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Vitamina D e a sua importância para o organismo humano

Vitamina D e a sua importância para o organismo humano

A vitamina D é, na realidade, um pró-hormônio produzido a partir da ação do raio ultravioleta B na pele.

Entretanto, de acordo com a ciência, somente a exposição aos raios solares não oferece níveis adequados de Vitamina D para o organismo.

Nesse sentido, ao considerar a importância vital da Vitamina D para o pleno funcionamento da fisiologia humana, é necessário possibilitar e encorajar os indivíduos a respeito da importância do equilíbrio nos níveis desse pró-hormônio.

Para saber mais, basta seguir a leitura. 

Afinal, para que serve a Vitamina D?

A vitamina D, como esclarecido inicialmente, é na realidade um hormônio, que, consequentemente, possui funções amplamente relacionadas às atividades hormonais.

Suas duas principais formas são a vitamina D2 (ergocalciferol) e a vitamina D3 (colecalciferol). 

No fígado, a vitamina D3 é transformada em 25 hidroxi-vitamina D, sendo que essa é a vitamina D medida nos exames de sangue. No entanto, a forma ativa da vitamina D é o calcitriol, obtido a partir da transformação da 25 hidroxi-vitamina D nos rins.

Entretanto, as funções do pró-hormônio são muito mais amplas, abrangendo cerca de 80 funções de restauro e reparo no organismo humano.

É a partir da Vitamina D que se produz as catelicidinas, proteínas de alto poder antibiótico, capazes de neutralizar vírus, bactérias, fungos e parasitas.

Além disso, o hormônio D também é responsável pela ativação de mais de 3500 genes.

Nesse sentido, manter o seu equilíbrio e a sua ingestão equilibrados é de extrema importância para proporcionar suas funções benéficas ao organismo humano que, além de tudo, ocorrem juntamente com outros importantes hormônios que possibilitam saúde e qualidade de vida, como o estradiol, testosterona, progesterona e cortisol.

Durante a pandemia da Covid-19, a Vitamina D tornou-se muito popular, principalmente considerando os estudos que comprovam a sua eficácia no aumento da imunidade.

Segundo um estudo, realizado pela Universidade Médica de Chicago, pacientes com deficiência de Vitamina D (<20 ng/ml) obtiveram quase o dobro de probabilidade de teste positivo para Covid-19, comparados a pacientes com níveis equilibrados do hormônio.

Os pesquisadores analisaram 489 pacientes, medindo o seu nível de Vitamina D durante um ano anterior aos testes para o vírus.

Como é possível obter Vitamina D em níveis adequados?

Mesmo com a chegada do verão, época em que a população costuma expor-se por períodos maiores de tempo ao sol, é necessária a conscientização a respeito da ineficácia dos raios solares para oferecer níveis adequados de Vitamina D, bem como do próprio corpo em absorvê-la para seus fins de restauro e reparo.

Nesse sentido, além da exposição saudável aos raios solares, a obtenção de Vitamina D também necessita de outras origens, através da suplementação orientada por um profissional médico, de acordo com a necessidade individual.

A falta de Vitamina D é um problema de saúde que acomete indivíduos em todos os hemisférios.

De acordo com o American Journal of Clinical Nutrition, mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo são deficientes ou insuficientes em vitamina D. 

Segundo o  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maioria da população brasileira sofre com insuficiência de Vitamina D, considerando que o Brasil é um país de clima tropical e com incidência de raios solares muito mais alta do que em países europeus.

Outro dado, da Organização Mundial da Saúde, sinaliza que mais da metade da população mundial apresenta quantidades insuficientes do pró-hormônio.

Mesmo com esse conhecimento em pauta, as diretrizes internacionais estabelecidas são insuficientes e pecam na consideração da individualização de tal cálculo.

De acordo com um estudo realizado na Alemanha, a ingestão diária mais elevada do que propõem as diretrizes torna-se essencial para a manutenção dos níveis de Vitamina D no sangue, proporcionando que o pró-hormônio desempenhe suas funções e proporcione maior qualidade de vida.

Tais considerações foram obtidas através da revelação de taxas preocupantes de insuficiência da vitamina, direcionando os pesquisadores a elencar a ingestão diária de até 10 vezes mais elevada do que as diretrizes apontam. Os pesquisadores obtiveram as informações através da coleta de amostras de sangue de 1.343 indivíduos alemães, com idade entre 20 e 99 ano

Nesse sentido, a obtenção de Vitamina D em níveis adequados pode sofrer alterações, que devem ser consideradas durante o diagnóstico de um profissional capacitado e com conhecimentos em hormonologia.

A falta ou insuficiência nos níveis do pró-hormônio podem acarretar consequências para funções essenciais do organismo, relacionadas a seu crescimento e desenvolvimento.

São associadas à sua deficiência a fraqueza óssea, problemas cardíacos, diabetes, câncer, doenças cognitivas e autoimunes.

O que a ausência desse hormônio pode causar?

Por ser um hormônio essencial para o pleno funcionamento do organismo humano, a sua deficiência está relacionada a uma vasta sintomatologia, podendo afetar crianças e adultos de todos os hemisférios do mundo.

A deficiência de vitamina D na infância, por exemplo, envolve consequências relacionadas a baixa estatura, baixa densidade mineral óssea, raquitismo, alterações cognitivas, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Diabetes tipo 1.

Em adultos, a sintomatologia é ainda mais ampla, afetando diferentes aspectos relacionados ao bem-estar e qualidade de vida:

  • Alterações do sono;
  • Cansaço, adinamia, apatia; 
  • Fragilidade imunológica; 
  • Mialgia;
  • Artralgia; 
  • Distúrbios da fertilidade; 
  • Fragilidade das unhas e queda de cabelos; 
  • Distúrbios do metabolismo ósseo e do cálcio; 
  • Hiperparatireoidismo; 
  • Dislipidemia; 
  • Alterações cutâneas;
  • Síndrome metabólica; 
  • Neoplasias; 
  • Doenças cardiovasculares; 
  • Depressão; 
  • Diabetes tipo 2; 
  • Hipertensão; 
  • Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP); 
  • Enxaqueca; 
  • Depressão; 
  • Asma; 
  • Esquizofrenia; 
  • Infecções respiratórias.

Nesse sentido, evidencia-se a importância da manutenção e conscientização da população a respeito dos níveis adequados e a real forma de obtenção de Vitamina D para o organismo.