O IMPACTO DO CLIMATÉRIO NA SAÚDE EMOCIONAL FEMININA: UMA ABORDAGEM INTEGRATIVA
RESUMO Introdução: O climatério compreende o período de transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva na vida da mulher, com início geralmente por volta dos 40 anos e possível extensão até os 60 anos. Essa fase é marcada pela diminuição progressiva da produção dos hormônios esteroides ovarianos, como estradiol, progesterona e testosterona, podendo ocasionar alterações emocionais significativas e impactar negativamente a saúde mental feminina. Objetivo: Evidenciar o impacto do climatério na saúde emocional da mulher, com foco nas alterações hormonais e suas possíveis repercussões psicológicas, incluindo a emergência de sofrimento psíquico severo, como pensamentos autodestrutivos. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida de forma sistemática, com busca em bases de dados como PubMed, LILACS, PsycINFO e Scopus, utilizando descritores relacionados ao climatério, saúde emocional, transtornos de humor e fatores psicossociais. Foram incluídos estudos publicados entre 2021 e 2025, em português, inglês ou espanhol. Discussão: Os estudos analisados evidenciam que a queda dos níveis hormonais no climatério está associada a sintomas como irritabilidade, ansiedade, depressão e insônia. A literatura também aponta que as maiores taxas de mortalidade por suicídio feminino no Brasil se concentram entre mulheres de 40 a 69 anos, reforçando a relevância de se abordar os efeitos emocionais dessa fase com seriedade. Fatores psicossociais, como contexto familiar, apoio social e percepção de autoestima, agravam ou aliviam esse sofrimento. Conclusão: o climatério representa um período de vulnerabilidade emocional, marcado não apenas por alterações hormonais, mas também por desafios sociais e subjetivos. A abordagem multidisciplinar, envolvendo profissionais da medicina, psicologia, nutrição e enfermagem, mostra-se fundamental para um cuidado integral, visando minimizar os impactos negativos sobre a saúde emocional da mulher e promover bem-estar e qualidade de vida durante essa fase. AUTORIA Elaine Maia Alves Borges [Apreciar artigo]
CONSEQUÊNCIAS DA MUDANÇA DA FLORA INTESTINAL RELACIONADAS À MENOPAUSA: uma revisão integrativa
RESUMO Introdução: Com o envelhecimento da população feminina, as mulheres estão vivendo na menopausa por mais anos, que é considerada o marco do fim reprodutivo e do aumento de risco de doenças. Objetivo: relacionar a fisiologia dos sintomas da menopausa às mudanças da flora intestinal típicas dessa fase da vida. Metodologia: foi realizada uma revisão integrativa com trabalhos de 2013 a 2025 envolvendo a temática, resultando em 16 artigos. Resultado: Os achados mostram que a queda do estrogênio causa aumento da população de Firmicutes em relação à população de Bacteroidetes, o que resulta em: aumento de gordura abdominal, peso, risco cardiovascular, depressão e doenças neurológicas, infecções vaginais e ressecamento vaginal, constipação intestinal. Estudos também sugeriram que o tratamento com prebióticos e probióticos pode, sim, ajudar no tratamento e na prevenção de doenças. Conclusão: Apesar das limitações deste trabalho, sugere-se que o uso de prebióticos e probióticos na menopausa pode ser uma nova janela de oportunidade para melhora dos sintomas. AUTORIA Ana Carolina Boson [Apreciar artigo]