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Inflamação crônica de baixo grau: quando o exame não mostra, mas o corpo sente

A inflamação é um mecanismo fisiológico essencial à sobrevivência. Trata-se de uma resposta adaptativa do organismo frente a agressões, infecções ou lesões, com o objetivo de restaurar a homeostase. No entanto, quando esse processo inflamatório deixa de ser agudo e resolutivo e passa a se manter de forma persistente, silenciosa e mal compensada, surge um fenômeno cada vez mais reconhecido na prática clínica: a inflamação crônica de baixo grau. Diferentemente das inflamações clássicas, esse estado inflamatório não costuma se manifestar por sinais exuberantes nem por alterações laboratoriais evidentes. Ainda assim, seus efeitos são profundos, cumulativos e diretamente relacionados ao desenvolvimento de diversas doenças crônicas modernas. É nesse contexto que a clínica, e não apenas os exames, torna-se ferramenta central para identificação e manejo dessa condição. O que é inflamação crônica de baixo grau? A inflamação crônica de baixo grau caracteriza-se por uma ativação persistente do sistema imunológico, com liberação contínua de mediadores inflamatórios em níveis discretos, porém biologicamente relevantes. Trata-se de um estado de desorganização fisiológica que não atinge o limiar clássico de doença inflamatória, mas que interfere de forma progressiva no metabolismo, na função hormonal, na imunidade e na sinalização celular. Esse tipo de inflamação está fortemente associado a condições como: resistência à insulina obesidade visceral síndrome metabólica doenças cardiovasculares declínio cognitivo distúrbios hormonais processos autoimunes envelhecimento acelerado Por que os exames muitas vezes “não mostram”? Um dos maiores desafios da inflamação crônica de baixo grau é justamente o seu caráter subclínico, ou, como preferimos chamar, sublaboratorial. Exames laboratoriais tradicionais costumam ser interpretados a partir de faixas de referência que identificam inflamações agudas ou doenças já estabelecidas. Estados inflamatórios sutis, porém persistentes, frequentemente permanecem dentro dos limites de normalidade estatística, ainda que fora do ideal fisiológico. Isso leva a um erro comum na prática clínica, que é considerar o paciente “normal” apenas porque seus exames não apresentam alterações marcantes, mesmo diante de um conjunto consistente de sinais e sintomas. Marcadores laboratoriais que podem sinalizar inflamação silenciosa Embora nenhum exame isolado seja diagnóstico, alguns marcadores podem funcionar como sinais indiretos de inflamação crônica de baixo grau quando analisados de forma integrada e contextualizada clinicamente. Ferritina Além de marcador de estoque de ferro, a ferritina é uma proteína de fase aguda. Elevações persistentes, especialmente quando não justificadas por sobrecarga de ferro, podem refletir inflamação crônica, estresse oxidativo ou disfunção metabólica. Proteína C-reativa (PCR) A PCR é um marcador clássico de inflamação. Mesmo valores considerados “normais”, porém persistentemente elevados, podem indicar ativação inflamatória crônica quando correlacionados com clínica e outros achados. Ácido úrico Embora tradicionalmente associado à gota, o ácido úrico também se relaciona com inflamação, estresse oxidativo e disfunção metabólica. Níveis elevados ou em ascensão progressiva podem refletir um ambiente inflamatório e metabólico desfavorável. Gama-glutamiltransferase (GGT) A GGT é frequentemente subestimada. Alterações discretas podem sinalizar estresse oxidativo, inflamação hepática subclínica e impacto metabólico de hábitos de vida inadequados, mesmo na ausência de doença hepática evidente. Importante ressaltar que esses marcadores não substituem a clínica, eles apenas ganham significado quando interpretados dentro de um contexto fisiopatológico mais amplo. Quando o corpo sente: sinais e sintomas clínicos A inflamação crônica de baixo grau costuma se expressar por sintomas inespecíficos, frequentemente banalizados ou atribuídos ao “estresse da vida moderna”. Entre os mais comuns, destacam-se: fadiga persistente dores musculares e articulares difusas dificuldade de perda de peso distúrbios do sono alterações de humor sensação de inchaço redução da capacidade de recuperação física maior suscetibilidade a infecções Esses sinais, quando recorrentes, não devem ser interpretados de forma isolada. Eles representam a linguagem do corpo diante de um estado inflamatório sustentado. O papel central do estilo de vida na inflamação crônica A inflamação crônica de baixo grau está intimamente relacionada ao estilo de vida moderno. Entre os principais fatores envolvidos, destacam-se: alimentação inflamatória e ultraprocessada sedentarismo privação ou desorganização do sono estresse crônico exposição contínua a estímulos inflamatórios ambientais ritmo biológico desalinhado Esses fatores não atuam de forma isolada. Eles se somam, se potencializam e mantêm o organismo em estado constante de alerta inflamatório. A soberania da clínica na identificação da inflamação silenciosa Diante de exames pouco conclusivos, é a clínica que sustenta o diagnóstico funcional da inflamação crônica de baixo grau. A escuta qualificada, a observação cuidadosa dos sinais, a análise do estilo de vida e a correlação entre sintomas aparentemente desconexos são fundamentais para reconhecer esse estado fisiopatológico. A boa prática médica exige: integrar dados laboratoriais e clínicos reconhecer padrões compreender adaptações crônicas do organismo evitar o reducionismo de tratar apenas sintomas isolados Manejo clínico: tratar o terreno, não apenas a manifestação O manejo da inflamação crônica de baixo grau não se baseia em intervenções pontuais, mas em uma abordagem global e progressiva. O foco deve estar na modulação do terreno biológico, com atenção especial a: alimentação e nutrição individualizada sono adequado e ritmado manejo do estresse estímulo ao movimento redução de estímulos inflamatórios persistentes Essas estratégias, quando bem conduzidas, permitem reduzir a carga inflamatória e restaurar gradualmente a capacidade adaptativa do organismo. Vamos desinflamar! A inflamação crônica de baixo grau representa um dos principais desafios da medicina contemporânea. Silenciosa, persistente e multifatorial, ela exige do médico um olhar clínico treinado, fisiológico e integrador. Quando o exame não mostra, mas o corpo sente, é a clínica que guia. E é justamente nessa interseção entre ciência, observação e compreensão profunda do organismo humano que se constrói uma medicina mais precisa, preventiva e verdadeiramente centrada na saúde.

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O que evitar para conquistar Longevidade mais saudavel
Integrativa em Foco

O que significa ter uma longevidade saudável? Acreditamos que o envelhecimento é um processo inevitável e fisiológico do ser humano, contudo, as suas nocivas consequências à saúde não devem ser normalizadas e banalizadas. Assim, ter uma longevidade saudável é sobre respeitar o seu corpo e suas necessidades, cuidando dele através da adoção de hábitos de estilo de vida saudáveis, bem como o acompanhamento médico para que a sua saúde passe por um olhar clínico e orientando a respeito de condutas a serem tomadas em prol da sua saúde. Por conta disso, hoje vamos esclarecer algumas condutas a evitar para conquistar uma longevidade mais saudável. Continue a leitura e confira. Afinal, o que pode interferir negativamente em uma longevidade saudável? Como foi possível compreender na introdução deste artigo, ter uma longevidade saudável abrange uma série de condutas, em sua maioria, relacionadas ao estilo de vida de cad indivíduo. Nesse sentido, ter uma longevidade saudável é realizar consultas regulares com seu médico de confiança, alimentar-se de maneira adequada e equilibrada, além de buscar viver com qualidade. Em simultâneo, o que pode interferir negativamente em uma longevidade saudável são exatamente atitudes que contradizem um estilo de vida saudável. Afinal, a longevidade saudável é composta por um grupo de ações e atitudes que nós devemos escolher diariamente para viver uma vida tranquila, saudável e feliz. Com o intuito de esclarecer as condutas inapropriadas em prol do envelhecimento saudável, separamos algumas atitudes cotidianas que devem ser evitadas para tal objetivo. O que evitar para ter uma longevidade saudável #1 – Má alimentação O intestino é o nosso segundo cérebro. Ou seja, através dele que controlamos o funcionamento e o desempenho de todo o nosso corpo. Além disso, ele também é responsável por cerca de 95% da produção de serotonina do corpo, o que interfere diretamente na maneira com a qual lidamos com o nosso cotidiano. Assim, o sistema nervoso entérico funciona como um estabilizador do humor, que trabalha de maneira independente do sistema nervoso central do corpo, guiando os desejos e comportamentos de cada pessoa. Com o intuito de ampliar a visão sobre a importância da alimentação para uma longevidade saudável, um estudo, realizado por pesquisadores da Filadélfia, delineou a associação entre as mudanças climáticas e a obesidade.⠀ As descobertas revelaram que, à medida que as temperaturas globais aumentam, as pessoas tornam-se menos ativas fisicamente e menos capazes de queimar o excesso de gordura. Dessa maneira, quadros de sobrepeso ou obesidade tornam-se mais comuns e facilitados.⠀ Além disso, o estudo também englobou as questões climáticas, avaliando a influência que pessoas com sobrepeso possuem sobre o aumento das emissões de gases de efeito estufa, ao considerar a sua opção por utilizar mais meios de transporte com combustível do que optar por caminhadas ou até mesmo andar de bicicleta. Os pesquisadores ainda ressaltaram os perigos e riscos para o desenvolvimento de outras patologias a partir de um quadro de obesidade, como por exemplo o câncer (de mama e endometrial, câncer de esôfago, cárdia gástrica, cólon, reto, fígado, vesícula biliar, pâncreas, rim, glândula tireóide e mieloma múltiplo). O que evitar #2 – Excesso de estresse Quando liberado na corrente sanguínea, o cortisol pode auxiliar em diversas funções do corpo humano, principalmente como uma resposta para eventos de estresse ou de perigo. A liberação do hormônio aumenta o metabolismo da glicose no corpo, controla a pressão arterial e até mesmo reduz a inflamação. Ao longo do dia, os níveis de cortisol no sangue variam de acordo com a atividade diária realizada pelo indivíduo e também devido aos níveis de serotonina – hormônio produzido pelo intestino. Quando acordamos, os níveis de cortisol são maiores e vão diminuindo ao longo do dia, contudo, como citado anteriormente, eventos estressantes ou que representem algum tipo de perigo podem ativar a produção mais acelerada do hormônio. Segundo um estudo, níveis elevados de cortisol acarretam dor e inflamação generalizada ao indivíduo que sofre com o estresse crônico. Além disso, um estudo relaciona a privação de sono com a elevação do cortisol, o que pode comprometer a regulação da glândula pituitária e todas as suas funções. Outra consequência é o enfraquecimento do sistema imunológico que, com a elevação crônica da produção de cortisol, resiste às suas ações e acumula o hormônio no organismo, aumentando a produção de citocinas inflamatórias, de acordo com estudo. Nesse sentido, exercitar o gerenciamento de estresse é uma poderosa ferramenta para a construção de um estilo de vida mais saudável. O que evitar #3 – Sedentarismo Quanto tempo você costuma ficar sentado durante o dia? Segundo um estudo publicado pelo American Journal of Preventive Medicine, as pessoas ficam sentadas, em média, 4,7 horas por dia. Ao acordar, nos sentamos para tomar café da manhã. Posteriormente, sentamos no carro a caminho do trabalho. No ambiente corporativo, permanecemos sentados. Almoçamos e jantamos sentados para, em seguida, sentar no sofá para assistir televisão. Em resumo, passamos muito tempo sentados e a ciência percebe cada vez mais os riscos do sedentarismo. De acordo com um estudo, indivíduos que passam muito tempo sentados e com baixos níveis de energia correm um risco maior de desenvolver um quadro de ansiedade. Para os pesquisadores, a ansiedade e o comportamento sedentário estão conectados por conta da insuficiência de sono, saúde metabólica precária e isolamento social. Além disso, o sedentarismo pode representar outros perigos na vida dos indivíduos como por exemplo, o desenvolvimento de má postura e dores nas costas, o

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por que a menopausa
Integrativa em Foco

A partir dos 48 anos de idade, as mulheres presenciam o fim dos seus ciclos menstruais, evento chamado de menopausa. Contudo, tal fenômeno pode ocorrer antes do período citado, o que é caracterizado como a menopausa precoce. Afinal, por que a menopausa precoce ocorre? Conforme o Portal PEBMED, até 10% das mulheres podem sofrer com a incidência de menopausa antes dos 45 anos. Dessa forma, tal quadro merece um olhar atento, especialmente quando consideramos as consequências que a menopausa e outros processos catabólicos do envelhecimento podem causar na vida de uma mulher. Continue a leitura e compreenda mais sobre o Declínio Gonadal Feminino e a sua incidência precoce.  Menopausa: um panorama Os hormônios regem toda a nossa vida. Através deles que o nosso corpo recebe sinais e incentivos para que cada órgão desempenhe suas determinadas funções. No corpo da mulher, os hormônios ovarianos possuem funções que ultrapassam o sistema reprodutor, desempenhando papel fundamental na manutenção do sistema imunológico, saúde óssea e outros departamentos que colaboram para o bem-estar e qualidade de vida feminina. Contudo, ao longo dos anos, ocorre o declínio de tais hormônios, conhecido como a menopausa ou declínio gonadal feminino, condição essa, que pode se apresentar de maneira precoce em cerca de 10% das mulheres, conforme citado na introdução deste artigo. Por conta disso, compreender a trajetória da menopausa auxilia na elucidação do porquê a menopausa precoce ocorre. Durante a adolescência, o início do ciclo menstrual possibilita a liberação de importantes hormônios para a mulher. Tais hormônios são liberados pela hipófise e são conhecidos como: hormônio folículo-estimulante (FSH) e hormônio luteinizante (LH). Através deles ocorre a produção de estrogênio e progesterona, hormônios essenciais para a saúde da mulher, muito além do sistema reprodutor. Em torno dos 30 anos de idade, os primeiros sinais de desaceleramento aparecem no metabolismo feminino, em sua maioria, representados através dos fogachos, ondas de calor e também aumento de peso. Contudo, é a partir desse momento que a atenção profissional pode promover métodos preventivos e o tratamento adequado para que a condição seja controlada e a mulher experiencie o mínimo possível das inúmeras consequências que cercam o declínio hormonal.  Menos de uma década depois, por volta dos 35 anos, a mulher adentra a fase conhecida como climatério, que perdura até os seus 65 anos. É nessa fase que a produção dos hormônios ovarianos sofre com escassez e declínios drásticos, acarretando consequências nocivas para a sua saúde. Dentre os sintomas é possível perceber também as flutuações no ciclo menstrual. Com a chegada dos 40 anos, a fertilidade da mulher também sofre declínio, bem como o nível de estrogênio presente no sangue, o que acarreta diminuição da quantidade de colágeno e elastina na pele, fazendo com que os sinais do envelhecimento se tornem cada vez mais visíveis ao olho nu. Entre 48-52 anos, apresentam-se as falhas na menstruação e a interrupção total do ciclo menstrual, chamado de amenorréia secundária. Neste período, os ovários entram em esgotamento. Contudo, é possível que uma parcela das mulheres experiencie tais consequências muito antes dos 45 anos de idade, o que caracteriza a condição de menopausa precoce. Afinal, o que é a menopausa precoce e por que ela ocorre? Como esclarecido ao longo deste artigo, a partir dos 48 anos de idade, as mulheres presenciam o fim dos seus ciclos menstruais, chamado de menopausa. Contudo, o declínio hormonal e a interrupção do ciclo menstrual também podem apresentar-se de maneira precoce, até mesmo antes dos 45 anos de idade. Segundo estudos, a menopausa precoce está associada a um maior risco de doenças cardiovasculares, osteoporose e declínio cognitivo. Mas, afinal, o que pode levar uma mulher a ter um esgotamento hormonal precoce? Descobertas recentes, encontraram associações entre métodos contraceptivos e a menopausa precoce. Segundo os pesquisadores, o uso de contraceptivos a longo prazo foi associado a níveis mais baixos de um biomarcador de envelhecimento ovariano, sugerindo um risco aumentado de menopausa precoce. Outros fatores que ocasionam o declínio precoce estão relacionados a deficiência de hormônios importantes para a preservação das gônadas ovarianas, como, por exemplo, o hormônio T3. Além disso, a exposição a infecções e poluentes ambientais também representa perigos para a saúde da mulher, capazes de alterar os processos naturais relacionados ao ciclo ovariano feminino. Por fim, mas não menos importante, um fator que pode impactar o início da menopausa de maneira prematura está relacionado ao estilo de vida, que envolve alimentação, prática de exercícios físicos, qualidade do sono e da rotina, por exemplo. Nesse sentido, a má alimentação e a falta de prática de exercícios, o não gerenciamento de estresse, a má qualidade de sono e tabagismo são alguns exemplos que podem impactar negativamente a saúde da mulher. Segundo uma análise, fumantes regulares ou de longo prazo provavelmente sofrerão com a menopausa precoce. Segundo os pesquisadores, mulheres que fumam podem começar a menopausa um a dois anos mais cedo do que mulheres que não fumam. Conheça as consequências da menopausa precoce para a vida da mulher Sabemos que as consequências da menopausa são catastróficas para a saúde e qualidade de vida das mulheres. Nesse sentido, sofrer com tais consequências de maneira precoce, pode acarretar danos ainda mais nocivos ao bem-estar e longevidade da mulher. Como você pode compreender, o quadro clínico da menopausa possui vasta sintomatologia, sendo o mais conhecido de todos a interrupção do ciclo menstrual em mulheres com mais de 35 anos, chamado de amenorreia secundária. Outros sintomas relacionados

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Integrativa em Foco

O organismo humano necessita de equilíbrio hormonal para que sua imunidade e vitalidade sejam fortalecidas. Entre esses elementos, a Vitamina D é essencial para o desempenho dessas funções tão importantes para a saúde de cada um de nós. A partir dessa afirmação, você deve estar se questionando: qual a relação da Vitamina D com o equilíbrio hormonal? É simples, a vitamina D é, na realidade, o hormônio D – um importante elemento para o desempenho de funções hormonais essenciais para a saúde do ser humano. Contudo, para que a Vitamina D converta-se para um hormônio, são necessárias doses mais elevadas do que as conquistadas através da exposição solar. Nesse sentido, cabe esclarecer mais a respeito da fisiologia da Vitamina D, a fim de ressaltar a importância ela possui para o oferecimento de bem-estar e qualidade de vida. Continue a leitura. Para que serve a vitamina D? Como foi possível compreender na introdução deste artigo, as vitaminas são nutrientes essenciais para o desenvolvimento celular e os hormônios são responsáveis por navegar pela circulação sanguínea para que desempenhem suas funções em cada órgão receptor. As vitaminas, como por exemplo a vitamina D, não são produzidas pelo organismo e, por conta disso, precisam de origens externas, como alimentação, sol e também suplementação vitamínica para que o corpo receba quantidades ideais para o desempenho de suas funções. O hormônio D conta com mais de 80 funções de restauro e reparo no organismo humano, sendo responsável pela ativação de mais de 3500 genes. A ausência, má absorção ou declínio do hormônio no organismo humano pode representar uma vasta e nociva sintomatologia, afetando o sistema imunológico, neuronal, metabólico, psicológico, entre outros. Sistema Imunológico Uma das principais funções da vitamina D no organismo humano está relacionada a esse sistema. Segundo pesquisas, o hormônio D é um elemento crucial para a ativação das defesas imunológicas do corpo, o que torna a sua ingestão insuficiente um grande perigo para a entrada de graves infecções ao organismo. Sem a ativação das células T – responsabilidade do hormônio D – elas tornam-se inativas para a destruição e combate de patógenos estranhos e danosos ao organismo. Por conta disso, evidencia-se ainda mais a importância da presença do pró-hormônio para que o organismo esteja preparado para ativar suas funções e lutar contra possíveis patologias. Fortalecimento dos músculos Além de seu importante papel para o fortalecimento do sistema imunológico, o hormônio D também está relacionado ao desempenho de funções musculares. Segundo um estudo, dois órgãos importantes do corpo, o músculo e osso, são significativamente afetados pela presença ou ausência de vitamina D.  Assim, a força, a potência e a velocidade de um indivíduo, além de sua composição corporal podem estar relacionadas à presença de níveis equilibrados de vitamina D no organismo. Nesse sentido, é possível acrescentar o processo de formação muscular à extensa gama de funções desempenhadas pela presença do pró-hormônio no corpo humano. Saúde emocional Evidências encontradas ao longo dos anos demonstram cada vez mais a relação entre a deficiência de Vitamina D e o desenvolvimento de um quadro de depressão, bem como a utilização de sua suplementação com a finalidade de tratar tais sintomas. De acordo com as descobertas, a dose equilibrada e apropriada para cada indivíduo pode ser uma grande aliada no tratamento dessa doença crônica debilitante e difícil de tratar que é a depressão. Além disso, a insuficiência de vitamina D pode desencadear outros distúrbios relacionados ao humor, como o aumento da irritabilidade e ansiedade, consequentemente representando efeitos nocivos à saúde mental de um indivíduo. Nesse sentido, a vitamina D em seus níveis normais pode auxiliar o sistema imunológico na seleção correta de células que precisam ser atacadas, para que se desenvolva a proteção necessária contra patologias nocivas à saúde do ser humano. Afinal, é possível obter vitamina D através do sol? Essa importante vitamina transforma-se em hormônio a partir da conversão do ergocalciferol através do fígado. O que é desencadeado através de alimentos ricos em ômega-3 como por exemplo peixes de águas profundas e linhaça. Entretanto, a conversão não é considerada o suficiente para a produção de níveis de hormônio D eficazes para a ação protetora referente ao sistema imunológico, um dos grandes papéis do pró-hormônio no organismo humano. Nesse sentido, a exposição solar diária pode ser considerada a principal maneira de estimular essa produção. Contudo, a maior parte da população não se expõe suficientemente ao sol, tanto que, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a maior parte da população adulta brasileira sofre com insuficiência de vitamina D. Ao considerarmos que o Brasil é um país de clima tropical, evidencia-se ainda mais fortemente a necessidade de um trabalho de suplementação personalizada, a fim de regular os níveis da vitamina no organismo, bem como garantir a sua conversão hormonal, possibilitando que todas as suas funções de reparo e restauro sejam desempenhadas com eficácia. Quando os níveis de vitamina D no organismo estão insuficientes, o corpo apresenta sinais como cansaço, fadiga, sonolência, irritabilidade, além de possibilitar o desenvolvimento de doenças cardíacas e hipertensão, diabetes, infecções e distúrbios do sistema imunológico, fraqueza óssea, e também o desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como câncer de cólon, próstata e mama. Compreenda a importância do pró-hormônio para uma longevidade mais saudável A partir de uma maior compreensão sobre o grande papel da vitamina D para o organismo humano, é possível evidenciar a sua importância para uma longevidade mais saudável.

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Estilo de Vida

Acreditamos que um dos grandes desejos do profissional médico é o de descobrir os caminhos para uma longevidade mais saudável. Contudo, para que tal façanha seja possível, é necessário observarmos de maneira mais ampla o contexto que classifica uma pessoa com saúde e qualidade de vida. Para isso, vamos aprofundar um pouco mais o assunto a respeito das cidades centenárias, ou Blue Zones, conhecidas por possuírem as taxas mais baixas do mundo de mortalidade na meia-idade e uma alta incidência de pessoas que ultrapassam os 90 anos com baixíssimas taxas de demência. Afinal, o que essas cidades e sua população têm em comum? Qual o segredo para uma longevidade saudável? Continue a leitura. Afinal, qual o segredo para uma longevidade saudável Como foi possível compreender na introdução deste artigo, a longevidade saudável é considerada a linha de chegada da vida, afinal, é com ela que temos a garantia de saúde, bem-estar e qualidade de vida. Contudo, o segredo da longevidade encontra-se nos suplementos, tratamentos e instruções médicas? Ou ele se encontra em atitudes simples e cotidianas que podem ser implementadas na vida de cada um? De acordo com uma reportagem publicada na revista National Geographic, existem cinco cidades no mundo inteiro que chamam a atenção por possuírem uma ampla população idosa e sem sinais de demência ou outras doenças. Em suma, são cinco cidades onde o segredo da longevidade pode ter sido descoberto. As cidades centenárias ou “Blue Zones” foram mapeadas e analisadas por uma equipe de pesquisadores, médicos, antropólogos, demógrafos e epidemiologistas, a fim de encontrar o grande segredo por trás da longevidade nesses locais. São elas: Região de Barbagia da Sardenha (Itália); Ilhas de Okinawa (Japão); Loma Linda, na Califórnia (EUA); Península de Nicoya (Costa Rica); Icária (Grécia). São diversos fatores comuns que apontam essas zonas como as mais propícias à uma longevidade mais saudável. Entre as características mais presentes, estão os fatores relacionados ao estilo de vida, que envolvem o gerenciamento de estresse, a implementação de uma alimentação saudável, a prática de exercícios físicos e, consequentemente, a desaceleração de uma rotina prejudicial à saúde de indivíduos em qualquer idade. Continue a leitura e conheça algumas das atitudes dos moradores das cidades centenárias para uma longevidade mais saudável. Segredo #1 – Mova-se naturalmente Não é segredo que a prática de exercícios físicos demonstra inúmeros benefícios à saúde, podendo inclusive aliviar sintomas relacionados aos declínios hormonais vivenciados por homens e mulheres ao longo de sua vida, segundo a ciência. Contudo, não são somente as atividades físicas relacionadas à academia, corridas ou outros tipos de ginástica que são parte do segredo das pessoas mais longevas. Em vez disso, a população das zonas centenárias procura deslocar-se naturalmente, ou seja, com os seus próprios pés, utilizando suas habilidades motoras como ferramenta para o desempenho de inúmeras atividades cotidianas, como ir ao supermercado, cultivar alimentos e outras ações. Segredo #2 – Tenha um plano de vida A motivação é o que move o mundo, afinal, sem um objetivo, não chegamos a lugar algum. Esse ditado é levado à sério pelos okinawanos, no Japão, e pelos nicoyanos, na Costa Rica, que definem o plano de vida através da frase: “por que eu acordo de manhã”. Através dessa definição, é possível que sejam traçadas metas, objetivos e caminhos a serem adotados para a conquista dos planos de vida Segundo a ciência, através do empoderamento, que promove autonomia, liberdade, conhecimento, autoestima, autoconfiança e controle sobre a saúde ou sobre a vida, é possível visualizar o alcance da meta complexa que inclui os conceitos de bem-estar, saúde e qualidade de vida. Segredo #3 – Desacelere a rotina O cortisol é um importante hormônio para o funcionamento do corpo humano. Quando liberado na corrente sanguínea, ele pode auxiliar em diversas funções do corpo humano, principalmente a lidar com fatores de estresse, como dirigir na chuva, reagir a um episódio perigoso ou até mesmo enfrentar alguma dificuldade no cotidiano. Através dele, ocorre o aumento do metabolismo de glicose no corpo, controlando a pressão arterial e até mesmo reduzindo a inflamação. Contudo, viver em uma situação de estresse contínuo pode acarretar no desenvolvimento de um quadro de inflamação crônica, que promove consequências extremamente nocivas para a saúde do ser humano. Nesse sentido, buscar o gerenciamento de situações estressantes torna-se a melhor conduta para prevenir tal condição, seja através da prática de meditação, atividades físicas ou algum outro hobby. Até mesmo pessoas que vivem nas Zonas Azuis experienciam situações de estresse, porém, o seu diferencial é a adoção de ações rotineiras com o objetivo de eliminar esses incômodos.  Segredo #4 – Não exagere na alimentação Manter a saúde do intestino é um dos pilares para uma longevidade mais saudável e a população das cidades centenárias sabe disso. De acordo com estudos, a saúde do intestino afeta não somente as respostas pró e anti-inflamatórias do microbioma, mas também a saúde do sistema imunológico e até mesmo do cérebro, principalmente quando consideramos a importante conexão do eixo intestino-cérebro para o organismo humano. Nesse sentido, é essencial que se procure minimizar o consumo de alimentos processados e industrializados, ao mesmo tempo em que se eleva o consumo de leguminosas, frutas, verduras e outros alimentos probióticos e essenciais para a promoção da saúde. Segredo #5 – Valorize a sua vida e a dos que estão à sua volta. Por último e não menos importante, os centenários bem-sucedidos compreendem a importância de colocar as suas famílias

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Carreira Médica

O equilíbrio hormonal rege a qualidade de vida e bem-estar do ser humano. Nesse sentido, a atenção do campo das Ciências da Longevidade Humana tem se voltado cada vez mais para a compreensão do organismo humano em um plano mais amplo. Dessa maneira, é possível considerar suas capacidades e necessidades, além de outros aspectos isolados e relacionados ao desenvolvimento de possíveis patologias, por exemplo. Contudo, mesmo que ocorra o acompanhamento integrado de um paciente, ele inevitavelmente sofrerá com o declínio hormonal ao longo dos anos, o que afeta seu equilíbrio e causa consequências nocivas para a sua saúde. Importante ressaltar que esse desequilíbrio hormonal pode ocorrer através de fontes endógenas, bem como através de fatores externos, como por exemplo o ambiente. Assim, ressalta-se ainda mais a necessidade de mudanças de hábitos, além da utilização de uma importante ferramenta para auxiliar nesse processo, a Terapia de Reposição Hormonal (TRH). Siga a leitura e compreenda mais sobre a importância do equilíbrio hormonal para uma longevidade mais saudável. Afinal, por que o equilíbrio hormonal é importante? Como pudemos compreender na introdução deste artigo, o equilíbrio hormonal pode desencadear ações positivas relacionadas ao bem-estar e qualidade de vida do ser humano. Isso ocorre porque os hormônios são considerados a base da vida. O seu papel no corpo humano funciona como uma espécie de mensageiro químico, que envia através da corrente sanguínea, instruções para que os tecidos e órgãos humanos desempenhem suas tarefas plenamente. É através dos hormônios que o corpo controla funções como a digestão, o humor, a libido, a capacidade cognitiva, o sistema imunológico, entre outras. Quando compreendemos a importância dos hormônios para o pleno funcionamento do organismo humano, é possível entender melhor o por que de muitos problemas nocivos à saúde, causados pelo declínio ou desequilíbrio hormonal. Um exemplo prático e importante disso pode ser dado através da Vitamina D – um pró-hormônio essencial para que o ser humano desempenhe tarefas simples como andar, falar e respirar. Quando absorvido pelo organismo, ele se transforma no hormônio D, um componente responsável por mais de 80 funções de restauro e reparo no corpo humano. Além disso, ele também é responsável pela produção de catelicidinas, que são proteínas de alto poder antibiótico, capazes de neutralizar vírus, bactérias, fungos e parasitas. Ou seja, suas funções também estão altamente atreladas ao funcionamento do sistema imunológico. Mesmo que a compreensão geral a respeito de sua recepção esteja em volta do sol, segundo a Organização Mundial da Saúde, metade da população mundial sofre com quantidades insuficientes dessa importante vitamina. Nesse sentido, para que sejam solucionados problemas relacionados ao desequilíbrio hormonal, é necessária a avaliação focada em hormonologia, para que seja orientada a terapia de reposição hormonal (TRH) ou modulação hormonal, através dos Hormônios Isomoleculares (Hormônios Homólogos Humanos). Importante ressaltar que a produção de hormônio D ocorre em simultâneo com outros hormônios essenciais para o organismo humano, como o estradiol, a testosterona, a progesterona e o cortisol, o que evidencia ainda mais a importância de recuperar o equilíbrio hormonal. Qual o papel dos hormônios para a saúde do ser humano? Como foi possível observar até aqui, os hormônios são a base da vida. É através deles que o corpo desempenha suas importantes funções e garante qualidade de vida para o indivíduo. Vamos a exemplos práticos:  Ao longo de sua vida, uma mulher sofre com diversas flutuações hormonais, que iniciam seu declínio gradual a partir dos 35 anos. É neste momento que se inicia a menopausa. A partir desse declínio de importantes hormônios para a sua saúde, a mulher sofre com consequências nocivas, que atacam todo o funcionamento de seu organismo. De acordo com evidências de um estudo recente, realizado no Reino Unido, a terapia de reposição hormonal (TRH) pode reduzir o risco de morte prematura das mulheres. Os pesquisadores acompanharam 105.199 mulheres saudáveis, ​​com idades entre 46 e 65 anos, com prescrição de TRH, durante cerca de 13 anos. Os resultados foram comparados com outras 224.643 mulheres sem o uso de TRH. As descobertas demonstraram que houve uma redução média de 9% para o risco geral de morte por todas as causas em mulheres saudáveis, em terapia de reposição hormonal. Para os pesquisadores, a TRH é responsável por reposicionar os hormônios perdidos durante o período menopáusico, garantindo o equilíbrio hormonal e aliviando os sintomas e consequências gerados pelo declínio. Quais os benefícios da terapia de reposição hormonal? Através das revelações compartilhadas ao longo deste artigo, foi possível compreender ainda mais profundamente a essencialidade do equilíbrio hormonal para uma longevidade mais saudável. Considerando que os hormônios produzidos pelo corpo humano sofrem degradação e declínio ao longo dos anos, impera a necessidade de reposição de tais componentes. Essa reposição ocorre através do que chamamos de TRH – Terapia de Reposição Hormonal, um método cientificamente comprovado como eficaz para a resolução de problemas relacionados ao desequilíbrio hormonal. Contudo, para que a terapia de reposição hormonal ocorra com sucesso, são necessários profissionais médicos com conhecimento em hormonologia, a fim de que o olhar integrado ao paciente seja exercitado e colocado em prática através de terapias preventivas com o objetivo de garantir saúde e qualidade de vida. Saiba mais sobre o programa para associados Sobraf clicando aqui. 

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5-fatores-diretamente-relacionados-à-imunidade
Estilo de Vida

A nossa imunidade é a barreira de defesa contra organismos patógenos e também endógenos que podem afetar o corpo humano. O seu funcionamento pode ser comparado a um exército particular, composto por soldados que auxiliam no combate aos invasores que adentram o organismo. Para que o sistema imune funcione, seus diferentes mecanismos, compostos pela barreira da pele, células na corrente sanguínea e anticorpos precisam ser ativados e fortalecidos. Nesse sentido, viver rodeado de estresse, má alimentação, falta de sono e outros hábitos negativos para a saúde pode comprometer esse importante sistema. Neste artigo, listamos 5 fatores diretamente relacionados com a imunidade comprovados cientificamente.  Siga a leitura e saiba mais.  Qual o papel do sistema imunológico? Em primeiro lugar, é muito importante que tenhamos a compreensão sobre o papel do sistema imune. De acordo com a ciência, o sistema imunológico é a proteção do corpo contra invasores patógenos e endógenos que podem prejudicar a saúde e qualidade de vida de um indivíduo. Sem a imunidade, não seria possível combater todos os vírus, bactérias e componentes tóxicos que atacam o corpo humano diariamente. Entre as principais tarefas do sistema imunológico do corpo estão: Combate a germes patógenos, como bactérias, vírus, parasitas ou fungos; Reconhecimento  e neutralização de substâncias nocivas; Combate a alterações que possam ocasionar o desenvolvimento de patologias nocivas à saúde do indivíduo. Para que a imunidade seja ativada, os antígenos se ligam a receptores especiais das células imunológicas, o que ocasiona uma série de processos do organismo para que sejam coletadas informações a respeito dessa ameaça, bem como as maneiras de combatê-lo e eliminá-lo do corpo. Além disso, o sistema imunológico possui a capacidade de armazenar as informações para que, caso o mesmo vírus ou bactéria atacá-lo novamente, o corpo já esteja preparado para lidar com a ameaça de maneira mais ágil e eficaz. Contudo, para que a imunidade seja ativada com sucesso, são necessários cuidados relacionados à saúde e hábitos relacionados ao estilo de vida do indivíduo. Continue a leitura e compreenda os fatores relacionados com a imunidade. Fator #1 – A saúde do intestino e a imunidade Cerca de 70% do sistema imunológico concentra-se no intestino. É o que revela uma publicação realizada no Journal of Translational Immunology. Conforme indicado pelos pesquisadores, entre os fatores que destacam a importância do sistema gastrointestinal encontra-se a elevada quantidade de células imunológicas que residem dentro dele. Além disso, a microbiota intestinal e a sua composição podem variar de acordo com os hábitos adotados por cada pessoa de maneira individual, ou seja, a saúde do intestino, bem como a imunidade de um indivíduo, estão intimamente ligadas a seus hábitos alimentares e outros fatores relacionados ao estilo de vida. De acordo com a literatura científica, inúmeros fatores são capazes de influenciar a composição da flora intestinal, Alguns deles são a dieta, a idade, o consumo de medicamentos, a exposição à doenças, o nível de gerenciamento de estresse e, consequentemente, o estilo de vida. Por fim, é possível definir que a disbiose intestinal como um fator nocivo e agravante para a saúde do indivíduo em geral. Fator #2 – O funcionamento do sistema pituitário A hipófise representa um papel essencial na regulação do crescimento, diferenciação e também função celular de todo o corpo humano. Além disso, esse sistema é responsável pelo controle sobre os imunócitos ou linfócitos, responsáveis pela geração de reações imunológicas contra ataques antígenos e endógenos. De acordo com a literatura, os hormônios secretados ou regulados pelo sistema pituitário são responsáveis pela regulação dos níveis de atividade imunológica através da ativação dos linfócitos para garantir as respostas a estímulos inflamatórios e imunológicos, bem como a transdução de sinal, ativação de genes, produção e atividade de citocinas e outras funções relacionadas a imunidade. Fator #3 – O cortisol e o seu papel no sistema imunológico Ao ser liberado na corrente sanguínea, o cortisol trabalha para responder ao estresse e aos perigos pelos quais determinado indivíduo está passando. Além disso, ele também é responsável por aumentar o metabolismo de glicose no corpo, controlar a pressão arterial, reduzir a inflamação, regular o humor, além de fortalecer a musculatura do coração e auxiliar na manutenção do sistema imunológico. Mesmo que o cortisol seja considerado um anti-inflamatório que possui resposta imunológica, níveis elevados desse elemento no organismo podem acarretar na resistência da imunidade. Esse evento ocorre a partir de sua condição crônica, que é conhecida com a Inflamação Crônica Subclínica. Portanto, segundo estudo, o acúmulo de cortisol no organismo  acarreta no aumento da produção de citocinas inflamatórias, o que impossibilita o pleno funcionamento do sistema imunológico. Fator #4 – Negligenciar o poder do Hormônio D pode afetar a imunidade Inúmeros estudos relacionam o enfraquecimento da imunidade à insuficiência de exposição ao sol e, consequentemente, a menor absorção de Hormônio D. De acordo com um ensaio clínico realizado em crianças japonesas, a presença de Hormônio D no organismo é considerada uma ferramenta para o combate a resfriados e gripes, por exemplo. Contudo, evidências obtidas através de um estudo alemão, comprovam que somente a exposição ao sol não é o bastante para que o corpo absorva níveis de Vitamina D suficientes para que se obtenha o pró-hormônio. A partir dos resultados obtidos através da coleta de testes sanguíneos de 1.343 indivíduos, entre 20 e 99 anos, com taxas preocupantes de insuficiência de Vitamina D, os pesquisadores optaram por definir a ingestão diária ideal de vitamina D de até 10

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