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O intestino como eixo central da inflamação sistêmica: implicações clínicas

Nas últimas décadas, o intestino deixou de ser compreendido apenas como um órgão digestivo para ocupar posição central na fisiopatologia de diversas condições clínicas.  Evidências científicas consistentes demonstram que a saúde intestinal exerce influência direta sobre processos inflamatórios sistêmicos, modulação imunológica, metabolismo, função hormonal e até sobre a integridade da barreira hematoencefálica. Na prática clínica contemporânea, compreender o intestino como eixo regulador da inflamação sistêmica tornou-se essencial para uma abordagem médica mais precisa, integrada e centrada nas causas do adoecimento, especialmente em quadros crônicos, multifatoriais e de difícil resolução. O intestino como órgão imunológico e metabólico O trato gastrointestinal abriga a maior concentração de tecido linfoide do organismo humano. Estima-se que uma parcela significativa, cerca de 70%, da atividade imunológica esteja direta ou indiretamente relacionada ao intestino, o que o posiciona como um órgão-chave na regulação da resposta inflamatória. Além disso, o intestino atua como: barreira seletiva entre o meio externo e o meio interno local de intensa comunicação neuroendócrina ambiente de interação metabólica com microrganismos comensais Alterações nesse ecossistema podem desencadear respostas inflamatórias persistentes, mesmo na ausência de sinais clínicos evidentes em exames convencionais. Microbiota intestinal e inflamação sistêmica A microbiota intestinal desempenha papel central na manutenção da homeostase imunológica. Em condições de equilíbrio, contribui para: produção de metabólitos anti-inflamatórios integridade da barreira intestinal regulação da resposta imune inata e adaptativa Quando ocorre disbiose, há um desequilíbrio na composição e na função dessa microbiota, favorecendo: aumento da permeabilidade intestinal ativação crônica do sistema imunológico produção excessiva de mediadores inflamatórios Esse estado inflamatório de baixo grau pode se perpetuar silenciosamente, impactando múltiplos sistemas do organismo. A barreira intestinal e o conceito de permeabilidade aumentada A integridade da mucosa intestinal é fundamental para impedir a translocação de antígenos, toxinas e fragmentos bacterianos para a circulação sistêmica. Quando essa barreira é comprometida, ocorre um aumento da permeabilidade intestinal, permitindo que substâncias potencialmente inflamatórias alcancem o meio interno. Clinicamente, esse mecanismo está associado a: inflamação sistêmica persistente ativação imunológica crônica maior risco de disfunções metabólicas, hormonais e autoimunes Muitas vezes, esse processo não é detectado por exames laboratoriais de rotina, o que reforça a importância da avaliação clínica criteriosa e do raciocínio fisiopatológico integrado. Implicações clínicas da inflamação intestinal crônica A inflamação sistêmica sustentada por disfunções intestinais pode estar associada a uma ampla gama de manifestações clínicas, como: fadiga persistente distúrbios metabólicos alterações hormonais queixas neurocognitivas maior suscetibilidade a doenças crônicas Na prática, tratar apenas o órgão-alvo do sintoma, sem investigar o intestino como possível eixo central do processo inflamatório, tende a gerar respostas terapêuticas parciais ou transitórias. Leia mais sobre Doença autoimune: o que é e qual sua relação com a saúde intestinal A importância da avaliação clínica integrada A abordagem do intestino na prática clínica não deve ser reducionista nem protocolar. Mais do que identificar alterações isoladas, é fundamental: correlacionar sintomas sistêmicos avaliar hábitos alimentares e estilo de vida considerar fatores como estresse, sono e ritmo biológico integrar achados clínicos e laboratoriais Essa leitura ampliada permite compreender o intestino não como causa única, mas como elemento central dentro de uma rede fisiológica interdependente. Estratégias clínicas voltadas ao eixo intestino-inflamação A atuação clínica sobre o eixo intestino-inflamação envolve, prioritariamente, intervenções que favoreçam a restauração da homeostase intestinal, tais como: ajustes alimentares individualizados modulação do estilo de vida suporte à integridade da mucosa intestinal redução de estímulos inflamatórios persistentes Essas estratégias devem sempre ser conduzidas com base em avaliação médica criteriosa, respeitando a individualidade biológica de cada paciente e evitando abordagens simplistas ou generalistas. O intestino como ponto de partida, não como único foco É importante ressaltar que o intestino não deve ser encarado como a explicação universal para todos os quadros clínicos. Entretanto, ignorar seu papel central na regulação inflamatória significa, muitas vezes, perder uma oportunidade valiosa de compreender as causas profundas do adoecimento. A boa prática médica se sustenta justamente na capacidade de integrar sistemas, reconhecer interações fisiológicas e evitar tanto o reducionismo quanto os modismos. Volte o olhar para o intestino Compreender o intestino como eixo central da inflamação sistêmica representa um avanço significativo na prática clínica contemporânea. Essa visão amplia o raciocínio médico, fortalece a soberania da clínica e contribui para uma abordagem mais ética, científica e centrada no paciente. Na SOBRAF, defendemos o aprofundamento contínuo da fisiologia como base para decisões clínicas mais seguras, integradas e alinhadas à complexidade do organismo humano. Conheça mais sobre os benefícios que oferecemos para médicos.  

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Cuidar do fígado também significa bem-estar
Integrativa em Foco

O fígado é um órgão vital para a saúde de um indivíduo, por isso cuidar do fígado também significa bem-estar.  O fígado é um centro crítico para vários processos fisiológicos.  Ele é responsável por controlar a absorção de substâncias, o que inclui a eliminação de substâncias tóxicas e a produção da bile, um produto essencial para a digestão de gorduras. Contudo, suas funções não param por aí.  Continue a leitura e compreenda porque cuidar do fígado está ligado ao bem-estar.  Afinal, por que cuidar do fígado é tão importante?  Segundo a literatura científica, o fígado é um órgão essencial para vários processos fisiológicos.  Processos tais como metabolismo de macronutrientes, regulação do volume sanguíneo, suporte do sistema imunológico, controle endócrino das vias de sinalização do crescimento, homeostase de lipídios e colesterol e a quebra de compostos xenobióticos, incluindo muitos medicamentos atuais Além disso, a capacidade do fígado de armazenar glicose na forma de glicogênio, com alimentação, e montar glicose pela via gliconeogênica, em resposta ao jejum, é também essencial. Finalmente, fígado é um dos principais manipuladores do metabolismo de proteínas e aminoácidos, pois é responsável pela maioria das proteínas secretadas no sangue, pelo processamento de aminoácidos para energia e pela eliminação de resíduos nitrogenados da degradação de proteínas na forma de metabolismo da ureia. Em termos de desenvolvimento, este órgão surge como resultado de um complexo programa de diferenciação que é iniciado por gradientes de sinais exógenos, pistas de localização celular e uma intrincada hierarquia de fatores de transcrição.  Esses processos que são totalmente desenvolvidos no fígado maduro são imperativos para a vida. Diante desta perspectiva, a importância deste órgão é evidenciada pela sua funcionalidade essencial para o cumprimento da vida.  Sendo assim, é imperativo o cuidado com o fígado a fim de evitar sua insuficiência ou complicações mais graves.  Segundo dados do Ministério da Saúde, a estimativa é que 30% da população brasileira apresenta esteatoses hepáticas e que aproximadamente metade dos portadores possa evoluir para formas mais graves da doença. Um estudo recente constatou que o alto grau de fígado gorduroso não alcoólico, bem como doença hepática gordurosa não alcoólica, está associado ao aumento do risco de Síndrome do Intestino Irritável incidente.  Afinal, como cuidar do fígado?  Um fígado saudável pode proporcionar qualidade de vida e saúde.  Revimos a sua importância e funcionalidade no organismo, contudo, é sempre bom relembrarmos os cuidados recomendados.  Segundo o Ministério da Saúde, os primeiros sinais e sintomas de problemas no fígado são a dor abdominal do lado direito e a barriga inchada.  Além desses sintomas, também pode ocorrer cor amarelada na pele e nos olhos, urina amarela com cheiro forte ou escura, enjoos e tonturas com muita frequência, cansaço sem razão aparente, surgimento de hematomas após pancadas leves, falta de apetite, fezes de cor amarelada, esbranquiçada ou cinzenta. Para manter o fígado saudável e manter o funcionamento correto, evitando danos irreversíveis para a sua função, é imprescindível: Ter uma dieta saudável; Evitar bebidas alcoólicas; Praticar atividades físicas – que ajudará a manter o peso ideal e evitar complicações como diabetes, colesterol alto e obesidade; Não tomar medicamentos em excesso e sem orientação médica, além de anabolizantes. Ainda recomenda-se um check-up completo para detectar possíveis enfermidades no fígado, bem como de outras doenças. Há um grande número de exames laboratoriais disponíveis comercialmente que têm utilidade na avaliação do paciente com suspeita de doença hepática ou na investigação da sua causa. Os exames podem ser classificados, de modo didático, em: Hemograma; Exame de função hepática; Exame de coagulação do sangue; Exame de hepatite viral; Exame de ureia e creatinina. É importante ficar atento com a saúde do fígado para que seja possível preservar a qualidade de vida de todos os indivíduos.  Dessa forma, é importante sempre relembrarmos da relação médico-paciente para poder manter uma boa rotina médica que possibilite maior cuidado personalizado com a saúde de cada paciente. 

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A importância da hormonologia para a saúde do seu paciente
Integrativa em Foco

A hormonologia é a ciência que estuda o papel dos hormônios no corpo humano.  Apesar da sua importância, é uma área ainda pouco explorada e, muitas vezes, pouco considerada pela área da medicina.  Esse campo de pesquisa busca compreender os processos que regulam nosso bem-estar, nossas rotinas, nosso sono, nossa capacidade produtiva, sexual e digestiva.  Afinal, os hormônios constituem parte importante do nosso organismo, possibilitando o bom funcionamento do nosso corpo.  Eles constituem uma substância tão universal e vital, que a sua observação pode ser usada tanto para tratar patologias, quanto para promover a saúde, bem-estar e qualidade de vida dos indivíduos. Continue a leitura e entenda a importância da hormonologia para a saúde do seu paciente.  Afinal, qual a importância da hormonologia para a saúde do seu paciente? Os hormônios são fundamentais para a vida – eles regem ela! Eles trabalham em sinfonia e são os responsáveis por controlar os processos físicos e psicológicos nas diferentes fases da nossa vida.  Suas funções são importantes para o metabolismo, crescimento, disposição, fertilidade, desejo sexual, bem-estar e diversos outros setores do organismo. As alterações hormonais podem tanto ser a causa, como a consequência de inúmeras patologias — que, muitas vezes, passam anos despercebidas.  É o caso, por exemplo, do hipotireoidismo, endometriose, síndrome dos ovários policísticos (SOP), entre tantas outras que provocam desequilíbrios hormonais. Neste sentido, a compreensão da hormonologia permite ao profissional uma melhor compreensão a respeito do funcionamento do corpo humano, o que facilita a busca de causas baseando-se  na sintomatologia do paciente.  Além disso, esse conhecimento possibilita que o profissional tenha a capacidade de prevenir, tratar e fortalecer a saúde dos pacientes por meio do Tratamento de Reposição Hormonal (TRH), promovendo uma expansão da longevidade mais saudável para o indivíduo em questão.  Por exemplo, um estudo realizado por cientistas da Universidade de Bristol, analisou os benefícios da reposição hormonal de cortisol e mostrou melhoras significativas na função cognitiva dos pacientes participantes do estudo.  As descobertas se tornam importantes para auxiliar pacientes com insuficiência adrenal, uma consequência do declínio do cortisol no organismo humano. Hormonologia: o estudo sobre o corpo humano e seus hormônios A Hormonologia é a ciência que se interessa pelos hormônios, que busca entender seu papel no corpo, seu funcionamento e também os distúrbios causados quando sua produção se esgota ou sofre redução. Os hormônios são substâncias químicas sintetizadas pelas glândulas endócrinas, como a tireóide, pituitária, dos ovários e testículos, entre outras.  O hipotálamo e a hipófise são as duas glândulas cerebrais que, sozinhas, controlam todas as secreções hormonais no corpo.  Portanto, é responsabilidade deste processo o controle, reparação e ativação de quase todas as funções essenciais, tais como:  Metabolismo; Crescimento; Regulação da temperatura corporal; Fome; Sede; Sono; Puberdade; Ciclo menstrual feminino; Gravidez; Amamentação; Comportamento sexual; Emoções. Com os estímulos enviados, o hipotálamo responde liberando hormônios.  Em resposta a um determinado sinal tais como desidratação ou estresse, por exemplo, essas glândulas liberam suas secreções no sangue. Isso as transporta para órgãos-alvo para estimular ou inibir uma resposta específica – reabsorção de água pelos rins, liberação de açúcar e aumento na pressão arterial. Os hormônios são vitais para a saúde do ser humano Como foi possível compreender, os hormônios controlam a maioria das funções essenciais do corpo humano, incluindo todos os processos metabólicos, reprodução, crescimento, regulação da sede ou do sono. E também a resposta do corpo ao estresse.  Diante disto, a hormonologia é uma área essencial à prática médica, afinal, compreender o papel dos hormônios e como eles agem no corpo humano, é fundamental para tratarmos as mais variadas patologias. Dessa forma, não só o médico, mas todo profissional da área da saúde deve buscar conhecimento sobre a área da hormonologia, com o intuito de  mudar sua percepção em relação à saúde integrada de um paciente.

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Exercício físico e sua influência na prevenção de patologias
Estilo de Vida

A prática de exercícios é sempre um bom caminho a seguir para obter uma vida de qualidade.  Durante a prática de exercícios não são somente os músculos que são afetados. Atividades físicas podem resultar em alterações no cérebro e no organismo como um todo. Essas alterações trazem inúmeros benefícios para a saúde metabólica, cardiovascular e imunológica de um indivíduo. Além disso, os efeitos que a atividade física proporciona ao corpo são fascinantes, o que direciona para diversas pesquisas e novas descobertas na área.  Continue a leitura e compreenda mais sobre o exercício físico e a sua influência na prevenção de patologias. Afinal, qual o papel do exercício físico na saúde do ser humano? Não é segredo que a prática de exercícios é sinônimo de viver bem.  Quando praticamos atividade física, o aumento da frequência cardíaca promove a oxigenação do cérebro, estimulando o fluxo sanguíneo no local.  Isso estimula o cerebelo, responsável pela coordenação motora, e também aumenta a atividade no hipocampo, associado à memória e ao aprendizado. Além disso, estudos indicam que esse hábito contribui também para a neurogênese, ou seja, a formação de novos neurônios.  Isso proporciona ao corpo uma otimização cerebral que pode ajudar na prevenção de patologias como Depressão, Parkinson, Alzheimer e Acidente Vascular Cerebral (AVC). No entanto, a prática de exercícios físicos também traz mudanças em nível molecular.  Um estudo de 2020, constatou que quase dez mil moléculas são alteradas durante e após a atividade física, que envolvem processos relacionados ao metabolismo energético, estresse oxidativo, inflamação, reparação de tecido, resposta do fator de crescimento e caminhos regulatórios. E as descobertas não param por aí! Um outro estudo, liderado pela Universidade de Melbourne, mostrou que diferentes tipos de exercício alteram as moléculas em nossos músculos de maneiras diferentes. Isso resultou na descoberta de um novo gene que promove a força muscular: o gene C18ORF25. Quando ativado pela atividade física, ele apresenta potencial para o desenvolvimento de tratamentos terapêuticos para imitar alguns dos benefícios do exercício. A identificação do novo gene leva os pesquisadores a crer que tal descoberta pode afetar a forma como lidamos com o envelhecimento saudável, doenças de atrofia muscular, ciência do esporte e até mesmo a pecuária e a produção de carne.  Isso porque promover a função muscular ideal é um dos indicadores para a promoção da saúde na população em geral. Existe uma quantidade limite de exercício físico? O exercício induz redes de sinalização para melhorar a função muscular e conferir benefícios à saúde. Ele por si só é uma das primeiras indicações na prevenção de patologias.  No entanto, tudo tem um limite.  Existe um ponto em que o exercício, que geralmente beneficia a saúde, pode trazer sérias consequências para aquele que pratica.  O excesso ou desempenho inadequado podem ter efeito reverso e causar complicações na saúde.  Um artigo, publicado no jornal The New York Times,  explica como essa relação acontece.  Ao se exercitar, seu corpo responde ficando em forma, mais forte e mais rápido. Essas melhorias não acontecem durante o treino em si, mas ocorrem durante o período de recuperação.  É quando seu corpo repara os danos causados ​​por exercícios intensos, como micro rasgos em suas fibras musculares e faz adaptações, como aumentar as mitocôndrias produtoras de energia em suas células. Enquanto que o seu corpo for capaz de acompanhar esse trabalho de reparo, seus treinos continuarão ajudando seu desempenho.  Contudo, quando o estresse dos treinos se acumula, além de sua capacidade de recuperação, você entra na zona do excesso, conhecida na comunidade esportiva como overtraining.  Não há uma medida específica de até onde o treino é benéfico, porque essa variação depende das particularidades físicas, objetivos com o exercício e estado mental de cada pessoa.  Por isso, recomenda-se buscar acompanhamento de um profissional de confiança da área para garantir que as práticas permaneçam benéficas à saúde e proporcionem resultados positivos. O corpo humano não foi feito para ficar parado Desde os primórdios da humanidade, o ser humano utiliza a atividade física para sobreviver.  Com as mudanças no mundo, porém, o nomadismo ficou para trás e o sedentarismo entrou em cena.  Contudo, o nosso físico não foi feito para permanecer parado por longos períodos, e isso se evidencia cada vez mais.  Segundo um estudo brasileiro, publicado na revista American Journal of Preventive Medicine, permanecer sentado mais de três horas por dia está diretamente associado a 3,8% dos óbitos por todas as causas no mundo.  O mais grave nessa pesquisa é que a estatística inclui mesmo quem se exercita com regularidade. Ou seja, mesmo que você pratique exercícios físicos de maneira regular, permanecer sentado em demasia ainda pode representar danos à sua saúde.  Além das comuns dores nas costas – na lombar, no pescoço, nos ombros -, ficar tempo demais sentado aumenta os riscos de diabetes, obesidade, trombose venosa profunda, doenças cardiovasculares e síndrome metabólica. Segundo um artigo, publicado pela Harvard Medical School, os pesquisadores não sabem ao certo por que ficar sentado por muito tempo apresenta consequências tão prejudiciais à saúde.  Contudo, uma explicação possível é a constatação de que, permanecer em uma posição de descanso, pode relaxar seus maiores músculos.  Quando os músculos relaxam, eles absorvem pouca glicose do sangue, aumentando o risco de diabetes tipo 2, por exemplo E, como pudemos perceber, nem aqueles que se exercitam conseguem fugir da realidade.  Embora o exercício regular seja sempre recomendado, ele não compensa completamente todos os riscos para a saúde que ficar muito

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Conheça mais sobre a importancia da reposição
Integrativa em Foco

  Muito se fala a respeito da necessidade de manutenção de vitaminas em nosso corpo, porém você sabe qual a real importância da reposição vitamínica?  Muitas substâncias necessárias para o bom funcionamento do corpo não são produzidas pelo organismo, e por isso, devem ser consumidas na alimentação ou suplementadas. No Brasil, dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais (Abiad) mostram que, em 2020, 59% das casas brasileiras tinham pelo menos uma pessoa consumindo vitaminas suplementares. Considerando tal cenário, elucida-se a importância de, perante a tantos ataques à nossa saúde, cada vez mais cuidados são necessários para mantermos o nosso bem-estar.  Continue a leitura para compreender melhor a importância da reposição vitamínica para a saúde.  Afinal, qual a importância da reposição vitamínica? São diversos os fatores do dia a dia que podem fazer com que a alimentação fique carente de nutrientes essenciais para manter o organismo em bom funcionamento.  Sejam macros ou micronutrientes, uma alimentação balanceada é essencial para a manutenção de diversos nutrientes, tais como as vitaminas.  No entanto, levando em consideração o estilo de vida moderno e também as quantidades presentes nos alimentos, não é acaso que para suprir os valores nutricionais que o corpo necessita, muitas pessoas recorrem à suplementação vitamínica, visando melhorar a qualidade da saúde e prevenir doenças. As vitaminas são compostos bioquímicos que impactam o funcionamento do metabolismo, a produção de hormônios e atividades celulares, como o transporte e ligação com outras substâncias.  A reposição de vitaminas é um aspecto importante dos cuidados com a nutrição humana: um processo que envolve a aplicação de exames periódicos para medir as proporções de vitaminas, a consequente adaptação da dieta e implementação de tratamento.  A suplementação pode trazer inúmeros benefícios à saúde, como a melhora no condicionamento físico e mental, bom humor e sensação de bem-estar, ganho de massa muscular, perda de gordura e aumento da expectativa de vida.  Contudo, ela deve ser pautada de acordo com as necessidades nutricionais de cada indivíduo, considerando sua faixa etária, histórico alimentar e preexistência de doenças. Para que isso aconteça, é essencial contar com um profissional com conhecimentos em hormonologia e suplementação vitamínica, a fim de que sejam avaliadas as necessidades e proposto o tratamento mais eficaz para o indivíduo em questão. Compreenda o papel das vitaminas no organismo humano As vitaminas são indispensáveis para o bom funcionamento do organismo.  Sabendo disso, não são poucos os estudos feitos com o direcionamento de entender o verdadeiro papel das vitaminas no organismo.  Além dos benefícios mais conhecidos como: vitamina A para a saúde da pele, vitamina C para fortalecer o sistema imunológico e vitamina D para prevenir depressão, foram encontradas outras funcionalidades das vitaminas que são importantes para o corpo.  Por exemplo, segundo estudos realizados pelo Institute for Functional Medicine, na Flórida, mais de 40% dos casos de depressão são causados pela falta de vitamina B9 no organismo.  Tal vitamina age como cofator na produção de serotonina, um neurotransmissor importante, não somente para garantir o bom humor, mas que também desempenha uma tarefa essencial na conexão cérebro-intestino. Uma pesquisa brasileira recente encontrou evidências de que a suplementação de vitamina E tem um efeito protetor contra danos musculares – induzidos pelo exercício (EIMD), através da possível inibição da formação radical livre e estabilização da membrana celular. Outra vitamina que também é objeto de muitas pesquisas é a vitamina D, conhecida popularmente como a vitamina do sol. Uma pesquisa publicada no British Journal of Dermatology revelou que bebês tinham um risco menor de desenvolver eczema atópico no primeiro ano se suas mães tomassem 1.000 unidades internacionais (UI) de vitamina D por dia, desde a 14ª semana de gravidez até o nascimento.  O efeito foi particularmente observado em bebês que foram posteriormente amamentados por mais de um mês. A cada ano,é cada vez mais compreendido o papel dessas substâncias no nosso organismo e como elas podem nos ajudar a caminhar rumo a qualidade de vida.  Como funciona a reposição vitamínica? Sabemos que vitaminas são substâncias que o organismo extrai de alimentos e de alguns hábitos do nosso dia a dia, como tomar sol.  No entanto, somente esses hábitos rotineiros não conseguem suprir a necessidade nutricional que o nosso organismo precisa para nos manter saudáveis, além de tais fontes não fornecerem quantidades suficientes das vitaminas em questão. Portanto, uma boa solução para poder manter o corpo saudável, é combinar uma alimentação equilibrada e completa com a suplementação de vitaminas.  A reposição vitamínica, quando necessária, pode ser feita de forma oral (gotas ou comprimidos) diária ou semanalmente. Em alguns casos também pode ser feita mensalmente de forma injetável. Contudo, esse método exige avaliação e acompanhamento médico.  Afinal, é um tratamento individualizado que pode variar conforme hábitos pessoais e histórico médico. Assim, pode-se manter o nível adequado de vitaminas ingeridas, garantindo a absorção correta das substâncias no organismo. 

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O sono de má qualidade pode influenciar na incidencia de doenças
Integrativa em Foco

Não é incomum ouvirmos sobre as dores no corpo ou fadiga por causa de uma noite mal dormida, no entanto, quais os efeitos do sono de má qualidade na saúde de um indivíduo?  O sono de qualidade é considerado um dos três pilares para alcançar uma vida de qualidade.  Contudo, cada vez mais pesquisas comprovam que uma noite mal dormida pode trazer malefícios bem mais graves do que somente fadiga mental no dia seguinte.  Quanto mais a privação de sono torna-se algo recorrente no cotidiano do paciente, maior se torna o risco que ele corre de desenvolver patologias graves.  Para entender os efeitos do sono de má qualidade na saúde, continue a leitura.  Afinal, quais são os efeitos do sono de má qualidade? Segundo a Associação Mundial de Medicina do Sono, os problemas de sono constituem uma epidemia global que ameaça a saúde e a qualidade de vida de mais de 45% da população mundial.  Infelizmente, cada vez mais é normalizado o sono de má qualidade. Às vezes até romantizado e levado como recorde e motivo de orgulho, principalmente entre os jovens.  Os adolescentes (desde o início da puberdade até os 21 anos de idade) são a subpopulação mais cronicamente restrita ao sono em todo o desenvolvimento humano.  Dados de todo o mundo sugerem que os adolescentes dormem muito tarde e muito pouco, o que sustenta o fato acima citado. Em artigo publicado na Nature Reviews Psychology é analisado que, embora os problemas do sono tenham sido considerados um sintoma da depressão na adolescência, evidências emergentes sugerem que as dificuldades do sono surgem antes da depressão.  Dois terços dos adolescentes deprimidos têm pelo menos um transtorno comórbido.  Depois dos distúrbios do sono, a ansiedade é o problema de saúde mental comórbido mais comum em adolescentes com depressão Um artigo feito pela Royal Society for Public Health, em conjunto com a University of Oxford, consta que quem tem maior privação de sono corre um risco muito mais alto de desenvolver doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e, como dito antes, depressão. Evidências reunidas durante a pesquisa concordam: o sono desempenha um papel fundamental na proteção de doenças graves. Dentre os problemas com a nossa saúde e bem-estar, os acidentes relacionados com o sono são uma das principais causas de lesões e morte. Além do fato de que dormir mal aumenta o risco de doenças crônicas, incluindo pressão alta, diabetes, depressão, câncer, ataque cardíaco e acidente vascular cerebral.  A má qualidade do sono também está relacionado à obesidade em crianças e adultos e à redução da qualidade de vida e morte precoce. Em idosos, também pode estar relacionado ao declínio cognitivo. Apesar de todas essas evidências, o número de pessoas que não dormem o suficiente é cerca de 4 em cada 10. Enquanto 1 em cada 5 pessoas dorme mal na maioria das noites. Hoje, o sono de má qualidade representa o segundo problema de saúde mais comum de queixa após a dor. Compreenda a importância do sono para a saúde Assim como existem consequências nocivas para a saúde, devido ao sono de má qualidade, quando respeitamos o ciclo do sono e conseguimos uma boa noite de sono, podemos obter inúmeros benefícios para a nossa vida. Afinal, dormir bem é essencial para a manutenção da nossa saúde. Entretanto, muito se discute a respeito do correto número de horas ou até mesmo sobre a hora certa para dormir e acordar, a fim de garantir um sono de qualidade. Uma base importante para um sono de qualidade é o respeito ao ciclo circadiano, também chamado de ritmo circadiano – o mecanismo responsável por regular as ações do organismo humano de acordo com o dia e a noite. Respeitar o ritmo circadiano é fundamental para a qualidade de vida. Além de proporcionar o descanso necessário, obter um sono de qualidade pode trazer benefícios à longo prazo, como por exemplo a manutenção do sistema imunológico, auxiliando na proteção do corpo contra possíveis ataques, ou até mesmo o gerenciamento de estresse, afinal, estar descansado para enfrentar a rotina de trabalho com energia e disposição facilita a realização de tarefas cotidianas. Dicas para ter um sono de qualidade Como foi possível compreender, os efeitos do sono de má qualidade na saúde de um indivíduo são muitos, assim como os efeitos de uma noite bem dormida são também. Afinal, o nosso corpo precisa do sono não somente para descansar, mas para funcionar plenamente ao longo do dia. Então, confira algumas dicas para ter um sono de qualidade.  Dica #1 – Ambiente propício  Segundo os pesquisadores, a luz ambiente possui efeito significativo sobre os níveis de melatonina no organismo, afetando diretamente a qualidade e quantidade de sono do indivíduo, além de afetar a pressão arterial e a regulação dos níveis de glicose. A exposição à luz durante a noite prejudica a produção de melatonina, encurtando a sua duração em cerca de 90 minutos, de acordo com estudo. Isso significa que, até no máximo às 23h, um indivíduo deve deitar em um ambiente tranquilo e totalmente escuro. Afinal, qualquer influência relacionada à luz, como abajures, celular e outras luzes no quarto podem acarretar problemas relacionados ao sono. Dica #2 – Mantenha uma alimentação saudável A nossa alimentação pode afetar a qualidade do sono, seja negativa ou positivamente. De acordo com um estudo, consumir alimentos muito próximo ao horário de dormir afeta a qualidade do sono de indivíduos considerados saudáveis. Alimentos processados, com muito

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cuidar-da-saude-intestinal-para-cuidar-da-saude-de-todo-o-corpo
Integrativa em Foco

Você sabe qual o papel da alimentação para a qualidade de vida do ser humano?  Se alimentar bem não serve somente para estar em boa forma, há razões científicas para ser tão pedido esse hábito. Afinal, uma boa alimentação leva a um bom funcionamento do intestino.  Além de ser um órgão fascinante, o intestino possui uma função vital para a manutenção da qualidade de vida. Ele possui neurônios e aloja trilhões de bactérias, boa parte delas envolvida em processos cruciais ao organismo.  Não é à toa que é chamado de segundo cérebro, não é mesmo?  Entretanto, qual o papel do segundo cérebro para o pleno funcionamento do organismo humano? Acompanhe a leitura e entenda ao longo do artigo. Afinal, o que é a conexão cérebro-intestino? No livro,  “A Incrível Conexão Intestino Cérebro”, de Camila Rowlands, a autora explica que nunca antes havia sido visto tão claramente que o medo, a ira, o amor, a felicidade, a paz de espírito, o equilíbrio emocional são assuntos “das vísceras”. Ou seja, nossas emoções estão atreladas ao nosso intestino.  Rowlands explica que, há poucos anos atrás acreditava-se que o comando absoluto sobre o resto dos órgãos era exercido pelo cérebro, que desde o alto dirigia, por exemplo, a atividade intestinal.  Contudo, hoje se sabe que o intestino tem o mesmo grau de importância que o cérebro cranial, possuindo plena independência dos processos intestinais que são vitais para o bom funcionamento de todo o corpo.  “O intestino é, literalmente, nosso segundo cérebro”. A partir da descoberta científica dessa importante relação, facilitou-se o processo da compreensão da medicina a respeito das ligações entre o sistema digestivo e as reações emocionais e oscilações de humor de um indivíduo, além do contexto geral da saúde de um indivíduo. Na verdade, o intestino por si só não é considerado o segundo cérebro, mas sim, todo o Sistema Nervoso Entérico.  Afinal, ele possui mais de 500 milhões de neurônios que revestem o trato gastrointestinal do esôfago até o reto, suficiente para formar um sistema nervoso próprio, responsável por coordenar tarefas como a liberação de substâncias digestivas e os movimentos que estimulam o bolo fecal a ser expelido, além da produção e liberação de diversos mensageiros químicos.  Os mais de 30 neurotransmissores produzidos no órgão, entre eles a serotonina – um dos hormônios do famoso “quarteto da felicidade” -, são encarregados por transmitir informações dentro do próprio sistema e com o resto do corpo, estabelecendo uma comunicação eficiente entre o intestino e o cérebro.  Essa conexão é possibilitada a partir da ligação direta entre o intestino e o encéfalo através do nervo vago, estrutura que passa pelo tórax e liga o sistema gastrointestinal à cabeça.  Em resumo, ela funciona como uma via de mão dupla, o que explica o porquê podemos sentir frio na barriga ou vontade de urinar, em frente a uma situação de estresse ou nervosismo.  Além disso, no intestino também se encontra a chamada Microbiota, objeto de muitos estudos recentes.  A microbiota intestinal, também chamada de flora intestinal, é um conjunto de micro-organismos – não só bactérias – que vivem no trato gastrointestinal humano.  Considerado o maior reservatório de microrganismos, o intestino mantém um estado de simbiose com as bactérias presentes no nosso organismo.  É por isso que, ao contrário do que se esperava, esses organismos não nos adoecem, pois nessa relação tanto eles quanto nós saímos ganhando.  A função da microbiota é auxiliar em vários processos, como, por exemplo, no processo de digestão de alimentos.  Além de monitorar o desenvolvimento dos micro-organismos que causam doenças. Ela tem influência direta na imunidade, cognição e saúde em geral.  Hábitos ruins no geral, podem afetar o intestino e seu funcionamento, mas a alimentação incorreta o atinge diretamente, desregulando seus processos e trazendo consequências para os outros processos do corpo humano.  Alimentação saudável é o suficiente para viver com qualidade? Segundo um estudo, que buscou entender a função das bactérias presentes no intestino na saúde, possuir grande variedade de tipos de bactérias intestinais pode melhorar o desempenho de funções essenciais para o corpo humano nas quais a microbiota tem influência.  Além disso, de acordo com os pesquisadores, a presença de tais bactérias também favorece melhorias nos sintomas de depressão, ansiedade e até mesmo outros distúrbios relacionados ao humor. Dessa maneira, é possível compreender que um intestino saudável, consequentemente, contribui para uma maior qualidade de vida. Da mesma forma, ao manter hábitos não saudáveis, contribui-se negativamente para a saúde da microbiota intestinal e interfere-se de maneira prejudicial no funcionamento de todos os sistemas do corpo. Nesse sentido, impera a necessidade de focar em condutas benéficas para a saúde do intestino e, consequentemente, de todo o corpo. Melhorar hábitos alimentares como evitar dietas restritivas, mastigar bem os alimentos, consumir regularmente alimentos probióticos e prebióticos e evitar o consumo de glúten, são algumas mudanças que são boas práticas para começar a melhorar a saúde intestinal.  Entretanto, é importante lembrar que existem outras condutas que podem influenciar a saúde desse órgão, como: sono desregulado, exercício em excesso, estresse descontrolado e consumo exagerado de álcool são apenas alguns exemplos de hábitos não diretamente relacionados com o intestino, mas que podem prejudicá-lo.  Além disso, manter um cronograma de consultas com um profissional médico é essencial, para reposição hormonal e avaliação do paciente de maneira integrada.

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