar em suas células para dar-lhes energia.  Com diabetes tipo 1 , seu corpo não produz insulina. Com diabetes tipo 2 , o tipo mais comum, seu corpo não produz ou usa bem a insulina. Sem insulina suficiente, a glicose permanece no sangue. Não é incomum recomendar aos indivíduos acometidos por essa patologia uma boa dose de exercícios físicos, acompanhados, claro, de um estilo de vida saudável.  Continue a leitura e entenda a relação entre diabetes e exercícios físicos. Afinal, qual a relação entre diabetes e exercícios físicos?  Há aproximadamente 143 milhões de pessoas que sofrem de diabetes mellitus tipo II no mundo.  Há uma década, em 2010, a projeção global do IDF – International Diabetes Federation – para diabetes, em 2025, era de 438 milhões.  Com mais três anos pela frente, essa previsão já foi ajustada para 463 milhões, isso em grande parte de países em desenvolvimento e devido ao crescimento e envelhecimento da população, obesidade, distúrbios nutricionais e sedentarismo. Segundo o Atlas da Diabetes, o Brasil é o 5º país em incidência de diabetes no mundo, com 16,8 milhões de doentes adultos (20 a 79 anos), perdendo apenas para China, Índia, Estados Unidos e Paquistão. A estimativa da incidência da doença em 2030 chega a 21,5 milhões. A prática de exercício físico é uma importante ferramenta tanto na prevenção como no tratamento de pacientes com diabetes mellitus tipo II.  Seu papel está relacionado à melhora do metabolismo da glicose no músculo esquelético bem como a redução dos fatores de risco para o desenvolvimento da diabetes como a obesidade e o sedentarismo. Além disso, a prática regular de exercícios físicos melhora a sensibilidade à insulina, a glicemia de jejum e é capaz de diminuir os níveis de hemoglobina glicada (HbA1c).  Um artigo de revisão do International Journal of Endocrinology publicado em 2013 mostra que a contração muscular desempenhada no exercício é capaz de translocar os receptores GLUT-4 sem a necessidade da ação da insulina.  De fato, uma das ações fundamentais da insulina é a manutenção da euglicemia no nosso sangue, ou seja, efetuar o transporte da glicose sanguínea para o interior das células do nosso corpo quando necessário. Para isso, a insulina possui um receptor específico de membrana celular que “ativa” os transportadores de glicose (GLUT-4), fazendo o transporte das moléculas de glicose da corrente sanguínea para o meio intracelular.  Indivíduos diabéticos ou com síndrome metabólica (sobrepeso, resistência à insulina, e hipertensão arterial) podem ter um enorme benefício quando praticam exercícios físicos. Esses indivíduos passam a secretar menos insulina até 72h após uma sessão de treinamento, devido à translocação de GLUT-4 causada pela contração muscular.  Segundo a literatura científica, outro detalhe importante é que quanto maior for a intensidade do exercício maiores são os benefícios.  É o que também afirma a diretriz de 2014 da Sociedade Brasileira de Diabetes, que já coloca o treino de alta intensidade intervalado como recomendação para melhora de pacientes diabéticos. Além disso, o HIIT parece ainda facilitar uma maior biogênese mitocondrial, o que favorece o maior consumo de glicose pelas células e a maior capacidade oxidativa celular. Uma outra novidade além do HIIT é a recente recomendação do treinamento de força e resistência para o tratamento do diabetes 2. Um estudo controlado e randomizado, mostrou que a musculação foi mais efetiva do que o exercício aeróbico na melhora da resistência à insulina e na diminuição da gordura visceral. Outra novidade é a relação entre o aumento de até 18% na densidade capilar muscular, levando à melhora da resistência à insulina, como demonstra o estudo.  Esse estudo levanta a hipótese de que, além da translocação independente de insulina do GLUT-4, exista um segundo mecanismo relacionando uma melhor resposta à sensibilidade à insulina com a melhora da densidade dos capilares musculares. Não existem dúvidas de que a prática regular de exercícios físicos é uma das chaves principais para a prevenção e para o tratamento da resistência à insulina e para o diabetes tipo 2.  É muito importante enfatizar que pacientes com diabetes 2 devem realizar treinamento supervisionado com profissional de educação física, monitorar eventuais hipoglicemias esforço induzidas e devem evitar iniciar um exercício físico com glicemia >250mg/dl. Por isso, consulte sempre seu médico endocrinologista. Conhecendo o risco da diabetes  Mundialmente, o diabetes se tornou um sério problema de saúde pública, cujas previsões vêm sendo superadas a cada nova triagem.  Por exemplo, em 2000, a estimativa global de adultos vivendo com diabetes era de 151 milhões. Em 2009, havia crescido 88%, para 285 milhões. Em 2020, calcula-se que 9,3% dos adultos, entre 20 e 79 anos, vivem com diabetes.  Além disso, 1,1 milhão de crianças e adolescentes com menos de 20 anos apresentam diabetes tipo 1. A crescente prevalência de diabetes em todo o mundo é impulsionada por uma complexa interação de fatores socioeconômicos, demográficos, ambientais e genéticos.  O aumento contínuo se deve, em grande parte, ao aumento do diabetes tipo 2 e dos fatores de risco relacionados, que incluem níveis crescentes de obesidade, dietas não saudáveis ​​e falta de atividade física. No entanto, os níveis de diabetes tipo 1, com início na infância, também estão aumentando. Segundo o Atlas, a crescente

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A forma do corpo pode influenciar a saúde? 
Estilo de Vida

Todos os corpos têm suas próprias particularidades, será que a forma do corpo pode influenciar a saúde? Não é incomum compararmos os formatos corporais a estarmos saudáveis ou não.  Muitas pessoas têm a visão de que corpos “em forma de pêra” são considerados mais saudáveis ​​do que corpos “em forma de maçã”. Contudo, o que a ciência pode nos dizer sobre o assunto?  Continue a leitura e entenda.  Afinal, a forma do corpo pode influenciar a saúde?  Por muito tempo temos comparado os formatos dos nossos corpos com coisas do nosso cotidiano, sendo os mais comuns os formatos de pêra e maçã.  Com a forma de pêra, seus ombros e busto são mais estreitos que seus quadris. Tem braços finos e uma cintura bastante definida. Sua cintura provavelmente se inclina para os quadris. Já se o seu busto é maior do que o resto do seu corpo, seus quadris são estreitos e sua barriga é mais cheia, você tem o corpo em formato de maçã. Contudo, estes formatos têm nomes próprios.  São estes andróide, para o formato de maçã, e ginóide para o formato de pêra.  Embora existam termos mais formais para descrever as formas do corpo, a pessoa comum pode imaginar melhor uma maçã ou uma pêra do que um tipo de corpo andróide e ginóide. Também é comum os corpos andróides sofrerem com a crença de que eles são menos saudáveis do que os ginóides.  Contudo, de acordo com vários estudos, certas formas de corpos podem, sim, estar em maior risco de resultados negativos para a saúde. Uma revisão de 72 estudos de coorte prospectivos com 2.528.297 participantes, descobriu que pessoas com maior distribuição de gordura na área do estômago (formato de maçã) foram associados positiva e significativamente com maior risco de mortalidade por todas as causas, enquanto maior circunferência do quadril e circunferência da coxa foram associadas a um menor risco.  Os resultados sugerem que medidas de adiposidade central podem ser utilizadas com índice de massa corporal como uma abordagem complementar para determinar o risco de morte prematura. Em um estudo de 2019, entre 2.683 mulheres na pós-menopausa com IMC normal, tanto a gordura do tronco elevada quanto a gordura da perna reduzida estavam associadas ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, chegando a ter três vezes mais chances de ter doenças cardíacas.  Curiosamente, ter um tipo de corpo de ginóide teve um efeito protetor contra doenças cardíacas, reduzindo o risco em até 40%. Ainda, outra pesquisa descobriu que corpos em formato andróide estavam significativamente associados a um risco aumentado de doenças cardíacas e diabetes tipo 2, independentemente do índice de massa corporal.  Também, um pequeno estudo incluindo 49 homens descobriram que, apesar de terem o mesmo IMC, peso corporal e porcentagem de gordura corporal, homens com mais gordura andróide tinham função endotelial mais baixa, o que leva a um fluxo sanguíneo mais fraco no corpo. Eles também apresentaram maior resistência à insulina, níveis de lipídios no sangue e frequência cardíaca, sugerindo piora da saúde cardíaca e metabólica. Em última análise, a maioria das pesquisas sugere que a distribuição de gordura – não necessariamente o peso corporal ou o IMC – pode afetar os resultados de saúde. Nem tudo é o que parece  Apesar de a ciência corroborar que a localização da gordura no corpo pode influenciar sua saúde e longevidade, não podemos nos basearmos completamente no formato do corpo de uma pessoa para julgar a sua saúde.  Há diversos fatores que podem afetar a concentração de gordura corporal numa pessoa, podendo variar ao longo do tempo e com os hábitos pessoais do indivíduo. Por exemplo, uma pesquisa descobriu que variantes genéticas afetam a “relação cintura-quadril” que determina onde sua gordura corporal é distribuída. Loos e sua equipe analisaram as variações genéticas de mais de 476.000 indivíduos em mais de 70 localizações geográficas diferentes. Destes, eles encontraram 24 variantes que predispõem as pessoas a uma maior relação cintura-quadril, 9 das quais são relativamente raras e 15 das quais são comuns. Os pesquisadores também descobriram que essas variantes funcionam para influenciar o armazenamento de gordura, afetando o metabolismo, o tecido adiposo, o crescimento ósseo e um hormônio que decompõe a gordura. Os hormônios também podem desempenhar um papel. A literatura científica indica que diferenças hormonais entre homens e mulheres podem levar a diferenças no armazenamento de gordura.  Os homens geralmente armazenam mais gordura na região do estômago, enquanto as mulheres tendem a armazenar mais gordura nos quadris, pernas e nádegas. À medida que os níveis de estrogênio das mulheres diminuem com a idade, seus corpos tendem a armazenar mais gordura na região do estômago e menos na parte inferior do corpo. Embora existam muitas análises e pesquisas que vinculam os formatos corporais dos indivíduos com um risco aumentado de evolução de inúmeras patologias, nem sempre é esse o caso.  Devemos nos livrar de crenças e suposições para poder seguir um caminho de bem-estar e qualidade de vida, buscando sempre o melhor para nossa saúde mental e física. 

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Exercício físico e sua influência na prevenção de patologias
Estilo de Vida

A prática de exercícios é sempre um bom caminho a seguir para obter uma vida de qualidade.  Durante a prática de exercícios não são somente os músculos que são afetados. Atividades físicas podem resultar em alterações no cérebro e no organismo como um todo. Essas alterações trazem inúmeros benefícios para a saúde metabólica, cardiovascular e imunológica de um indivíduo. Além disso, os efeitos que a atividade física proporciona ao corpo são fascinantes, o que direciona para diversas pesquisas e novas descobertas na área.  Continue a leitura e compreenda mais sobre o exercício físico e a sua influência na prevenção de patologias. Afinal, qual o papel do exercício físico na saúde do ser humano? Não é segredo que a prática de exercícios é sinônimo de viver bem.  Quando praticamos atividade física, o aumento da frequência cardíaca promove a oxigenação do cérebro, estimulando o fluxo sanguíneo no local.  Isso estimula o cerebelo, responsável pela coordenação motora, e também aumenta a atividade no hipocampo, associado à memória e ao aprendizado. Além disso, estudos indicam que esse hábito contribui também para a neurogênese, ou seja, a formação de novos neurônios.  Isso proporciona ao corpo uma otimização cerebral que pode ajudar na prevenção de patologias como Depressão, Parkinson, Alzheimer e Acidente Vascular Cerebral (AVC). No entanto, a prática de exercícios físicos também traz mudanças em nível molecular.  Um estudo de 2020, constatou que quase dez mil moléculas são alteradas durante e após a atividade física, que envolvem processos relacionados ao metabolismo energético, estresse oxidativo, inflamação, reparação de tecido, resposta do fator de crescimento e caminhos regulatórios. E as descobertas não param por aí! Um outro estudo, liderado pela Universidade de Melbourne, mostrou que diferentes tipos de exercício alteram as moléculas em nossos músculos de maneiras diferentes. Isso resultou na descoberta de um novo gene que promove a força muscular: o gene C18ORF25. Quando ativado pela atividade física, ele apresenta potencial para o desenvolvimento de tratamentos terapêuticos para imitar alguns dos benefícios do exercício. A identificação do novo gene leva os pesquisadores a crer que tal descoberta pode afetar a forma como lidamos com o envelhecimento saudável, doenças de atrofia muscular, ciência do esporte e até mesmo a pecuária e a produção de carne.  Isso porque promover a função muscular ideal é um dos indicadores para a promoção da saúde na população em geral. Existe uma quantidade limite de exercício físico? O exercício induz redes de sinalização para melhorar a função muscular e conferir benefícios à saúde. Ele por si só é uma das primeiras indicações na prevenção de patologias.  No entanto, tudo tem um limite.  Existe um ponto em que o exercício, que geralmente beneficia a saúde, pode trazer sérias consequências para aquele que pratica.  O excesso ou desempenho inadequado podem ter efeito reverso e causar complicações na saúde.  Um artigo, publicado no jornal The New York Times,  explica como essa relação acontece.  Ao se exercitar, seu corpo responde ficando em forma, mais forte e mais rápido. Essas melhorias não acontecem durante o treino em si, mas ocorrem durante o período de recuperação.  É quando seu corpo repara os danos causados ​​por exercícios intensos, como micro rasgos em suas fibras musculares e faz adaptações, como aumentar as mitocôndrias produtoras de energia em suas células. Enquanto que o seu corpo for capaz de acompanhar esse trabalho de reparo, seus treinos continuarão ajudando seu desempenho.  Contudo, quando o estresse dos treinos se acumula, além de sua capacidade de recuperação, você entra na zona do excesso, conhecida na comunidade esportiva como overtraining.  Não há uma medida específica de até onde o treino é benéfico, porque essa variação depende das particularidades físicas, objetivos com o exercício e estado mental de cada pessoa.  Por isso, recomenda-se buscar acompanhamento de um profissional de confiança da área para garantir que as práticas permaneçam benéficas à saúde e proporcionem resultados positivos. O corpo humano não foi feito para ficar parado Desde os primórdios da humanidade, o ser humano utiliza a atividade física para sobreviver.  Com as mudanças no mundo, porém, o nomadismo ficou para trás e o sedentarismo entrou em cena.  Contudo, o nosso físico não foi feito para permanecer parado por longos períodos, e isso se evidencia cada vez mais.  Segundo um estudo brasileiro, publicado na revista American Journal of Preventive Medicine, permanecer sentado mais de três horas por dia está diretamente associado a 3,8% dos óbitos por todas as causas no mundo.  O mais grave nessa pesquisa é que a estatística inclui mesmo quem se exercita com regularidade. Ou seja, mesmo que você pratique exercícios físicos de maneira regular, permanecer sentado em demasia ainda pode representar danos à sua saúde.  Além das comuns dores nas costas – na lombar, no pescoço, nos ombros -, ficar tempo demais sentado aumenta os riscos de diabetes, obesidade, trombose venosa profunda, doenças cardiovasculares e síndrome metabólica. Segundo um artigo, publicado pela Harvard Medical School, os pesquisadores não sabem ao certo por que ficar sentado por muito tempo apresenta consequências tão prejudiciais à saúde.  Contudo, uma explicação possível é a constatação de que, permanecer em uma posição de descanso, pode relaxar seus maiores músculos.  Quando os músculos relaxam, eles absorvem pouca glicose do sangue, aumentando o risco de diabetes tipo 2, por exemplo E, como pudemos perceber, nem aqueles que se exercitam conseguem fugir da realidade.  Embora o exercício regular seja sempre recomendado, ele não compensa completamente todos os riscos para a saúde que ficar muito

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Porque os nossos sentimentis afetam nossa qualidade de vida
Estilo de Vida

O humor pode dizer muito sobre a saúde do corpo. Isso ocorre através do trabalho desempenhado pelos neurotransmissores, os mensageiros químicos conhecidos como “hormônios da felicidade”. Dentre os mais conhecidos estão a serotonina, dopamina, ocitocina e endorfina, que desempenham um papel importante na fisiologia humana e na patologia. Evidências científicas indicam que os neurotransmissores possuem um papel fisiológico importante em várias doenças digestivas, atuando como ligantes em combinação com receptores para transmitir os sinais responsáveis pela regulação dos processos fisiológicos e patológicos dos órgãos do trato digestivo.  Por isso, é possível afirmar a influência direta que os neurotransmissores possuem sobre a qualidade de vida de um ser humano. Continue a leitura e compreenda mais sobre a temática. Afinal, o que são os neurotransmissores e qual o seu papel? Os neurotransmissores são os mensageiros químicos do corpo. Seu principal trabalho é transmitir sinais de células nervosas para células-alvo, que podem ser encontradas em músculos, glândulas e outros nervos. Eles estão presentes no sistema nervoso e possuem papel fundamental para o desenvolvimento humano, funções corporais e qualidade de vida, de acordo com a ciência. Afinal, qual o seu papel para a promoção da qualidade de vida? Sabemos que o sistema nervoso é responsável por controlar os órgãos do corpo humano, desempenhando funções cruciais para ele. Essa transmissão de mensagens, enviada pelos neurotransmissores, se anexa a receptores específicos em células-alvo, onde são desencadeadas suas determinadas funções. A partir dessa entrega de mensagem, é como receber uma entrega pelo correio: você a desembala e usa! Assim funciona o trabalho dos neurotransmissores no corpo humano. De acordo com a ciência, existem mais de 100 neurotransmissores até o momento, considerando que novas descobertas ocorrem diariamente. Além disso, dentre os diferentes tipos existentes, eles também possuem diferentes tipos de ações e funções.  Confira algumas: Neurotransmissores excitatórios encorajam uma célula alvo a agir. Neurotransmissores inibidores diminuem as chances da célula alvo agir, podendo promover um efeito relaxante. Neurotransmissores moduladores podem enviar mensagens para muitos neurônios ao mesmo tempo, comunicando-se com outros neurotransmissores. Ainda, alguns neurotransmissores podem realizar várias funções dependendo do tipo de receptor a que se conectam. Dessa maneira, é possível compreender um pouco mais sobre a sua relação com a qualidade de vida do ser humano, afinal, os neurotransmissores são responsáveis por agitar ou relaxar um indivíduo, por exemplo. Compreenda como os neurotransmissores influenciam a saúde do ser humano Como foi possível compreender, existem diversos tipos de neurotransmissores descobertos pela ciência. O número ultrapassa 100! Neste sentido, promover o conhecimento do indivíduo a respeito da importância de tais hormônios é essencial não somente para a manutenção do seu humor, mas também para promover a saúde intestinal e, consequentemente, de todas as funções que dela dependem. Afinal, nossas emoções estão interligadas com a maneira com a qual dormimos, nos movimentamos, nos alimentamos e diversas outras ações cotidianas essenciais para o ser humano. Conheça alguns hormônios importantes e essenciais para se sentir bem e, mais importante, saudável. DOPAMINA A Dopamina é um importante neurotransmissor durante ações como: manutenção da memória, processos de aprendizagem, controle de movimentos e até mesmo a regulação do fluxo sanguíneo. Tal neurotransmissor é conhecido comumente como uma sensação de prazer, auxiliando no relaxamento do corpo e promovendo a sensação de bem-estar. Estudos inclusive, indicam que existem ligações entre a deficiência de dopamina e patologias crônicas, como a doença de Parkinson. Além disso, a sua ativação no corpo pode ser utilizada como uma forma de tratamento para aliviar os sintomas da doença e também, para distúrbios como a depressão, ansiedade, transtorno bipolar e outras condições. Exercitar-se regularmente pode aumentar normalmente os níveis de dopamina no organismo. SEROTONINA Serotonina é um neurotransmissor considerado inibidor. Ou seja, a sua ativação ajuda a regular o humor, o comportamento, o sono e a memória. Evidências científicas sugerem que a exposição à luz solar pode ajudar a aumentar os níveis de serotonina, essenciais para a promoção de bem-estar, mas também de outras funções importantes como: depressão, ansiedade, enxaquecas, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Ela também pode ser ativada quando o indivíduo se encontra em uma situação prazerosa, que promove sensações positivas para o seu corpo. ENDORFINA Que o exercício físico é um dos principais desencadeadores para a liberação dos hormônios do bem-estar ou endorfina, nós sabemos. Contudo, a intensidade e a frequência da atividade são pontos fundamentais para a liberação suficiente do hormônio. Pesquisas sugerem que, adultos que se envolvem em atividade física intensa e constante podem experimentar um aumento significativo na liberação de endorfina, quando comparados aos que praticam, durante o mesmo tempo, um exercício menos exigente. Segundo os cientistas, adultos devem se envolver em pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada ou 75 minutos de atividade aeróbica de intensidade vigorosa toda semana, com o objetivo obter uma saúde física de qualidade. Além disso, os benefícios obtidos com o exercício não são apenas físicos, podendo contribuir para o humor, alívio da ansiedade e outros distúrbios relacionados a esse âmbito. O que significa ter saúde e qualidade de vida? Do que você precisa para se sentir bem e saudável? Muitas vezes nos focamos em sintomas ou fatores relacionados apenas à saúde física – o que não está errado e nem tampouco é irrelevante. Contudo, é preciso compreendermos a força e influência que outros fatores, relacionados aos nossos sentimentos e relações, possuem sobre a nossa saúde. Nesse sentido, cabe esclarecer o papel que hormônios

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QUAL-O-FUTURO-QUE-VOCE-ALMEJA-PARA-SI-
Estilo de Vida

Telômeros são estruturas constituídas por fileiras repetitivas de DNA que formam as extremidades dos cromossomos (componentes do núcleo celular responsáveis por transmitir as características hereditárias).  No vocabulário popular, podemos comparar tais extremidades como as “pontas dos cadarços” de um sapato. Do grego, telômero significa “parte final” e sua principal função é manter a integridade estrutural do cromossomo. Neste artigo, você compreenderá 5 condutas que beneficiam a integridade dos telômeros e, como veremos adiante, contribuem para uma vida mais longa e saudável.  Siga a leitura e saiba mais. Telômeros e o envelhecimento: condutas que beneficiam uma longevidade mais saudável Quando falamos sobre envelhecimento, é praticamente inevitável que façamos a conexão com os telômeros. O assunto entrou em voga nos últimos anos, quando três pesquisadores americanos obtiveram o Prêmio Nobel de Medicina em 2009, por seu trabalho sobre o envelhecimento das células e sua relação com o câncer.  Elizabeth Blackburn, Carol Greider e Jack Szostak pesquisaram os telômeros e descobriram que a enzima telomerase e como ela age para proteger os cromossomos do envelhecimento.  Desde então, muitas pesquisas foram realizadas ao longo dos anos, objetivando aumentar a compreensão acerca deste elemento tão vital para a fisiologia humana.   De acordo com a médica Carmen Martin-Ruiz, pesquisadora sobre envelhecimento do Instituto de Neurociência da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, é importante ressaltar que o envelhecimento das células não necessariamente tem como consequência um efeito anti-idade no organismo. No entanto, é o tamanho dos telômeros que pode determinar a força biológica de uma pessoa, contribuindo para uma vida mais saudável e com menos doenças. Com o passar dos anos, os telômeros vão se encurtando devido às muitas divisões sofridas pela célula. Como resultado ocorre o envelhecimento, já que as células com telômeros curtos se tornam mais vulneráveis às instabilidades genéticas.   Felizmente, condutas simples e cotidianas podem favorecer com a preservação dos telômeros e, consequentemente, uma longevidade mais saudável. Para saber mais, siga a leitura. Alimentação balanceada: o simples que funciona Um estudo recente publicado na revista britânica The Lancet descobriu que uma dieta pobre gera como consequência 1 a cada 5 mortes, além de ocasionar doenças como a pressão alta e a diabetes. Dessa forma, os pesquisadores indicam a manutenção de uma boa dieta, com alimentos e grãos integrais, minimamente processados, vegetais, frutas, nozes e qualquer fonte natural de proteína, como peixes e carnes magras. Em um estudo recente, pesquisadores descobriram que um tipo popular de alimento parece acelerar esse processo prejudicial: os alimentos ultraprocessados. Tais produtos são completos com uma longa lista de aditivos, incluindo óleos, gorduras, açúcares, amido, isolados de proteína, aromatizantes, corantes, emulsificantes e outros aditivos cosméticos. Exercícios físicos: não há longevidade saudável sem a prática regular de de atividades Um estudo do National Cancer Institute (NCI) descobriu que apenas pequenas quantidades de exercícios diários podem prolongar a expectativa de vida em até 4,5 anos.   A atividade física ajuda a manter um peso corporal saudável, manter ossos, músculos e articulações em bom estado, promover o bem-estar psicológico e reduzir o risco de certas doenças, incluindo alguns tipos de câncer. Em estudos observacionais, níveis mais altos de atividade física ou exercício estão relacionados ao maior comprimento de telômeros em várias populações. Além disso, atletas tendem a ter comprimentos de telômeros mais longos do que os não atletas.  Essa relação é particularmente evidente em indivíduos mais velhos, sugerindo um papel da atividade física no combate aos decréscimos típicos induzidos pela idade no comprimento dos telômeros. Por isso, movimente-se! Pratique exercícios físicos regularmente – o corpo humano não foi feito para o sedentarismo. Mantenha a sua imunidade sempre alta As células do nosso sistema imunológico requerem uma grande quantidade de alimentos ricos em antioxidantes – principalmente frutas e vegetais frescos, especialmente aqueles ricos em vitamina C e beta-caroteno. Os minerais zinco e selênio também são poderosos nutrientes de suporte imunológico e são encontrados em nozes, sementes, mariscos e algumas carnes. No entanto, as mudanças relacionadas aos recursos naturais fazem com que tais minerais sejam cada vez mais escassos e, dessa forma, boa parte da população apresenta carência, necessitando de suplementação a partir da recomendação médica.   Alguns dados indicam que a baixa vitamina D é um fator de risco para um estado imunológico ruim, incluindo doenças autoimunes e Covid. Portanto, se você tem imunidade fraca, é uma boa ideia verificar seus níveis e complementar seu tempo ao sol com suplementação de vitamina D, indicada por um médico de confiança. Sono em dia: um trabalho a longo prazo que faz toda a diferença na saúde Muitas pessoas subjugam a importância do sono para uma vida de qualidade. Como exemplo, podemos citar a frase “trabalhe enquanto eles dormem”, amplamente utilizada para minimizar a importância do sono de qualidade na vida de um indivíduo. A grande verdade é que o descanso é fundamental para a qualidade de vida e também para a construção de uma longevidade saudável. Não é possível envelhecer com saúde sem ter, diariamente, horas de sono de qualidade. Quando falamos de sono, estamos falando de toda uma gama de elementos que compõem nosso sono, incluindo quanto dormimos, quão bem dormimos, quando dormimos, quão consistentes são nossos horários de sono, quão alinhados nossos padrões de sono-vigília estão com o nosso cronotipo. Todos esses fatores – e a presença de distúrbios clínicos do sono – parecem afetar o comprimento dos telômeros de acordo com pesquisas. Um estudo de 2019 examinou dados da iniciativa Women’s Health em mais de

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O Dia das Mães se aproxima e, juntamente com a data, surge a oportunidade de debater sobre um tema extremamente importante: como se dá a influência entre a saúde da progenitora e a qualidade de vida de seu descendente ao longo dos anos. Como veremos a seguir, a saúde da mãe pode impactar nos mais diferentes sentidos o bem-estar do filho ao longo da vida.  Por isso, é muito importante a compreensão de que os hábitos que adotamos no presente não impactam somente a nossa vida futura, mas também a vitalidade de nossos descendentes. Para saber mais sobre o tema, siga a leitura. Precisamos falar sobre as bactérias Engana-se quem pensa que bactérias são elementos pejorativos em nossa sociedade. Na verdade, estima-se que tenham aproximadamente 40 trilhões de bactérias habitando o nosso corpo, similar à quantidade de células do organismo. As bactérias e vírus que um bebê herda de sua mãe desempenham um papel crucial na determinação da saúde da criança mais tarde na vida, de acordo com pesquisas que podem levar a novas intervenções para combater condições como obesidade e alergias. É amplamente aceito que a comunidade de micróbios que vivem em nosso trato digestivo, conhecida como microbioma, desempenha um papel vital. Quando a composição dessa comunidade fica desequilibrada, doenças crônicas podem se desenvolver, afetando nosso metabolismo e a saúde geral.   De acordo com a Dra. Collado, pesquisadora do projeto The Power of Maternal Microbes on Infant Health,  “um desequilíbrio nos micróbios durante os primeiros dias de vida tem um impacto no desenvolvimento do sistema imunológico, que tem um efeito potencial na saúde mais tarde na vida”.  Ela afirma que, até então, a pesquisa descobriu que uma dieta rica em frutas, vegetais, azeite, nozes e leguminosas é a mais adequada para a colonização do intestino infantil, reproduzindo efeitos positivos nos mais diversos sentidos ao longo da vida.  Alimentação durante a gestação pode ter impacto a longo prazo na saúde da criança, sugere estudo Outra pesquisa reforça a importância da alimentação saudável durante a gravidez. As mães que apresentam uma dieta pouco saudável durante a gestação podem colocar seus filhos em risco de desenvolver problemas de saúde irreversíveis a longo prazo, incluindo obesidade, níveis elevados de açúcar no sangue, de acordo com uma nova pesquisa publicada no Science Daily.  No estudo, os pesquisadores mostraram que a dieta da mãe tem um efeito que dura além da adolescência nos ratos, afetando a forma como seus corpos metabolizam os alimentos e sugerindo um impacto na saúde a longo prazo. Os filhos das mães alimentadas com dietas de junk food tinham níveis elevados de triglicerídeos – conhecidos por aumentar o risco de desenvolver doenças cardíacas. Da mesma forma, a prole tinha níveis mais altos de glicose e insulina, o que aumenta a probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2. De acordo com Dr. Bayol, responsável pelo estudo, “os seres humanos compartilham vários sistemas biológicos fundamentais com os ratos, então há boas razões para supor que os efeitos que vemos em ratos podem se repetir em humanos. Nossa pesquisa certamente está de acordo com estudos epidemiológicos que ligam o peso das crianças ao de seus pais”. A ciência mostra que a atividade física durante a gestação traz benefícios a longo prazo Exercícios físicos durante a gestação não são importantes apenas para a saúde das gestantes, mas também para o bem-estar das crianças ao longo da vida. Um estudo recente realizado em roedores verificou que a atividade física e a alimentação das mulheres pode moldar a saúde dos filhos mesmo antes da gestação. Os dados obtidos são extremamente relevantes: quando as mulheres se exercitam durante a gravidez, ela pode auxiliar o feto contra os efeitos prejudiciais herdados pelos maus hábitos alimentares da mãe e também do pai.  O exercício materno durante a gravidez evitou uma série de mudanças “epigenéticas” que afetam o funcionamento dos genes da prole, descobriram os pesquisadores, bloqueando até mesmo os efeitos negativos da obesidade da mãe ou do pai sobre a prole. Os resultados, de acordo com os pesquisadores, fornecem a primeira evidência de que o exercício materno pode prevenir a transmissão de doenças metabólicas de pais para filhos. Yan, um dos pesquisadores, explica que “a mensagem para levar para casa é que nunca é tarde demais para começar a se exercitar durante a gravidez. O exercício regular não só beneficiará a gestação e o parto, mas também a saúde do bebê a longo prazo”. Saúde mental em pauta: como o bem-estar materno afeta a saúde de seus filhos Muitos falamos sobre questões relacionadas à saúde intestinal, obesidade e outras doenças relacionadas ao sobrepeso. No entanto, não podemos deixar de citar a relevância da saúde mental das gestantes e da sua consequência para a qualidade de vida de seus filhos. A depressão e a ansiedade de uma mãe desde a concepção até o primeiro ano de vida do bebê estão associadas a resultados negativos no desenvolvimento até a adolescência, de acordo com um estudo publicado na revista JAMA Pediatrics. Uma mãe que experimenta depressão e ansiedade antes e depois do nascimento está moderadamente ligada aos déficits de linguagem, desenvolvimento cognitivo e motor de seu filho na infância. Os participantes incluíram 195.751 pares de mãe-filho (a) saudáveis ​​de 191 estudos baseados no Reino Unido, Estados Unidos, Holanda, Austrália, Canadá e Noruega.  Depressão e ansiedade no período perinatal tiveram associações pequenas a moderadas com déficits no desenvolvimento do comportamento socioemocional durante a adolescência, como

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Acreditamos que um dos grandes desejos do profissional médico é o de descobrir os caminhos para uma longevidade mais saudável. Contudo, para que tal façanha seja possível, é necessário observarmos de maneira mais ampla o contexto que classifica uma pessoa com saúde e qualidade de vida. Para isso, vamos aprofundar um pouco mais o assunto a respeito das cidades centenárias, ou Blue Zones, conhecidas por possuírem as taxas mais baixas do mundo de mortalidade na meia-idade e uma alta incidência de pessoas que ultrapassam os 90 anos com baixíssimas taxas de demência. Afinal, o que essas cidades e sua população têm em comum? Qual o segredo para uma longevidade saudável? Continue a leitura. Afinal, qual o segredo para uma longevidade saudável Como foi possível compreender na introdução deste artigo, a longevidade saudável é considerada a linha de chegada da vida, afinal, é com ela que temos a garantia de saúde, bem-estar e qualidade de vida. Contudo, o segredo da longevidade encontra-se nos suplementos, tratamentos e instruções médicas? Ou ele se encontra em atitudes simples e cotidianas que podem ser implementadas na vida de cada um? De acordo com uma reportagem publicada na revista National Geographic, existem cinco cidades no mundo inteiro que chamam a atenção por possuírem uma ampla população idosa e sem sinais de demência ou outras doenças. Em suma, são cinco cidades onde o segredo da longevidade pode ter sido descoberto. As cidades centenárias ou “Blue Zones” foram mapeadas e analisadas por uma equipe de pesquisadores, médicos, antropólogos, demógrafos e epidemiologistas, a fim de encontrar o grande segredo por trás da longevidade nesses locais. São elas: Região de Barbagia da Sardenha (Itália); Ilhas de Okinawa (Japão); Loma Linda, na Califórnia (EUA); Península de Nicoya (Costa Rica); Icária (Grécia). São diversos fatores comuns que apontam essas zonas como as mais propícias à uma longevidade mais saudável. Entre as características mais presentes, estão os fatores relacionados ao estilo de vida, que envolvem o gerenciamento de estresse, a implementação de uma alimentação saudável, a prática de exercícios físicos e, consequentemente, a desaceleração de uma rotina prejudicial à saúde de indivíduos em qualquer idade. Continue a leitura e conheça algumas das atitudes dos moradores das cidades centenárias para uma longevidade mais saudável. Segredo #1 – Mova-se naturalmente Não é segredo que a prática de exercícios físicos demonstra inúmeros benefícios à saúde, podendo inclusive aliviar sintomas relacionados aos declínios hormonais vivenciados por homens e mulheres ao longo de sua vida, segundo a ciência. Contudo, não são somente as atividades físicas relacionadas à academia, corridas ou outros tipos de ginástica que são parte do segredo das pessoas mais longevas. Em vez disso, a população das zonas centenárias procura deslocar-se naturalmente, ou seja, com os seus próprios pés, utilizando suas habilidades motoras como ferramenta para o desempenho de inúmeras atividades cotidianas, como ir ao supermercado, cultivar alimentos e outras ações. Segredo #2 – Tenha um plano de vida A motivação é o que move o mundo, afinal, sem um objetivo, não chegamos a lugar algum. Esse ditado é levado à sério pelos okinawanos, no Japão, e pelos nicoyanos, na Costa Rica, que definem o plano de vida através da frase: “por que eu acordo de manhã”. Através dessa definição, é possível que sejam traçadas metas, objetivos e caminhos a serem adotados para a conquista dos planos de vida Segundo a ciência, através do empoderamento, que promove autonomia, liberdade, conhecimento, autoestima, autoconfiança e controle sobre a saúde ou sobre a vida, é possível visualizar o alcance da meta complexa que inclui os conceitos de bem-estar, saúde e qualidade de vida. Segredo #3 – Desacelere a rotina O cortisol é um importante hormônio para o funcionamento do corpo humano. Quando liberado na corrente sanguínea, ele pode auxiliar em diversas funções do corpo humano, principalmente a lidar com fatores de estresse, como dirigir na chuva, reagir a um episódio perigoso ou até mesmo enfrentar alguma dificuldade no cotidiano. Através dele, ocorre o aumento do metabolismo de glicose no corpo, controlando a pressão arterial e até mesmo reduzindo a inflamação. Contudo, viver em uma situação de estresse contínuo pode acarretar no desenvolvimento de um quadro de inflamação crônica, que promove consequências extremamente nocivas para a saúde do ser humano. Nesse sentido, buscar o gerenciamento de situações estressantes torna-se a melhor conduta para prevenir tal condição, seja através da prática de meditação, atividades físicas ou algum outro hobby. Até mesmo pessoas que vivem nas Zonas Azuis experienciam situações de estresse, porém, o seu diferencial é a adoção de ações rotineiras com o objetivo de eliminar esses incômodos.  Segredo #4 – Não exagere na alimentação Manter a saúde do intestino é um dos pilares para uma longevidade mais saudável e a população das cidades centenárias sabe disso. De acordo com estudos, a saúde do intestino afeta não somente as respostas pró e anti-inflamatórias do microbioma, mas também a saúde do sistema imunológico e até mesmo do cérebro, principalmente quando consideramos a importante conexão do eixo intestino-cérebro para o organismo humano. Nesse sentido, é essencial que se procure minimizar o consumo de alimentos processados e industrializados, ao mesmo tempo em que se eleva o consumo de leguminosas, frutas, verduras e outros alimentos probióticos e essenciais para a promoção da saúde. Segredo #5 – Valorize a sua vida e a dos que estão à sua volta. Por último e não menos importante, os centenários bem-sucedidos compreendem a importância de colocar as suas famílias

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A nossa imunidade é a barreira de defesa contra organismos patógenos e também endógenos que podem afetar o corpo humano. O seu funcionamento pode ser comparado a um exército particular, composto por soldados que auxiliam no combate aos invasores que adentram o organismo. Para que o sistema imune funcione, seus diferentes mecanismos, compostos pela barreira da pele, células na corrente sanguínea e anticorpos precisam ser ativados e fortalecidos. Nesse sentido, viver rodeado de estresse, má alimentação, falta de sono e outros hábitos negativos para a saúde pode comprometer esse importante sistema. Neste artigo, listamos 5 fatores diretamente relacionados com a imunidade comprovados cientificamente.  Siga a leitura e saiba mais.  Qual o papel do sistema imunológico? Em primeiro lugar, é muito importante que tenhamos a compreensão sobre o papel do sistema imune. De acordo com a ciência, o sistema imunológico é a proteção do corpo contra invasores patógenos e endógenos que podem prejudicar a saúde e qualidade de vida de um indivíduo. Sem a imunidade, não seria possível combater todos os vírus, bactérias e componentes tóxicos que atacam o corpo humano diariamente. Entre as principais tarefas do sistema imunológico do corpo estão: Combate a germes patógenos, como bactérias, vírus, parasitas ou fungos; Reconhecimento  e neutralização de substâncias nocivas; Combate a alterações que possam ocasionar o desenvolvimento de patologias nocivas à saúde do indivíduo. Para que a imunidade seja ativada, os antígenos se ligam a receptores especiais das células imunológicas, o que ocasiona uma série de processos do organismo para que sejam coletadas informações a respeito dessa ameaça, bem como as maneiras de combatê-lo e eliminá-lo do corpo. Além disso, o sistema imunológico possui a capacidade de armazenar as informações para que, caso o mesmo vírus ou bactéria atacá-lo novamente, o corpo já esteja preparado para lidar com a ameaça de maneira mais ágil e eficaz. Contudo, para que a imunidade seja ativada com sucesso, são necessários cuidados relacionados à saúde e hábitos relacionados ao estilo de vida do indivíduo. Continue a leitura e compreenda os fatores relacionados com a imunidade. Fator #1 – A saúde do intestino e a imunidade Cerca de 70% do sistema imunológico concentra-se no intestino. É o que revela uma publicação realizada no Journal of Translational Immunology. Conforme indicado pelos pesquisadores, entre os fatores que destacam a importância do sistema gastrointestinal encontra-se a elevada quantidade de células imunológicas que residem dentro dele. Além disso, a microbiota intestinal e a sua composição podem variar de acordo com os hábitos adotados por cada pessoa de maneira individual, ou seja, a saúde do intestino, bem como a imunidade de um indivíduo, estão intimamente ligadas a seus hábitos alimentares e outros fatores relacionados ao estilo de vida. De acordo com a literatura científica, inúmeros fatores são capazes de influenciar a composição da flora intestinal, Alguns deles são a dieta, a idade, o consumo de medicamentos, a exposição à doenças, o nível de gerenciamento de estresse e, consequentemente, o estilo de vida. Por fim, é possível definir que a disbiose intestinal como um fator nocivo e agravante para a saúde do indivíduo em geral. Fator #2 – O funcionamento do sistema pituitário A hipófise representa um papel essencial na regulação do crescimento, diferenciação e também função celular de todo o corpo humano. Além disso, esse sistema é responsável pelo controle sobre os imunócitos ou linfócitos, responsáveis pela geração de reações imunológicas contra ataques antígenos e endógenos. De acordo com a literatura, os hormônios secretados ou regulados pelo sistema pituitário são responsáveis pela regulação dos níveis de atividade imunológica através da ativação dos linfócitos para garantir as respostas a estímulos inflamatórios e imunológicos, bem como a transdução de sinal, ativação de genes, produção e atividade de citocinas e outras funções relacionadas a imunidade. Fator #3 – O cortisol e o seu papel no sistema imunológico Ao ser liberado na corrente sanguínea, o cortisol trabalha para responder ao estresse e aos perigos pelos quais determinado indivíduo está passando. Além disso, ele também é responsável por aumentar o metabolismo de glicose no corpo, controlar a pressão arterial, reduzir a inflamação, regular o humor, além de fortalecer a musculatura do coração e auxiliar na manutenção do sistema imunológico. Mesmo que o cortisol seja considerado um anti-inflamatório que possui resposta imunológica, níveis elevados desse elemento no organismo podem acarretar na resistência da imunidade. Esse evento ocorre a partir de sua condição crônica, que é conhecida com a Inflamação Crônica Subclínica. Portanto, segundo estudo, o acúmulo de cortisol no organismo  acarreta no aumento da produção de citocinas inflamatórias, o que impossibilita o pleno funcionamento do sistema imunológico. Fator #4 – Negligenciar o poder do Hormônio D pode afetar a imunidade Inúmeros estudos relacionam o enfraquecimento da imunidade à insuficiência de exposição ao sol e, consequentemente, a menor absorção de Hormônio D. De acordo com um ensaio clínico realizado em crianças japonesas, a presença de Hormônio D no organismo é considerada uma ferramenta para o combate a resfriados e gripes, por exemplo. Contudo, evidências obtidas através de um estudo alemão, comprovam que somente a exposição ao sol não é o bastante para que o corpo absorva níveis de Vitamina D suficientes para que se obtenha o pró-hormônio. A partir dos resultados obtidos através da coleta de testes sanguíneos de 1.343 indivíduos, entre 20 e 99 anos, com taxas preocupantes de insuficiência de Vitamina D, os pesquisadores optaram por definir a ingestão diária ideal de vitamina D de até 10

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Estilo de Vida

A pele é indiscutivelmente o maior órgão do corpo humano. Ela é a responsável por proporcionar proteção contra germes, regular a temperatura corporal e também possibilitar sensações táteis, tão importantes para o desenvolvimento de um ser humano. Suas principais camadas incluem a epiderme, a derme a hipoderme que, por estarem diretamente expostas à fatores endógenos necessitam de atenção e cuidados especiais. Nossa pele é única em muitos aspectos e exige preocupação e atenção para que ela continue desempenhando o seu papel de barreira para os outros órgãos, além da necessidade de cuidar de sua aparência, considerando que a sua saúde pode beneficiar a autoestima e saúde mental de grande parte da população. Para compreender mais sobre o papel e importância da pele, continue a leitura. Afinal, por que a pele é importante? Cada centímetro de pele é composto por 19 milhões de células, 650 glândulas sudoríparas, 20 vasos sanguíneos e mais de 1.000 terminações nervosas, segundo a American Academy of Dermatology (AAD). Além disso, a pele é o maior órgão do corpo e funciona como uma primeira linha de defesa contra ataques externos. A nossa pele possui diferentes funções relacionadas à cada camada que a compõem. Sua camada superior, a epiderme, atua como uma barreira protetora, impedindo a entrada de bactérias e germes que possam ocasionar infecções e doenças no corpo humano. Além disso, é a camada responsável por proteger os outros órgãos do corpo de fatores externos, mantendo a temperatura corporal adequada. Ela se regenera a cada 30 dias, através da substituição de células velhas por novas. A camada intermediária da pele, a derme, representa 90% de sua espessura e carrega dois importantes elementos para a aparência e saúde da pele: o colágeno e a elastina. É nessa área que está presente o contato da pele externa com os nervos, que auxiliam na sensação e toque de maneira segura e adequada. Além disso, a derme carrega as glândulas sudoríparas responsáveis pelo suor e controle da temperatura do corpo e é responsável por fornecer sangue para a epiderme, mantendo-a saudável. A sua camada inferior, chamada de hipoderme é considerada a camada de gordura, reponsável pela proteção dos músculos e ossos contra lesões ou acidentes de contato. Além disso, sua responsabilidade engloba a conexão das camadas de pele aos músculos, ossos e demais sistemas do corpo. Qual a função da pele no organismo humano? A pele é um órgão vasto e ao mesmo tempo, um dos mais vulneráveis aos declínios hormonais. É na pele que pode ser detectada grande parte dos declínios hormonais, através de uma análise detalhada sobre as mudanças que nela ocorrem. A partir dos 25-30 anos de idade, os indivíduos começam a sofrer com os impactos causados pelo declínio hormonal, que podem facilmente ser percebidos através da qualidade da pele. Por exemplo, o nível de colágeno e elastina, proteínas naturais da pele que permitem a sua elasticidade, plasticidade e jovialidade, são elementos fortemente afetados pelos declínios hormonais. Fatores que, a partir dos 30 anos possuem redução aproximada de 1% ao ano. Nesse sentido, orientar e promover a compreensão a respeito dos efeitos do declínio hormonal na pele é necessário para que o indivíduo observe a situação de sua própria pele no espelho e faça essa relação. Afinal, os sinais percebidos através de rugas, marcas de expressão e outras anomalias não são somente sinais de uma idade cronológica avançada e da passagem do tempo, mas também podem significar um distúrbio, declínio ou insuficiência hormonal, que ocorrem paralelamente a esse processo. Através da correção desses distúrbios é possível promover a atenuação nos processos de envelhecimento cutâneo e deterioração da pele. Entre os efeitos negativos do declínio hormonal estão: afinamento dos lábios, inversão da comissura labial, intensificação do sulco nasogeniano, afrouxamento do pandicular de pouso de bichat, intensificação das rugas da região periocular, intensificação das rugas da região T e maior ressecamento da pele do rosto e das mãos. Todos elementos podem representar o sinal de que há problemas relacionados aos declínios hormonais. Considerando esse cenário, torna-se importante refletir sobre a possibilidade de atenuar, resolver ou até mesmo impedir a evolução acelerada desse processo tão visível. Conduta que vai além da necessidade de procedimentos cirúrgicos e estéticos para o conserto de problemas relacionados a pele e ocasionados por distúrbios hormonais, afinal, mesmo que o problema visível seja corrigido, a pele permanecerá deficiente de hormônios, nutrientes e componentes importantes para o seu restauro e reparo de funções essenciais para o pleno funcionamento do organismo humano. Nesse sentido, para que seja possível reverter danos externos causados por problemas internos, o ideal é realizar o tratamento de fora para dentro, focando no bem-estar do indivíduo relacionado à saúde e equilíbrio de seus hormônios. Por conta disso, é papel do profissional médico olhar para dentro do indivíduo a fim de consertar ou prevenir os danos externos causados pela falta de equilíbrio dos hormônios. É necessário observar os hormônios como ferramentas essenciais tanto para a saúde do ser humano, mas também para a manutenção de sua aparência física.

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Dados do Instituto Nacional de Câncer apontam que, entre os casos em mulheres brasileiras, 29,7% se manifestam através do câncer de mama.  Segundo a Organização Mundial de Saúde, 30% a 50% dos casos de câncer podem ser prevenidos, através da implementação de estratégias focadas na detecção precoce, além da possibilidade de um maior controle do avanço da doença ao abordar essa metodologia. Alguns tipos de câncer possuem altas chances de cura quando detectados em estágios iniciais e tratados de maneira adequada. Nesse sentido, procurar modificar e prevenir fatores de risco para o desenvolvimento da doença, através do estilo de vida do indivíduo, acarreta significativamente na redução do fardo do câncer. Hábitos saudáveis como a prática de exercícios, alimentação balanceada, gerenciamento de peso e a restrição de práticas nocivas à saúde, como o consumo de álcool e tabagismo, agem em prol da prevenção do desenvolvimento de câncer. Entenda mais ao longo deste artigo. Câncer de mama e estilo de vida Um estudo realizado pela Harvard University em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), em 2019, concluiu que: Fatores de risco no estilo de vida são responsáveis por 27% dos casos de câncer e um terço das mortes por câncer no Brasil. A adoção de hábitos saudáveis pode reduzir a incidência de morte por alguns tipos de câncer pela metade. O tabagismo é a principal causa de câncer no Brasil, seguido pelo sobrepeso e consumo de álcool. A pesquisa foi realizada com base na informação de que fatores de risco de estilo de vida, como tabagismo, consumo de álcool, sobrepeso/obesidade, má qualidade da alimentação e falta de atividade física estão associados ao aumento do risco de cerca de 20 tipos de câncer. Nesse sentido, óbitos e casos de câncer podem ser evitados através de hábitos saudáveis, estimulando a redução de marcadores inflamatórios no organismo.  Dados como este comprovam a necessidade de orientação a respeito de práticas saudáveis e a sua importância no combate à inúmeras patologias. De acordo com uma revisão científica de artigos relacionados ao câncer de mama, mesmo que 90% das pacientes com a condição recebam o diagnóstico em um estágio inicial, cerca de 25% dos casos direciona para a morte de metástase à distância*. Os pesquisadores encontraram evidências de que mudanças específicas no estilo de vida, conforme veremos a seguir, devem ser realizadas como um complemento efetivo para o tratamento padrão do câncer de mama. Os resultados apontaram a inclusão de atividade física na rotina da paciente como a prática com efeito mais promissor na redução do risco de recorrência e morte por câncer de mama. Também foi apontada a importância de manter um IMC adequado para a sua faixa etária, considerando que o equilíbrio entre a prática de exercícios e a alimentação saudável pode evitar o ganho de peso. Fatores de risco para o câncer de mama Como citado ao longo deste artigo, a união entre hábitos saudáveis e exames de rotina  funciona como um trabalho preventivo para o desenvolvimento de doenças como o câncer. Entretanto, analisar e ressaltar os fatores de risco para o câncer de mama torna-se uma conduta indispensável para a redução do número de casos e mortes por câncer. Nos Estados Unidos, o câncer de mama é a categoria mais comumente diagnosticada de câncer, além de ser a segunda causa mais comum de morte em mulheres do país. De acordo com as diretrizes recomendadas pelo American Institute for Cancer Research, além do histórico familiar, os profissionais de saúde precisam considerar o poder dos fatores de risco sobre o aumento da incidência de câncer de mama. São eles: Tabagismo; Consumo excessivo de álcool; Excesso de peso ou obesidade; Estilo de vida sedentário; Dieta pobre em frutas e vegetais; Infecção por hepatites ou outras infecções carcinogênicas; Radiações ionizantes e não ionizantes; Poluição do ambiente; Fumaça proveniente do uso doméstico de combustíveis sólidos. É possível prevenir o câncer de mama? Segundo as expectativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2025, os casos de câncer devem aumentar em até 50% no Brasil. Isso porque a população possui indicadores de crescimento e maior envelhecimento para os próximos anos.  Por ser uma doença multifatorial e uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo, a prevenção é a principal conduta a ser adotada para a redução da incidência do câncer. Como citado ao longo deste artigo, é necessária a reeducação da população para a adoção de um estilo de vida mais saudável, que permita a prevenção de vários tipos de câncer, assim como o câncer de mama, diz estudo. Porém, condutas relacionadas à exames de rotina e outros complementos realizados através do atendimento médico continuam necessários e de extrema importância para a detecção precoce. Para prevenir o câncer de mama, os indivíduos precisam evitar os inúmeros fatores de risco acima citados, reduzir a exposição à radiação não-ionizante (UV) e às radiações ionizantes, controlar os riscos ocupacionais e realizar o tão importante exame de pré-câncer, mamografias e autoexame de mama. Incentivar tais condutas faz parte da colaboração para a garantia de qualidade de vida para toda a população. *A metástase pode ser regional, quando está próxima do local original, ou à distância, quando apresenta-se em outros órgãos.

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Se você acompanha nossos conteúdos, já sabe que o gerenciamento do estresse é um dos importantes pilares para a construção de uma longevidade saudável. No entanto, tendo em vista o estilo de vida que levamos diariamente, surge a questão: como desestressar quando estamos vivendo em um momento extremamente estressante? Vivenciar um período repleto de indecisões, desinformação e ainda por cima consequências graves para a saúde da população, com certeza ocasiona estresse aos indivíduos. Uma breve pesquisa no Google sobre o momento que enfrentamos traz um recado importante: cuide de sua saúde mental. Um estudo realizado pelo Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), publicado pela Revista The Lancet, encontrou evidências de que a mudança brusca de rotina que a pandemia causou na vida e no trabalho das pessoas estimulou impactos significativos para a saúde mental dos envolvidos. Os dados encontrados apontam que os casos de depressão aumentaram 90% e o número de pessoas que relataram sintomas como crise de ansiedade e estresse agudo mais que dobrou entre os meses de março e abril de 2021. Segundo a própria Organização Mundial da Saúde, a ausência de sociabilidade evidenciou o aumento dos índices de suicídio, depressão, preocupação, medo, ansiedade, violência doméstica, abuso de substâncias e também a fragilidade das redes de proteção. Além disso, dados da OMS, embasados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) relatam essas características como as principais causas de afastamento do trabalho no Brasil em 2020: – Depressão (59% das pessoas se encontram em estado máximo de depressão); – Transtorno de Ansiedade (63% das pessoas possuem algum problema de ansiedade); – Estresse (37% das pessoas estão estressadas com nível extremamente severo); – Burnout (44% dizem ter sofrido com o esgotamento mental). Nesse sentido, posicionar os distúrbios mentais como um problema de saúde pública é essencial para gerenciar a chamada epidemia do estresse. Afinal, como desestressar em um mundo estressante?! É possível? Considerando a realidade atual, desestressar em um mundo estressante parece uma utopia. Entretanto, mesmo em meio ao que parece um caos, é possível encontrar alternativas para descansar a mente, o corpo e, consequentemente, estabilizar as nossas emoções para reduzir os níveis de estresse. Nesse sentido, buscar alternativas que contribuem para a saúde através da espiritualidade podem ser ferramentas efetivas no combate ao estresse. Segundo o sábio Hipócrates “é mais importante conhecer a pessoa que tem a doença do que a doença que a pessoa tem”.  Essa frase pode funcionar como guia para a compreensão de que trabalhos relacionados à análise e compreensão do estilo de vida individual colaboram positivamente para o diagnóstico e tratamento apropriados para cada paciente. Além disso, o equilíbrio entre a saúde do corpo e da mente se torna cada vez mais evidente e importante para a garantia de qualidade de vida. Por exemplo, técnicas de mindfulness podem aliviar o estresse diário, segundo estudo. Segundo as análises realizadas pela Carnegie Mellon University na Pensilvânia, a prática de apenas 25 minutos, durante três (3) dias consecutivos, é capaz de aliviar o estresse psicológico. Com este cenário, é possível utilizar métodos práticos e acessíveis à população para reequilibrar o corpo como um todo, afinal, o mindfulness é uma prática meditativa que objetiva o foco no momento presente. Através de exercícios de meditação, ela auxilia no gerenciamento de pensamentos, sentimentos e emoções, causando impactos positivos para o equilíbrio necessário para a longevidade saudável do ser humano. Importante ressaltar que o mindfulness não substitui o acompanhamento e diagnóstico profissional. Porém, apresenta-se como uma prática promissora para o gerenciamento de estresse em um mundo estressante. Como fazer: busque um lugar calmo, sente-se de maneira confortável e monitore um tempo máximo para permanecer no exercício (cerca de 25 minutos). Feche os olhos e deixe a sua mente se conectar com o momento presente e com os pensamentos que a seguem naquele momento. Por que as pessoas estão mais estressadas? Estamos estressados e vivendo em um mundo estressante. Mas por que isso acontece? Como citado acima, os casos de depressão aumentaram 90% e o número de pessoas que relataram sintomas como crise de ansiedade e estresse agudo mais que dobrou entre os meses de março e abril de 2021, no Brasil. Nos Estados Unidos, uma pesquisa concluiu que cerca de 4 em cada 10 adultos relataram sintomas de ansiedade ou transtorno depressivo entre 2020 e 2021. Os dados comparados com o ano de 2019 demonstram o crescimento dessa proporção, que anteriormente era de um em cada 10 adultos. Outra coleta de dados, realizada pelo Office of National Statistics da Europa, indicou que mais de 25 milhões de pessoas no Reino Unido experimentaram altos níveis de ansiedade no final de março de 2020, quando o bloqueio inicial foi anunciado. De acordo com a pesquisa, o aumento nos níveis de ansiedade resultou em preocupações com o bem-estar pessoal, a segurança no emprego e o impacto da Covid-19 no âmbito financeiro. Além das consequências enfrentadas pela pandemia da Covid-19, a realidade atual da maioria dos indivíduos encontra-se em estado de alerta. Afinal, o desempenho está acima da qualidade de trabalho, a vida virtual encontrada através das plataformas digitais tornou-se um modelo a ser seguido e a saúde e o bem-estar dos indivíduos está cada vez mais sendo tratado com menor prioridade. Nesse sentido, a compreensão de que a nossa saúde depende também da maneira com a qual nos comportamos e

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o perigo de contar calorias
Estilo de Vida

Muitas pessoas acreditam que a contagem de calorias é importante, principalmente quando falamos sobre a perda de peso. Neste contexto, o cálculo funciona como uma “medida” para contar as calorias ingeridas versus  as calorias eliminadas. Porém, mesmo sendo uma conduta muito utilizada, a contagem de calorias não é eficaz e nem mesmo garante uma alimentação saudável. Afinal, uma dieta equilibrada em nutrientes, fibras e vitaminas não se resume apenas no número de calorias ingeridas pelo indivíduo. De acordo com um estudo publicado na Revista JAMA, a redução de açúcar, grãos refinados e alimentos processados demonstrou resultados mais eficazes relacionados à perda de peso, quando comparados a indivíduos que calcularam todas as calorias ingeridas. Dentro deste contexto, cabe reavaliar os métodos tradicionais utilizados para resultados como o emagrecimento, descartando a utilização de contagem de calorias para garantir a eficácia do processo. Contar calorias: efeitos positivos ou negativos? Segundo um estudo realizado com universitários dos Estados Unidos, a contagem de calorias foi associada de forma negativa a quadros mais graves relacionados à saúde dos alunos. De acordo com os pesquisadores, utilizar o método de alimentação intuitiva para promover a saúde e bem-estar dos indivíduos demonstrou maior eficácia do que a tradicional contagem de calorias.  Ou seja, o corpo de cada indivíduo utiliza as calorias ingeridas através de proteínas, carboidratos e gordura para efetuar processos metabólicos de digestão e de atividade física. Dentro desse contexto, uma alimentação com contagem de calorias restrita pode levar o corpo a absorver as calorias transformadas em estoque de energia, o que pode ocasionar a perda de peso, mas também de massa corporal saudável. Conforme um estudo realizado no Reino Unido, onde cerca de dois terços dos adultos estão acima do peso ou obesos e apresentam riscos elevados de doenças cardíacas, diabetes e câncer, pessoas que buscam perder peso preferem o incentivo à alimentação saudável e a prática de exercícios. Os grupos participantes do teste clínico revelaram insatisfação com aplicativos digitais de contagem de calorias, demonstrando desmotivação para prosseguir com o processo neste molde. Outro estudo encontrou relação entre a utilização de aplicativos de contagem de calorias com sintomas de transtornos alimentares.  De acordo com os pesquisadores, os resultados alertam para consequências negativas da utilização de métodos de contagem, ressaltando a importância da implementação de uma alimentação saudável aliada à prática de exercícios para a manutenção da saúde do indivíduo. Pessoas diferentes, metabolismos diferentes Indivíduos diferentes, metabolismos diferentes: estudos mostram que uma pessoa pode absorver quantidades diferentes de calorias em relação às rotuladas no alimento. É o que comprova uma pesquisa recente, realizada em torno da ingestão de amêndoas e nozes. As substâncias são grandes fontes vegetais de proteínas, vitaminas e minerais, porém, mesmo sendo consideradas saudáveis, a sua ingestão em excesso pode causar o aumento de peso. Porém, de acordo com a pesquisa, cerca de 20% das calorias derivadas da gordura da amêndoa não foram absorvidas pelo organismo dos participantes, que também não apresentaram ganho de peso após consumir as oleaginosas. Outra pesquisa, realizada em 2017, analisou os métodos utilizados para tornar os alimentos mais “saudáveis”.  Porém, de acordo com os próprios pesquisadores, na maior parte das vezes a redução de gordura é substituída pelo acréscimo de açúcar e vice-versa. Dessa forma, na maior parte das vezes, consumir alimentos industrializados, mesmo aqueles considerados “saudáveis” pela indústria, pode ser uma atitude perigosa. Da mesma forma, alimentos com a mesma quantidade de calorias em seu rótulo podem oferecer valor nutricional diferente. Segundo um estudo, a alimentação e o estilo de vida de cada indivíduo influenciam diretamente sobre a capacidade do corpo de se defender contra infecções, sobre o seu bem-estar e longevidade saudável. De acordo com os pesquisadores, alimentos ricos em vegetais, proteínas e nutrientes podem ter o mesmo valor calórico de um alimento processado e repleto de açúcares.  Porém, os alimentos oferecem valor nutricional distinto e, obviamente, aquilo que vem da natureza provém muito mais nutrição do que industrializados. Sempre prefira alimentos in natura e busque profissionais de nutrição que promovam uma alimentação saudável. Esse é um dos principais pilares para uma vida longa e de qualidade. 

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Estilo de Vida

Diferente do que a mídia costuma propagar, não existe uma solução única e isolada capaz de fortalecer a imunidade.  Se você trabalha com uma visão integrada sobre a saúde, sabe que o organismo necessita de alimentação equilibrada, sono de qualidade, gerenciamento de estresse e exercícios físicos para a manutenção do equilíbrio hormonal e, consequentemente, para o aumento da imunidade.  Este artigo discute 10 hábitos cotidianos que podem ser empregados para o fortalecimento do sistema imunológico. Siga a leitura e saiba mais.  Hábito #1 – Não negligencie o poder do Hormônio D Cientistas associam o enfraquecimento do sistema imunológico à insuficiência de exposição ao sol e, consequentemente, a menor absorção de Hormônio D. Para exemplificar tal colocação, trouxemos um ensaio clínico realizado em crianças japonesas, o qual concluiu que a presença de Hormônio D no organismo é uma ferramenta para o combate de resfriados e gripes. O estudo acompanhou 340 crianças durante quatro meses, dentro da temporada de gripe sazonal. Foram administrados 1.200 unidades de suplementos de Hormônio D para metade do grupo. A outra metade recebeu pílulas de placebo. O grupo que recebeu a suplementação apresentou taxas 40% mais baixas de gripe, quando comparado ao outro grupo. Especialistas recomendam que, mesmo com a suplementação de Hormônio D, é importante que o organismo receba as suas propriedades diretamente da fonte, ou seja, através dos raios solares. Hábito #2 – Tenha uma boa noite de sono Pesquisadores britânicos associam o sono interrompido ou insuficiente e seus distúrbios a diversas infecções virais e bacterianas graves para o organismo. Essa condição pode influenciar negativamente o sistema imunológico, aumentando as citocinas e histaminas pró-inflamatórias. Os resultados foram obtidos através de um estudo realizado entre julho e setembro de 2020, para descobrir a conexão entre poucas horas de sono e o aumento da probabilidade de infecção por Covid-19. A pesquisa concluiu que a cada uma hora a mais de sono à noite, as chances de se infectar com a Covid-19 diminuem em 12%. Hábito #3 – Esteja atento ao esgotamento físico e mental no trabalho Os mesmos pesquisadores verificaram a relação entre o esgotamento físico e mental a um risco elevado de gripes e resfriados, além de condições a longo prazo, como diabetes, doenças cardiovasculares, doenças músculo-esqueléticas e morbidade. Segundo os especialistas, os estudos realizados através de uma pesquisa online com profissionais da saúde expostos diariamente a pacientes infectados pela Covid-19, sugerem que o burnout – condição de esgotamento físico e mental – pode ocasionar o surgimento direto ou indireto de doença, por prejudicar o sistema imunológico e alterar os níveis de cortisol do organismo. Hábito #4 – Hidrate-se Podemos considerar a água como um dos impulsionadores mais naturais para a manutenção da imunidade do organismo. Este líquido incolor é responsável por manter o seu corpo hidratado, além de eliminar de forma orgânica as bactérias e toxinas responsáveis por causar infecções e doenças. A água funciona como uma “ponte” para que o oxigênio e os nutrientes sejam distribuídos por todo o corpo, mantendo o equilíbrio do sistema imunológico. Além disso, ela é responsável por auxiliar na regulação da temperatura corporal, impedindo a desidratação, auxilia no funcionamento cerebral, atua como protetora das articulações, medula espinhal e tecidos, auxilia na digestão e mantém o sistema cardiovascular saudável.  Como sabemos, nosso corpo é formado por 70% de água, portanto, é imprescindível que esse volume seja reposto diariamente. Hábito #5 – Cuide do seu sistema digestivo Manter o equilíbrio do sistema imunológico é essencial para a saúde do corpo. A microbiota presente no trato gastrointestinal possui os benefícios essenciais para a saúde do hospedeiro. Estudos comprovam que as alterações das comunidades microbianas intestinais podem causar desregulação imunológica, o que pode levar ao desenvolvimento de distúrbios autoimunes. Isso ocorre porque quase 70 por cento do seu sistema imunológico está localizado no trato digestivo e desequilíbrios na microbiota intestinal podem desregular as respostas do sistema imunológico, causando reações inflamatórias. Hábito #6 – Mantenha uma alimentação saudável Inserir na rotina alimentos como azeite de oliva, gengibre e cúrcuma potencializam a força das defesas do sistema imunológico. O azeite de oliva possui, em sua composição, um alto nível de antioxidantes, responsáveis por atenuar doenças causadas por distúrbios inflamatórios, por exemplo. Seu consumo diário possui efeitos anti-prolíficos sobre células cancerígenas relacionadas à mama e à próstata e também efeito de redução do desenvolvimento de doenças crônicas. Com inúmeras propriedades, o gengibre também é considerado um alimento antioxidante, que auxilia no fortalecimento do sistema imunológico. Dessa maneira, o seu consumo se torna um aliado contra infecções e bactérias que possam atacar o organismo. Outro grande alimento responsável pelo fortalecimento do sistema imunológico é a cúrcuma, ou açafrão. Sua substância, chamada curcumina, auxilia na estabilização da microbiota do organismo, promovendo ação anti-inflamatória e antioxidante. Hábito #7 – Mantenha uma rotina diária de exercícios físicos Em um contexto geral, é possível afirmar que um corpo mais saudável está bem mais preparado para lutar contra doenças e infecções. Isso acontece porque a prática regular de exercícios é considerada positiva para a saúde do coração, pulmões, cérebro e sistema imunológico. Um estudo acompanhou mil homens e mulheres por 12 semanas, durante o outono e o inverno, para monitorar os sintomas e gravidade das infecções do trato respiratório superior (URTIs). Os resultados apontaram que os indivíduos que realizaram atividade aeróbica cinco ou mais dias por semana, experimentaram 43% menos chance de sofrer com as infecções do que os que declararam manter

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Quanto tempo você costuma ficar sentado durante o dia? De acordo com um estudo publicado pelo American Journal of Preventive Medicine, as pessoas ficam sentadas, em média, 4,7 horas por dia.  Os seres humanos foram biologicamente preparados para ficar de pé. Dessa forma, sair da “zona de conforto” colabora para o aumento da flexibilidade, queima de gordura, aumento da imaginação e criatividade, além de reduzir os riscos de doenças cardiovasculares. Neste artigo, explicamos quais são as consequências de ficar sentado durante muito tempo ao longo do dia.  Siga a leitura e saiba mais sobre o assunto.  Compreendendo as consequências de ficar muito tempo sentado Com tantos avanços na tecnologia, nosso estilo de vida está mudando e, como resultado, passamos muito mais tempo sentados. Ao acordar, nos sentamos para tomar café da manhã. Posteriormente, sentamos no carro a caminho do trabalho. No ambiente corporativo – ou, em tempos pandêmicos, no home office – permanecemos sentados. Almoçamos sentados, jantamos sentados e, em seguida, sentamos no sofá para assistir televisão. Passamos muito tempo sentados e a ciência percebe cada vez mais os riscos de tal comportamento.  Recentemente, um estudo publicado na Nature verificou que a atividade física está vinculada também ao aumento da criatividade e o estímulo da imaginação, características importantes na sociedade atual.  Os pesquisadores da Universidade de Graz, na Áustria, aplicaram rastreadores de condicionamento físico em cerca de 80 adultos saudáveis por cinco dias. Os participantes foram convidados a completar uma série de tarefas criativas e alguns questionários durante o experimento. Os dados coletados foram utilizados para vincular os padrões de exercícios e o desempenho criativo dos participantes. Dessa maneira descobriu-se que os voluntários mais ativos eram, consequentemente, os mais criativos. Pelo contrário, viver uma vida sedentária pode colocar o corpo em risco, a curto e longo prazo. Cálculos realizados por James Levine, autor do livro “Levante-se! Porque sua cadeira está matando você e o que você pode fazer a respeito”, apontam que um indivíduo perde 2 horas de vida a cada 1 em que permanece sentado. Manter uma rotina de exercícios, equilibrada com uma dieta balanceada, garante a saúde e auxilia na prevenção de inúmeras condições e doenças. Continue a leitura e confira outros efeitos colaterais que o sedentarismo pode provocar. Desenvolvimento de ansiedade Um estudo publicado pela revista BMC Public Health, em 2015, concluiu que indivíduos que passam muito tempo sentados e com baixos níveis de energia correm um risco maior de desenvolver ansiedade. De acordo com o estudo, a ansiedade e o comportamento sedentário estão conectados por conta da insuficiência de sono, saúde metabólica precária e isolamento social. As atividades que, de certa forma, exigem que o corpo permaneça sentado incluem assistir televisão, trabalhar no computador ou jogar jogos eletrônicos. A equipe responsável pela pesquisa observou que 36% dos participantes do estudo, em idade escolar, possuem maior propensão a sentir os efeitos da ansiedade se tivessem 2 horas de tela ou mais diárias. Desenvolvimento de má postura e dores nas costas Permanecer sentado por longos períodos de tempo pode adicionar uma grande pressão aos músculos das costas e discos da coluna vertebral. Além disso, a má postura colabora para o desenvolvimento de dor nas costas, que pode se alastrar para o pescoço, braços e pernas.  Para que a situação seja revertida, a indicação principal é de que haja uma maior movimentação de todos os membros diariamente, ou seja, é preciso praticar algum exercício, alongar-se ou simplesmente caminhar. Mesmo assim, outras medidas precisam ser tomadas para que o período em que necessita ficar sentado seja o menos doloroso possível. Uma importante dica é manter os membros em ângulos de 90º com os pés apoiados inteiramente no chão, bem como a tela do computador posicionada na altura dos olhos.  Desenvolvimento de doenças crônicas Pessoas que ficam mais de quatro horas por dia sentadas possuem maior propensão a desenvolver uma doença crônica como a hipertensão arterial, doenças cardíacas, diabetes e câncer. Um estudo publicado na pela Revista Internacional de Nutrição Comportamental e Atividade Física analisou mais de 63 mil homens entre 45 e 64 anos que vivem na Austrália. A análise transversal contou principalmente com dados sobre doenças crônicas, tempo sentado e atividade física. A comparação realizada entre grupos que ficam sentados por 4 horas e grupos que ficam sentados por mais de 4 horas apontou que o segundo grupo teve maior propensão para relatar a ocorrência de algum tipo de doença crônica em sua vida. Em conclusão, maiores volumes de tempo sentado podem ser significativamente associados com diabetes e outros tipos de doenças crônicas, sem considerar o volume de atividade física como prioridade. Ganho de peso Um corpo sentado ou imóvel não queima o mesmo número de calorias de um corpo que está em movimento ou em exercício. Consequentemente, o ganho de peso pode ser uma consequência do sedentarismo. Um estudo verificou que uma maior prevalência de sobrepeso e obesidade em pessoas que ficavam sentadas mais de 4 horas por dia e caminhavam menos de 1 hora por dia – tanto em homens quanto em mulheres. Nos homens, mais de 4h sentados por dia foi associado a chances 1,7 vezes maior de ter obesidade em comparação com aqueles sentados menos de 4h por dia. Nas mulheres, esse comportamento sedentário aumentou o risco de sobrepeso-obesidade e excesso de gordura em 1,5 e 1,4, respectivamente. Risco de desenvolvimento de coágulos sanguíneos A trombose venosa profunda (TVP) pode ser considerada um efeito colateral

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o-vicio-que-carregamos-no-bolso
Estilo de Vida

É verdade que, na atualidade, a tecnologia cumpre um papel fundamental. No entanto, até que ponto o nosso contato com aparelhos eletrônicos pode ser considerado saudável? Há cerca de 10 anos carregamos conosco diariamente um perigoso vício chamado smartphone. Diversas pesquisas, como veremos a seguir, apontam que a dependência no celular pode alterar a nossa conduta, bem como o funcionamento cerebral.  Neste artigo trazemos evidências científicas que alertam sobre os riscos relacionados ao uso excessivo de eletrônicos. Para saber mais, siga a leitura.     Celular faz mal? Os riscos da utilização excessiva de smartphones O termo nomofobia ou no mobile phobia (em inglês) é usado para descrever uma condição psicológica em que as pessoas têm medo de serem desligadas da conectividade do telefone móvel. Uma equipe de pesquisadores do King’s College London descobriu que quase 40% dos alunos entrevistados exibiam sintomas de vício em seus smartphones. Segundo os jovens que participaram do estudo, o sentimento de não estar próximo do telefone é um fator gerador de ansiedade. Como mostra a literatura, vários fatores psicológicos estão envolvidos quando uma pessoa usa excessivamente o telefone celular, como por exemplo, baixa autoestima e facilidade de distração. Além disso, é sabido que indivíduos nomofóbicos podem apresentar fobia social e ansiedade.  Tais aspectos preocupam os especialistas, visto que a carga deste problema tem aumentado globalmente, principalmente quando considerado o isolamento social em razão da pandemia de Covid-19.  No último ano, muitas atividades ao ar livre e de convívio social foram restringidas, aumentando ainda mais a utilização de recursos tecnológicos. Pesquisadores do Rio de Janeiro, por exemplo, verificaram que mais de 51,2% dos 870 entrevistados perceberam alterações emocionais pela necessidade de fazer mais uso de plataformas digitais em 2020. Como o uso excessivo de telas afeta o ciclo circadiano Outro grave sintoma do uso excessivo de eletrônicos é o prejuízo relacionado ao sono – aproximadamente 69% dos jovens entrevistados e viciados no uso de smartphones relataram não conseguir dormir o suficiente. Sabemos que a qualidade do sono e a capacidade de manter níveis adequados de melatonina são estratégias necessárias para a promoção de uma vida longa e saudável. Quando não temos um sono de qualidade, diversos outros aspectos são prejudicados. Afinal, são nas horas de descanso que o corpo se regenera, ativando a produção de hormônios essenciais à homeostase (equilíbrio fisiológico).  Dessa forma, na possibilidade de qualquer interferência na qualidade do sono, somos diretamente impactados pelo desequilíbrio ao ritmo circadiano, ou seja, o período de 24 horas em que nosso corpo executa diversos ciclos biológicos e comportamentais. O corpo humano não consegue diferenciar a luz solar da luz das telas. Por isso, quando adentramos a noite com televisores, computadores e celulares, é como se estivéssemos prolongando a duração da luz solar para o nosso organismo. Por não respeitar o ciclo circadiano, podemos ter como resultado o desequilíbrio neurológico, hormonal, imunológico e reprodutivo. O motivo? Se o corpo humano rompe a produção correta dos hormônios (que só é possível através do respeito ao ciclo circadiano) ocorre uma disruptura nos sistemas citados. Stephen Lockley, pesquisador do sono de Harvard, afirma que o excesso de luz à noite é parte do motivo pelo qual tantas pessoas não dormem o suficiente. Pesquisas têm relacionado o sono curto com o aumento do risco de depressão, bem como diabetes e problemas cardiovasculares.  Uso excessivo de mídia social vinculado à compulsão alimentar Outro problema relacionado ao uso excessivo de telas, com destaque para as mídias sociais, é a compulsão alimentar.  Um estudo recente realizado nos Estados Unidos verificou que crianças que têm mais tempo de tela entre 9 e 10 anos têm maior probabilidade de desenvolver transtorno da compulsão alimentar periódica um ano depois.  O estudo, publicado no International Journal of Eating Disorders em 1º de março, descobriu que cada hora adicional gasta nas redes sociais estava associada a um risco 62% maior de transtorno da compulsão alimentar periódica um ano depois. Ele também descobriu que cada hora adicional gasta assistindo ou transmitindo televisão ou filmes levou a um risco 39% maior de transtorno da compulsão alimentar periódica um ano depois. Os pesquisadores analisaram dados de 11.025 crianças de 9-11 anos que fazem parte do Estudo de Desenvolvimento Cognitivo do Cérebro Adolescente, o maior estudo de longo prazo sobre o desenvolvimento do cérebro nos Estados Unidos. Os dados foram coletados de 2016-2019. De acordo com Jason Nagata, um dos autores da pesquisa, as crianças podem ser mais propensas a comer em excesso quando distraídas em frente às telas. Assistir à televisão pode levar a comportamentos de compulsão alimentar devido ao consumo excessivo e perda de controle. Tendo em vista os fatos demonstrados até aqui, reiteramos a importância de nos atentarmos ao consumo de telas, principalmente em relação ao uso de smartphones e tablets. Caso você ainda não tenha se convencido da importância de reduzir as horas de contato com o celular, lhe fazemos um convite: acesse as configurações do seu smartphone e verifique qual a sua média diária de utilização. Deixe nos comentários a resposta!

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exercicios e fisiologia
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A prática de exercícios físicos está intimamente relacionada com a saúde e o bem-estar da população. Afinal, ser fisicamente ativo não apenas auxilia as pessoas com doenças crônicas a gerenciar melhor sua saúde, mas também estimula o sistema imunológico, que forma uma grande barreira de proteção contra substâncias estranhas e patógenos que podem afetar negativamente o nosso organismo. Neste artigo, exploramos pesquisas científicas recentes, que abordam a importância do exercício físico para a longevidade saudável e para a fisiologia humana.  Para saber mais, basta continuar a leitura!  Muito além do emagrecimento: exercício físico e a saúde fisiológica A ausência de doenças não é sinônimo de saúde.  Afinal, muitos quadros graves podem ser silenciosos, como é o caso da inflamação crônica subclínica, um dos principais gatilhos para o envelhecimento precoce e para a morte súbita na sociedade atual. Dessa forma, por mais que um indivíduo seja aparentemente saudável, não há como se esquivar do exercício físico e de bons hábitos alimentares. Esses hábitos são essenciais para a manutenção da saúde de qualquer ser humano. Infelizmente, é comum observarmos pessoas com morbidades múltiplas recebendo a prescrição de medicamentos como a primeira linha de tratamento.  Ao mesmo tempo, a ciência mostra que muitos dos fármacos fornecidos atualmente poderiam ser substituídos por mudanças no estilo de vida, como a implementação da prática de exercícios, por exemplo. Dessa forma, o olhar atento e singular sobre a fisiologia dos pacientes mostra-se cada vez mais importante para a conservação da saúde e da qualidade de vida.  Abaixo, você acompanha estudos científicos realizados recentemente, que revelam inúmeros benefícios atrelados aos exercícios.  Como o exercício físico aeróbico reverte o processo degenerativo que ocasiona doenças metabólicas O tecido adiposo não é apenas um simples reservatório de energia para períodos de escassez de alimentos. Ele contribui significativamente para a regulação do metabolismo, liberando várias moléculas na corrente sanguínea, incluindo microRNAs que modulam a expressão de genes-chave em diferentes partes do organismo, incluindo o fígado, pâncreas e músculos. Pesquisas têm demonstrado que tanto o envelhecimento quanto a obesidade podem prejudicar a produção desses microRNAs reguladores pelo tecido adiposo e favorecer o desenvolvimento de doenças como diabetes e dislipidemia.  No entanto, a prática de exercícios aeróbicos regulares pode ser um fator contribuinte para a reversão do processo degenerativo citado, de acordo com um estudo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), com apoio da FAPESP (São Paulo, Brasil) e conduzido em parceria com grupos da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca e da Harvard University, nos Estados Unidos. De acordo com Marcelo Mori, os experimentos realizados com humanos e camundongos mostraram que o exercício aeróbio estimula a expressão de uma enzima chamada DICER, essencial para o processamento desses microRNAs. “Observamos, portanto, um aumento na produção dessas moléculas regulatórias pelas células adiposas , com diversos benefícios para o metabolismo”, afirma Marcelo Mori, um dos principais pesquisadores do projeto.   O estudo demonstrou que pessoas que praticam atividades físicas aeróbias têm uma ou mais moléculas na corrente sanguínea que induzem uma melhora metabólica no tecido adiposo.  O aumento da atividade física na meia-idade está associado a uma melhor saúde cerebral na terceira idade Como citado anteriormente, o emagrecimento é apenas uma das consequências da prática de atividades físicas. Na verdade, manter-se ativo ao longo dos anos traz benefícios muito mais significativos para a qualidade de vida de um indivíduo.  Como exemplo, podemos citar uma descoberta realizada por pesquisadores norte-americanos: quanto mais atividade física as pessoas praticam na meia-idade, melhor será a saúde do cérebro na terceira idade.  Os pesquisadores analisaram 1.604 voluntários que participaram de um estudo existente, para ver se havia uma ligação entre os níveis de atividade e a saúde do cérebro na vida adulta.  Como resultado, os cientistas verificaram que altos níveis de atividade física na meia-idade (mais de 150 minutos por semana) resultam em menos lesões cerebrovasculares na terceira idade. Prática de atividades físicas durante a gestação e modificações no DNA dos bebês Como vimos até aqui, a prática de atividades físicas traz inúmeros benefícios para a saúde física e mental dos indivíduos nas mais diversas fases da vida. No entanto, cada vez mais estudos trazem um olhar atento sobre como os hábitos dos genitores podem influenciar determinados aspectos no desenvolvimento infantil.  Um novo estudo mostrou que mulheres grávidas com obesidade podem reduzir os riscos à saúde de seus bebês por meio de uma dieta alimentar e de mais atividades físicas. Em suma, os pesquisadores investigaram o impacto da glicose elevada em mães com diabetes mellitus gestacional (DMG) e alterações no DNA de bebês. A pandemia de obesidade que enfrentamos colabora para que o DMG se torne mais frequente, aumentando o risco de complicações durante a gravidez e o parto, bem como o risco de doenças metabólicas na criança.  O estudo sugere que o DMG e os altos níveis de glicose nas mães estão relacionados a mudanças no nível e no padrão de modificação funcional do DNA dos bebês. Além disso, eles descobriram que novos hábitos alimentares e a prática de atividades físicas reduz significativamente as mudanças de metilação no bebê associadas ao DMG nas mães. Exercício físico e saúde: a importância da atividade física na infância e na adolescência Muito se fala sobre a importância do exercício físico para a manutenção de saúde e de idosos.  No entanto, não podemos nos esquecer que as atividades físicas devem ser implementadas na rotina de um indivíduo desde a infância e a

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a cura pode estar na mente
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Imagine acordar, todos os dias, com uma dor persistente e prolongada, que prejudica a sua qualidade de vida e traz impactos em sua saúde física e emocional.  No Brasil, essa é a realidade de aproximadamente 60 milhões de pessoas*.  Esse número gigantesco representa mais de ⅓ da população brasileira que sofre com dores crônicas, ou seja, desconfortos que persistem por mais de três meses. Muitos manuais de saúde recomendam a utilização de analgésicos para que os pacientes possam conviver com o problema de forma “confortável”. No entanto, será que é essa a “solução” que uma pessoa? É cada vez mais notável o aumento de pesquisas científicas que relacionam a saúde mental com a melhora das dores crônicas.  Recentemente, um estudo** publicado no Science Daily®️ e no Journal of the American Osteopathic Association trouxe dados que comprovam que a técnica de meditação mindfulness beneficia pacientes com dor crônica e depressão, melhorando significativamente as percepções dos participantes de dor, humor e capacidade funcional.  Os participantes receberam práticas de mindfulness e hatha ioga durante oito (8) semanas. A maioria dos participantes do estudo (89%) relatou que o programa os ajudou a encontrar maneiras de lidar melhor com a dor, enquanto 11% permaneceram neutros. Além disso, o estudo descobriu que a prática de mindfulness e ioga levaram a melhorias significativas nas percepções dos pacientes sobre a dor e a depressão. Após o curso, as pontuações do Patient Health Questionnaire (PHQ-9), uma medida padrão de depressão, caíram 3,7 pontos em uma escala de 27 pontos. Além disso, alguns pacientes experimentam uma queda que se assemelha ao uso de antidepressivos. A ciência traz cada vez mais novos horizontes sobre procedimentos alternativos aos fármacos para a prevenção e tratamento de doenças. Cabe a nós, profissionais da saúde, o acompanhamento das mudanças para promover a saúde física e mental dos nossos pacientes.  Fonte* { Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (Sbed) – Disponível em: https://bit.ly/3jLwwDQ } Fonte** ( Science Daily®️ – Disponível em: https://bit.ly/2I54a9s }

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criancas-saudaveis
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Reflita sobre o seguinte questionamento: Hoje, dia 12 de outubro, qual o melhor presente que uma criança poderia receber? Se você pensou em um tablet, smarthphone, casa de bonecas ou videogame, está equivocado(a).   É verdade, crianças gostam e necessitam de estímulos para o pleno desenvolvimento físico e mental.  No entanto, o maior presente que um pequeno(a) pode receber é o fomento de hábitos saudáveis em sua rotina.  Atualmente, diversos estudos* demonstram que os primeiros mil dias a vida de uma criança (primeiro dia de gestação até os 2 anos de idade) são decisivos em sua trajetória.  Uma alimentação adequada durante a gestação, associada ao aleitamento materno, à correta introdução da alimentação complementar e à manutenção de bons hábitos alimentares, são requisitos básicos para o crescimento e desenvolvimento infantil.  São esses cuidados que ajudam a garantir um futuro no qual as habilidades cognitivas, motoras e sociais estimularão a saúde e o potencial máximo do adulto. Além disso, um estudo** realizado em 2012 buscou rastrear as razões do envelhecimento bem-sucedido em treze (13) países europeus, com uma amostra de 22.464 homens e mulheres. Através da metodologia aplicada, foi possível observar que a adoção de bons hábitos de saúde na infância foi um dos fatores mais decisivos para o envelhecimento bem-sucedido. Neste dia tão especial, não se esqueça: estimular hábitos saudáveis nas crianças é um presente que se permeia por toda a vida.   Fonte*: { Primeiros Mil Dias – Disponível em: https://bit.ly/3nvVAkD } Fonte**: { PubMed – Disponível em: https://bit.ly/34uCzWT }

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Estilo de Vida

É cada vez mais frequente a existência de estudos científicos que comprovam a relação da composição corporal equilibrada com a longevidade saudável dos indivíduos. Um estudo* publicado no American Journal of Clinical Nutrition demonstrou que homens de meia idade com índices equilibrados de gordura corporal e massa muscular esquelética tendem a ter uma melhor qualidade de vida durante o processo de envelhecimento.  No total, foram 1354 homens nascidos entre 1919 e 1934 participando do estudo. Em 1985 e 1986, quando os participantes tinham a idade média de 60 anos, foram calculados os índices de gordura corporal e massa muscular. Anos depois, em 2000 e 2007 (quando os participantes apresentavam idade média de 74 e 80 anos) foi percebido que aqueles que demonstravam maiores índices de massa muscular aos 60 anos (1985 e 1986) tiveram uma melhor qualidade de vida durante a velhice, com bons índices de funcionamento físico, vitalidade, sociabilidade e saúde em geral.  Durante o acompanhamento de 32 anos realizado para o estudo, 962 participantes faleceram e 281 atingiram os 90 anos de idade.  O fato interessante é que, de acordo com os autores, os indivíduos com maior massa muscular tiveram mais chances de alcançar os 90 anos, enquanto os participantes com maiores índices de gordura corporal apresentaram mais dificuldade de viver até os 90 anos de idade.  O estudo nos mostra a importância da manutenção de uma alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e a atenção médica sobre os declínios hormonais que podem prejudicar o ganho de massa muscular e colaborar com o aumento de gordura corporal. Fonte*: {American Journal of Clinical Nutrition Disponível em: https://bit.ly/354KyM2}

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Estilo de Vida

O FIB (Felicidade Interna Bruta) um indicador da ONU (Organização das Nações Unidas) criado como uma forma de complementar as medidas já tradicionais, como o PIB (Produto Interno Bruto), para medir o desenvolvimento de uma nação. O FIB nasceu em 1972, no Butão, um pequeno país do Himalaia, com o apoio do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), começou a colocar esse conceito em prática, e atraiu a atenção do resto do mundo com sua nova fórmula para medir o progresso de uma comunidade ou nação. Assim, o cálculo da “riqueza” deve considerar outros aspectos além do desenvolvimento econômico, como a conservação do meio ambiente e a qualidade da vida das pessoas. FIB é baseado na premissa de que o objetivo principal de uma sociedade não deveria ser somente o crescimento econômico, mas a integração do desenvolvimento material com o psicológico, o cultural e o espiritual – sempre em harmonia com a Terra. Um dos critérios de avaliação do FIB é justamente a preservação e o cuidado com o meio ambiente!!!Isso é um máximo e faz muito sentido! Afinal, o contato com a natureza nos conecta ao momento presente e nos aproxima de nós mesmos, além de gerar paz e tranquilidade! Desde a antiguidade já se discutia a importância da natureza para o bem-estar, o que estamos esperando para mudar nossos hábitos e preservar o nosso Lar? Fontes:http://www.felicidadeinternabruta.org.br/sobre.html https://www.infoescola.com/sociedade/felicidade-interna-bruta-fib

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